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Agronegócio

Exportações de Mato Grosso têm novo recorde em 2022: US$ 17,4 bi

Mais de 78% do faturamento dos primeiros 6 meses são dos embarques do complexo soja (óleo, farelo e grão)

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Agronegócio

A pauta mato-grossense do agronegócio fechou o primeiro semestre deste ano com novo recorde de receita nas exportações.

De janeiro a junho foram movimentados negócios na ordem de US$ 17,49 bilhões, 35% acima do saldo do mesmo momento do ano passado, US$ 12,95 bilhões.

Mais de 78% do faturamento dos primeiros seis meses de 2022 foram originados com os embarques do complexo soja (óleo, farelo e grão).

Além de uma receita recorde para um primeiro semestre, Mato Grosso – que passou a representar 22% da receita das exportações agro do Brasil – também registrou faturamento recorde em junho.

Conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no mês passado, a receita somou inéditos US$ 3,26 bilhões – na série histórica local aos meses de junho -, alta de 37,55% sobre o faturamento anterior em US$ 2,37 bilhões.

Conforme o Mapa, a elevação do índice de preços em 28,5%, comparado ao mesmo mês do ano anterior, contribuiu ao bom desempenho das exportações brasileiras do setor agropecuário, que atingiram o valor recorde da série em junho de 2022:  US$ 15,71 bilhões (+31,2%). Também houve expansão de 2,1% no volume embarcado.

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As importações de produtos do agronegócio foram de US$ 1,53 bilhão (+19,8%), com alta de 17,9% dos preços médios e 1,6% do quantum importado.

Os destaques de junho/2022 ficaram com as exportações recordes do complexo soja, carnes (frango e bovina) e café.

COMPLEXO SOJA – O complexo soja, principal setor exportador do agronegócio brasileiro, alcançou registros recordes de US$ 8,06 bilhões em vendas externas para meses de junho (+31,9%), mesmo com queda do volume importado (-2,3%), em virtude do desempenho da soja em grãos.

A China, tradicional importadora da oleaginosa brasileira, adquiriu em junho 64,5% da quantidade exportada, 6,49 milhões de toneladas (-8,2%).

As exportações de farelo de soja, segundo principal produto do complexo, foram de US$ 1,20 bilhão em junho (+63,8%).

Pela primeira vez na série histórica, as exportações do produto nos meses de junho suplantaram a casa de US$ 1 bilhão.

O valor alcançado foi resultado do volume recorde exportado (+33,5%), e, também, da elevação de 22,7% no preço médio de exportação.

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Com menor produção de soja em grãos na América do Sul (Argentina e Brasil), e a guerra na Ucrânia (maior exportador mundial de farelo de girassol), a oferta de farelo para alimentação animal se reduziu no mundo, impactando os preços internacionais do produto brasileiro.

O principal mercado importador de farelo de soja do Brasil foi a União Europeia, que adquiriu US$ 448,26 milhões (+41,4%) ou 804,8 mil toneladas (+8,0%; 35,4% de participação.

ACUMULADO DO ANO – No primeiro semestre de 2022, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 79,32 bilhões (+29,4%), valor recorde para o período.

A expansão ocorreu devido à alta dos preços (+27,7%), enquanto o quantum exportado subiu menos (+1,3%).

O agronegócio representou 48,3% das exportações totais brasileiras nos seis primeiros meses de 2022.

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Agronegócio

Senador do agronegócio de Mato Grosso sai na defesa de Lula e afirma “Não é o MST, é o Bolsonaro que toma nossas terras”

Senador defende governo do PT e diz que Bolsonaro defende desmatamento e grilagem de terra

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O PT está eufórico com o apoio que a candidatura Lula conquistou nos últimos dias num segmento quase eminentemente bolsonarista: o agronegócio.

O petista está “entrando” num dos estados mais pró-Bolsonaro do país, que é o Mato Grosso. Em 2018, esses eleitores deram 66,4% de votos ao atual presidente, na disputa contra Fernando Haddad.

Na última pesquisa do Datafolha, Bolsonaro alcançava 32% no Centro-Oeste, contra 25% de Lula.

Na semana que passou, Lula ganhou a adesão de uma turma forte do agronegócio matogrossense. Estão com o PT o senador licenciado Carlos Fávaro, do PSD de Kassab, e o deputado federal Neri Geller, do PP de Arthur Lira

Juntos, trazem o apoio da família Maggi, onde estão os maiores produtores de soja do mundo.

 

Os dois – Fávaro e Geller – estiveram com Lula e Geraldo Alckmin semana passada, em Brasília. Posaram para fotos e oficializaram o apoio.

Desde o anúncio, os dois estão sendo alvos de críticas e de notas de repúdio de um ou outro sindicato rural no estado, mas também têm recebido apoios, esses mais discretos e em silêncio.

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Fávaro, que já foi um assentado da reforma agrária e hoje é uma agropecuarista de peso no estado, conversou com o Blog do Noblat sobre esse momento. Está convicto de sua escolha. Ele argumenta, com dados comparativos, que as gestões do PT foram muito mais vantajosas para o agronegócio que esses quatro anos de Bolsonaro.

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