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Febre Aftosa – Mato Grosso vacina 99,63% do rebanho bovino e bubalino na primeira etapa de 2018

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De acordo com dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), apresentados nesta quinta-feira (19.07), durante a primeira etapa de vacinação contra febre aftosa foram vacinados 29.568.091 bovinos e bubalinos, o que representa 99,63% dos animais envolvidos. Durante a campanha o Indea acompanhou a vacinação de 2.207.347 animais distribuídos em 2.794 propriedades.

Mato Grosso é líder na produção comercial com um rebanho de 30.089.432 de animais, e desde 2005 mantém índice de vacinação contra a febre aftosa acima de 99%, verificando-se homogeneidade entre as regiões do estado.

Nesta etapa é obrigatória a imunização de todo o rebanho bovino e bubalino, de mamando a caducando, com exceção dos animais das propriedades localizadas no baixo pantanal.

De acordo com o Indea, existem 106.433 propriedades com produção de bovinos e bubalinos no estado, sendo que 1.339 não fizeram o registro da vacinação junto ao Indea. Segundo a presidente do Indea, Daniella Bueno, todas as propriedades que não declararam a imunização do rebanho junto à autarquia já estão sendo visitadas.

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“As propriedades que não realizaram a vacinação dentro do período da campanha serão autuadas e terão a vacinação acompanhada pelo Indea”, pontuou Daniella.

Para quem deixou de vacinar dentro do período da campanha a multa é de 1 UPF (Unidade Padrão de Fiscal) por cabeça de gado não vacinado. Já quem deixou de comunicar a vacinação ao Indea fica impossibilitado de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) por um período mínimo de 30 dias.

O diretor-técnico da Acrimat, Francisco de Sales Manzi, destacou o papel do produtor rural. “Enquanto produtores, somos responsáveis por todo o processo da vacinação, desde a compra da vacina até a aplicação e comunicação junto ao órgão de defesa, e o resultado da campanha representa o compromisso do produtor com a sanidade animal do rebanho, e queremos continuar nessa parceria para evoluirmos para a retirada da vacinação”.

Para o secretário adjunto de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), Alexandre Possebon, “esses números são extremamente importantes e mostram a consciência da manutenção do status sanitário, e solidificam a participação do estado como maior produtor, com maior rebanho comercial do país, garantindo a participação da carne mato-grossense em vários mercados internacionais”.

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O superintendente Federal da Agricultura em Mato Grosso (SFA/MT), José de Assis Guaresqui, “Mato Grosso vem sempre despontando na cobertura da vacinação, o que demonstra que o trabalho que tem sido feito tem atingido os objetivos do Ministério da Agricultura, que é a evolução no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que permitirá o avanço para o status de livre de febre aftosa sem vacinação”.

A última ocorrência de febre aftosa em Mato Grosso foi registrada em 1996. E desde o ano 2000, o estado é reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa com vacinação.

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Veto à carne pela China tem relação com desgaste diplomático de Bolsonaro, dizem lideranças ruralistas

Presidente e seus aliados têm atacado há anos o país que é maior parceiro comercial do Brasil

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Lideranças da bancada ruralista no Congresso dizem acreditar que a decisão da China de manter o veto à compra da carne brasileira é influenciada, em menor ou maior grau, pelo desgaste diplomático com o país asiático gerado por Jair Bolsonaro e seus apoiadores nos últimos anos.

Ainda que os ataques tenham reduzido recentemente, o presidente e seus aliados já atribuíram a criação da Covid à China, por exemplo. Em maio, Bolsonaro sugeriu que a China faz guerra biológica com o coronavírus.

Em outro episódio, Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, tentou ridicularizar o sotaque dos chineses em publicações nas redes sociais.

“Estamos vendo com muita aflição”, diz Neri Geller (PP-MT), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e ex-ministro da Agricultura.

“Acho que o governo melhorou nos últimos seis meses, tirou o ingrediente ideológico e entrou a questão mais pragmática e comercial, que tem que prevalecer. Mas tem, sim, um rescaldo, que atrapalhou e atrapalha”, completa.

 

“Desde o começo do governo nós da base alertamos que, ainda que o alinhamento ideológico seja com os Estados Unidos, nossos grandes parceiros comerciais consumidores estão no Oriente. Nosso maior comprador é a China. Precisamos ter um cuidado muito especial com esses países. E esse embargo prejudica muito”, afirma Geller.

Ele alerta para o temor de um efeito na cadeia. “Hoje está na proteína animal, mas pode repercutir amanhã na soja, no milho, nas commodities que vão para fora”, diz, ressaltando que acredita que o problema será temporário e logo a relação será retomada.

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Alceu Moreira (MDB-RS), ex-presidente da bancada, diz que a China se comporta historicamente dessa forma quando deseja renegociar preços, mas que as mais profundas motivações do embargo só deverão ser descobertas durante possível viagem da ministra Tereza Cristina (Agricultura) à China.

“A China sempre foi muito pramática. Do ponto de vista ideológico, é socialista, mas do ponto de vista da economia, é dos países mais liberais, com competição de mercado internacional. É possível que, se tiver outro país mais alinhado a eles e que possa oferecer grandes volumes de carne, a China exerça a preferência nesse período. Não creio que seja o motivo predominante [o desgaste ideológico com o Brasil], acho que está muito mais relacionado a preço, mas pode sim ter contribuído para essa decisão [pela manutenção do embargo]”, avalia Moreira.

“Qualquer coisa que se refira à China tem impacto enorme no Brasil, pois são grandes clientes. Uma crise como essa vai gerar aprendizagem”, continua o parlamentar.

“Assim como estamos com uma série de prejuízos no Brasil por falta de semicondutores, inflação de demanda absurda porque não conseguimos comprar de Taiwan, o que mostra que deveríamos ter política industrial de estratégia para não ter essa relação de dependência, também temos que ter uma política de capacidade de absorção de estoques quando um país como esse deixa de comprar. Não podemos queimar as cadeias produtivas”, acrescenta o parlamentar.

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