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Ex-técnico do Mixto, de Cuiabá, sai da equipe atirando contra tudo e todos. Para ele o futebol praticado em Mato Grosso é um dos piores do Brasil.
Fonte: ExpressoMT
Há dois dias, o ex-jogador Roberto Cavalo, que dirigia o Mixto até o final de fevereiro, de Cuiabá, pronunciou em alto e bom som que o " futebol no estado precisa evoluir.
Existem muitos incompetentes no futebol mato-grossense, a arbitragem erra muito e as condições dos estádios são péssimas".
O desabafo de Cavalo, que deixou oficialmente o Mixto na terça-feira (2) sem ganhar uma única partida no campeonato estadual, coincide com a chegada do novo supervisor geral do clube, Luis Carlos Tóffoli, conhecido no meio desportivo como "Gaúcho".
Os depoimentos dado à imprensa cuiabana, revelam que o ex-técnico reclamou da suposta falta de profissionalismo do futebol mato-grossense, criticou as condições dos gramados, estádios e instalações, e sem citar nomes, questionou até a qualidade da arbitragem.
O curioso é que, ao deixar o Alnivegro, Cavalo disse não ter sido demitido, e que gostaria de continuar na equipe. No entanto sua saída se deve ao fato de que se viu em uma situação insustentável, e que teria chegado à essa decisão junto à direção da equipe.
"Saio do Mixto de cabeça erguida e deixando a porta aberta. Mas, diante de um primeiro turno sem resultado, tem que haver uma demissão. Infelizmente, não pude dar uma vitória à torcida e estou saindo para o bem do time, reconheceu. O ex-técnico do Mixto disse que continuaria torcendo pelo time da baixada cuiabana, e que espera que os próximos jogos façam a torcida sorrir.
Questionado sobre as razões para o péssimo desempenho do time no campeonato matogrossense, Cavalo respondeu que, devido ao futebol em Mato Grosso ser considerado como um dos piores do país, ele teria encontrado bastante dificuldade nas contratações: para ele, a maioria dos atletas procurados teria recusado os convites.
"Tive dificuldades nas contratações. É difícil trazer um jogador de nível para Mato Grosso. O futebol aqui é muito atrasado e com condições precárias. Por isso, não passa da primeira fase da Copa do Brasil", alfinetou.
Para quem chegou no Mixto se dizendo disposto a ganhar todos os títulos em 2010, e que levaria o alvinegro ao Brasileirão, o cenário atual é bem diferente.
Sem muito barulho, o novo supervisor geral do Mixto assumiu o cargo na segunda-feira (1º de março) com a promessa de fazer dentro do clube um trabalho de acompanhamento diário da equipe, logística, patrimônio e novas instalações. A decisão foi tomada pelos membros da Associação dos Amantes do Futebol e Amigos do Mixto. Adicionar como favorito (0) | Publique este artigo no seu site | Visto: 195
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