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Antonio Borges Neto/Netão
A policia Civil da cidade de Indiavaí-MT, conseguiu recapturar na semana passada o réu Jovelino Lopes Viegas, 48 anos,(FOTO) condenado a 69 anos e seis meses de reclusão na comarca de Barra do Garças por ter estuprado, matado e ocultado o cadáver de duas crianças do sexo feminino no distrito de Paredão Grande, no município de General Carneiro.
O crime que chocou todo o Estado de Mato Grosso ocorreu em fevereiro de 2005. Jovelino Lopes foi reconduzido para Barra do Garças no dia 01/02.
De acordo com o delegado municipal de polícia Adilson Gonçalves de Macedo(FOTO) que recebeu o preso através da sua delegacia e que há época atuou no caso, naquela ocasião Jovelino havia sido preso por uma equipe de policiais militares de Paredão Grande com o apoio daquela comunidade que insistiam em linchar o acusado. Segundo o delegado, o estrupador usou requintes de crueldades, principalmente por se tratar de duas crianças indefesas, sendo uma adolescente e outra ainda criança. “De acordo o que apuramos através de laudos científicos da pericia técnica e pelo seu próprio depoimento, ele primeiro estrupou as duas meninas, em seguida as matou enforcadas e posteriormente as enterrou a beira de um córrego próximo a sede da fazenda”. Disse o delegado.
Na ocasião Jovelino Lopes Viegas foi levado preso para a cadeia publica de Barra do Garças de onde conseguiu fugir meses após ter cometido o crime, em seguida foi preso novamente pela policia Civil de General Carneiro e transferido para a penitenciaria de Mata Grande considerada uma das mais seguras do Estado de Mato Grosso, mas conseguiu fugir novamente.
A versão do condenado
Em entrevista a nossa reportagem o condenado disse conseguiu fugir tanto da cadeia publica como da penitenciaria por ter medo de morrer. Segundo diz, ele estava sendo jurado de morte por alguns presos que queriam sua cabeça a todo custo. Jovelino Lopes foi recapturado trabalhando em um Sitio em um dos assentamentos do INCRA na cidade de Indiavaí que fica localizada próximo com a fronteira da Bolívia na região de Quatro Marcos e Araputanga.
Em sua versão o réu contradiz ao afirmar a imprensa de Barra do Garças de que é inocente, mas em seguida tenta justificar diante das câmaras ao afirmar que não cometeu o crime sozinho, mas em companhia de pelo menos mais treze(13) pessoas, todas moradoras de Paredão Grande que estavam presente na sede fazenda participando de uma “festinha improvisada” regrada com churrasco e muita bebida. Finalizando o preso diz não se recordar de nada que aconteceu devido o mesmo estar devidamente embriagado na data do crime, mas diz estar arrependido de ter praticado o crime.
A versão das autoridades
A versão do réu foi descartada pelo delegado Adilson Macedo que afirma que a época o inquérito obedeceu os tramites legais imposto pela justiça, tendo em vista que na ocasião o condenado havia confessado os dois crimes, incluso o levantamento técnico da pericia feita no local.
A promotora de justiça Luciana Rocha Abraão David que atuou na condenação do réu disse a imprensa que mesmo estando o acusado foragido, ele foi submetido a júri popular, no fórum de Barra do Garças. “Graças a reforma do Código de Processo Penal, não há mais necessidade do réu estar presente para a realização do júri. Esse foi o primeiro julgamento que realizamos em Barra do Garças sem a presença do réu”. Explicou a promotora de Justiça. Segundo ela, a condenação do réu a 69 anos e seis meses de prisão foi unânime entre os jurados devido o crime ter causado uma comoção muito grande na sociedade que, desde então, clamava por justiça. “Com a prisão do réu, acredito que essas pessoas ficarão mais aliviadas”, destacou a representante do Ministério Publico. O preso até o dia 03/03 continuava na cadeia publica de Barra do Garças e deverá ser encaminhado nos próximos dias para a Penitenciaria de Água Boa para cumprir sua pena. Adicionar como favorito (0) | Publique este artigo no seu site | Visto: 414
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