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Fazenda de Pupin vai a leilão com lance inicial de R$ 44 milhões

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Uma fazenda do produtor rural José Pupin, conhecido como “Rei do Algodão”, vai a leilão judicial na próxima quinta-feira (24), com valor de lance inicial de R$ 44 milhões.

 

O imóvel rural, com área total de 3.780 hectares, está localizado no município de Santo Antônio de Leveger, às margens da na BR-364, e tem avaliação de R$ 73,5 milhões.

 

De acordo com a empresa responsável pelo leilão, a Mega Leilões, a Fazenda São Vicente foi dada como garantia a empréstimos realizados pelo produtor com o Banco Rabobank Internacional Brasil (veja AQUI).

 

O Rabobank moveu uma ação de execução de título extrajudicial na 44ª Vara Cível de São Paulo (SP), que determinou o leilão.

 

Segundo a descrição do site de leilões, a fazenda é destinada ao cultivo de grãos e produtos agrícolas em geral. Além de reserva ambiental, que chega a 50% da área total.

 

O imóvel ainda tem: telefone; internet; iluminação; casas de alvenaria comum destinadas à moradias de funcionários; uma pequena igreja para a prática de orações; serraria desativada; churrasqueira; um pequeno campo de futebol para a prática desportiva; um barracão em estrutura metálica utilizado para guarda de tratores implementos, sementes e insumos; e escritório.

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Recuperação judicial

 

O megaprodutor rural enfrenta dificuldades com seu grupo empresarial que está em processo de recuperação judicial.

 

O grupo JPpupin, que declarou dívidas de R$ 898,2 milhões, é composto pelas empresas Armazéns Gerais Marabá Ltda., Marabá Agroindustrial e Nutrição Animal Ltda., JPupin Indústria de Óleos Ltda., JPupin Reflorestamento Ltda., Marabá Construções Ltda. e Cotton Brasil Agricultura Ltda.

 

A recuperação judicial do grupo foi autorizada no ano passado pelo juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 1ª Vara de Campo Verde, (134 km de Cuiabá).

 

O empresário alega que passa por um momento de crise financeira em razão da alta nos custos de produção, aumento das dívidas em função da valorização do dólar, diminuição no preço das commodities no mercado internacional, escassez de crédito no mercado nacional e o aumento significativo da taxa de juros bancária.

A recuperação teria o objetivo de proteger a estabilidade da empresa e manter os empregos até que seja superada a crise “que o grupo tem vivenciado".

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Suspensão das importações já afeta produção de 9 frigoríficos

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Suspensão das importações de carne bovina brasileira por 3 países após casos atípicos da doença da “vaca louca” afeta produção de 9 frigoríficos de Mato Grosso. Desde o dia 4 deste mês, a China deixou de comprar a proteína animal fornecida pelo Brasil. O país asiático consumiu 50% do volume de carne bovina exportada pelos frigoríficos mato-grossenses em 2021. A interrupção das exportações para a China foi imediata à confirmação dos dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) -doença conhecida como o “mal da vaca louca” -em Mato Grosso e em Minas Gerais. Na sequência, Rússia e Arábia Saudita – este no dia 6 – também deixaram de importar o produto.

Dentre os 32 frigoríficos aptos à exportação com Serviço de Inspeção Federal (SIF) no Estado -11 deles pertencentes ao grupo JBS -, 7 são habilitados a vender para a China e dois para a Rússia, informa o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo). A suspensão das importações de carne bovina brasileira pela Arábia Saudita envolve 5 frigoríficos de Minas Gerais, esclarece o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Para Arábia Saudita, (exportações) sem restrições”, diz o presidente do Sindifrigo, Paulo Bellincanta, sobre as vendas externas de Mato Grosso para aquele país.

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De acordo com ele, todos os frigoríficos de Mato Grosso aptos a vender para China e Rússia estão sem produzir para estes dois países. Eles representam 28% do total de indústrias aptas à exportação da proteína animal no Estado.

Neste ano, os frigoríficos mato-grossenses exportadores de carne faturaram US$ 1,1 bilhão com embarque total de 247 mil toneladas de carne bovina, de janeiro a agosto. Deste volume, 50,5% foram direcionados para a China, que demandou 124.898 (t) por US$ 640,7 milhões, segundo o Mapa. A Arábia Saudita importou 3.897 (t) de carne bovina por US$ 17,2 milhões, acumulados nos 8 meses de 2021. Sobre a Rússia, a plataforma digital Agrostat do Ministério da Agricultura não forneceu informações.   Comparado com os 8 primeiros meses de 2020, as vendas de carne bovina de Mato Grosso aumentaram 24,9% para China e 26,2% para Arábia Saudita neste ano. Ao todo, o comércio do produto com os demais países apresentou redução de 4,2% em volume e evolução de 8,8% no saldo comercial em relação ao último ano. Em 2020, até agosto, Mato Grosso embarcou 257.978 toneladas de carne bovina pela quantia total de US$ 1 bilhão.

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Tratativas 

O Mapa esclarece que a Arábia Saudita suspendeu importações devido a ocorrência de EEB, apesar da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ter concluído, no dia 6, que não há risco de contaminação do rebanho por ser atípica. A decisão daquele país foi comunicada ao Mapa pelo adido agrícola em Riade. Foram encaminhadas informações técnicas sobre o caso para as autoridades sanitárias da Arábia Saudita e estão sendo realizadas reuniões, mas não há ainda previsão sobre a retirada das suspensões. Em relação à China, o Brasil suspendeu temporariamente – no dia 4 -as exportações de carne bovina em cumprimento ao protocolo sanitário firmado com aquele país. A suspensão continua vigente até que autoridades chinesas concluam avaliação das informações repassadas pelo Brasil. Também não há, ainda, previsão de retomada das vendas desse produto para aquele país.

A Rússia suspendeu, na semana passada, alguns produtos de alguns SIFs. O Mapa enviou informações técnicas as autoridades sanitárias da Rússia, solicitando que essas restrições temporárias não sejam impostas.

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