Agronegócio

Grupo do ex-deputado Zeca Viana tem recuperação judicial aprovada e economiza R$ 222 milhões com credores

Publicados

Agronegócio

A pós dois anos do pedido de recuperação judicial, o Grupo Viana, com sede em Primavera do Leste, teve seu plano de recuperação judicial aprovado durante Assembleia Geral de Credores (AGC), realizada na última quinta-feira (29.04). Com o plano aprovado, o passivo total, de R$ 317 milhões, foi negociado e caiu para R$ 95 milhões, uma redução de aproximadamente 70%, com prazo de dois anos de carência e de 15 anos para liquidação total.

Em fevereiro de 2019, quando entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara Cível de Primavera do Leste, o grupo culpou a crise financeira do país, agravada pelos juros altos do setor, além de outros fatores econômicos que desestruturaram a solidez das empresas.

Logo após o pedido de recuperação judicial ser autorizado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), suspendeu o processo de recuperação judicial do Grupo. A corte atendeu pedido de um dos credores, que apontava que o grupo não preenchia requisitos básicos para ter o benefício de recuperação judicial, incluindo inscrição na Junta Comercial num período mínimo de dois anos.

Leia Também:  Canarana - A crise do armazém cheio

O advogado responsável pela recuperação judicial do Grupo Viana, Euclides Ribeiro, recorreu da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e conquistou o direito de seguir com o plano de recuperação das empresas. A ação abriu caminho para que vários produtores tivessem reconhecido seu direito em juízo. E então, em 24 de dezembro de 2020, a Lei de Recuperação foi alterada para deixar de forma clara o direito do produtor rural de fazer Recuperação Judicial.

“Por ser um dos primeiros casos de recuperação judicial de produtor rural, o pedido chegou a ser barrado pelo TJMT, por ainda não haver um entendimento de que produtor rural não seria empresário e pudesse, quando necessário, usar da Lei de Recuperação Judicial. Depois de uma longa batalha jurídica, o STJ decidiu a favor da tese de que o produtor rural pode pedir sua recuperação e fixou tese que permite o pedido de RJ, com validade para todos os tribunais do país”, explica Ribeiro.

Euclides Ribeiro, que é especialista em recuperação judicial, foi um dos responsáveis pela mudança no entendimento da lei que permite aos produtores rurais a possibilidade de fazer a recuperação judicial. Segundo ele, a recuperação é a solução de mercado para reestruturar um setor que há muitos anos carrega dívidas que são impagáveis, pois a atividade, que é de alto risco, não consegue remunerar os juros que foram e são praticados até hoje.

Leia Também:  Estado revela que "barões do campo" passaram pagar Fethab este ano

“Normalmente são pessoas que estão em atividade há décadas e antes, por não terem registro em junta comercial, uma mera formalidade, eram impedidos de entrar com pedido de recuperação judicial. Após a mudança na Lei, centenas de produtores tiveram a oportunidade de negociar suas dívidas e além de salvar seus negócios, puderam dar continuidade nessa atividade que gera tanto emprego e renda em todo o país”, argumenta Euclides Ribeiro.

O plano prevê ainda que credores que liberarem mais crédito ao Grupo Viana terão gatilhos para receber mais rápido seus valores e com menos desconto. O plano possibilita também que o Grupo receba aporte de capital o que já está em negociação já que agora está saudável financeiramente.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agronegócio

GIGANTES DO AGRO – Quem é o “Rei dos hectares” no Brasil? Conheça nossos 3 maiores produtores agrícolas

Responsável por produzir alimentos para 800 milhões de pessoas em todo o mundo, o Brasil também possui algumas das maiores empresas do ramo do planeta

Publicados

em

A produção agropecuária é motivo de muito orgulho para a economia brasileira e, nas últimas décadas, a profissionalização tem feito com que grandes grupos se tornem cada vez mais presentes nas lavouras do país.

Quando falamos em agricultura e produção de commodities, o Brasil também é exemplo para o mundo inteiro. Responsável por produzir uma quantidade de alimentos que atende a 800 milhões de pessoas em todo o mundo, o Brasil deve continuar ampliando sua contribuição para o abastecimento mundial a ponto de se tornar, nos próximos cinco anos, o maior exportador de grãos do planeta, superando os Estados Unidos.

Mas, por acaso, você sabe quem são os verdadeiros ‘reis dos hectares’ no Brasil? Três empresas disputam esse posto e, juntas, elas somam quase 1,3 milhão de hectares produtivos.  E a disputa para o primeiro lugar está acirrada. Confira quem são nossos líderes de produção.

3º lugar: Grupo Amaggi – 258 mil hectares


Foto: Amaggi

A Amaggi Agro, braço voltado para o agronegócio do Grupo Amaggi,  atua na produção agrícola de soja, milho e algodão em grande escala e investimos no desenvolvimento da Agricultura de Precisão (AP), um conjunto de técnicas e metodologias inovadoras que visa aperfeiçoar o manejo das culturas e potencializar áreas produtivas para que produzam mais, sem a necessidade de novas áreas de plantio.

Leia Também:  Mais de R$ 280 milhões foram contratados em Mato Grosso

Segundo o grupo, tais tecnologias regulam também a utilização dos insumos agrícolas, permitindo o uso racional de corretivos, fertilizantes e de defensivos agrícolas, reduzindo assim progressivamente os impactos ao meio ambiente.

Na safra 2020, foram mais de 1 milhão de toneladas de grãos e fibras produzidos em aproximadamente 258 mil hectares.

A Amaggi nasceu em 1979, com a empresa Sementes Maggi, em São Miguel do Iguaçu (PR). Mas não demorou para a família Maggi ir para Mato Grosso e montar um dos maiores impérios do agro brasileiro. Atualmente a Amaggi possui fazendas em Itiquira, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Querência e São Félix do Araguaia, todas em Mato Grosso

2º Lugar  – SLC Agrícola – 468,2 mil hectares
Foto: SLC Agrícola

SLC Agrícola, fundada em 1977 pelo Grupo SLC, é produtora de soja, milho e algodão. Foi uma das primeiras empresas do setor a ter ações negociadas em Bolsa de Valores no mundo, tornando-se uma referência no seu segmento. Com Matriz em Porto Alegre (RS), a Empresa possui 16 Unidades de Produção estrategicamente localizadas em 6 estados brasileiros que totalizaram 448.568 hectares no ano-safra 2019/20 – sendo 125.462 ha de algodão, 235.444 ha de soja, 82.392 ha de milho e 5.270 ha de outras culturas.

Na safra 2021/2021, a empresa comemorou um novo recorde: 468,2 mil hectares (aumento de 4,4% na comparação com a safra anterior) e celebrou 78 mil hectares com aplicação seletiva de defensivos, 8 fazendas com lavouras conectadas à internet e expansão das atividades da SLC Sementes e Integração Lavoura-Pecuária e Floresta.

Leia Também:  PEDRA 90 – Ocupantes da área “Sampaio 3” acusam PMs de tentar expulsá-los à força com destruição de patrimônio e truculência

Em negociação para aquisição da Terra Santa, outro gigante do agro, a SLC espera se tornar a maior produtora do Brasil, somando 601,5 mil hectares, caso o negócio seja concluído com aquisição total da Terra Santa.

Leia Também:  Estado revela que "barões do campo" passaram pagar Fethab este ano

1º lugar: Grupo Bom Futuro – 583 mil hectares

Produção de soja

Foto: Grupo Bom Futuro

“Se tornar o maior produtor individual de soja no mundo e o maior na cultura do algodão no Brasil, nunca foi um propósito na Bom Futuro, mas se tornou uma consequência através de um planejamento eficaz, trabalho em equipe, auxilio da tecnologia e principalmente a harmonia com a natureza ao produzir toneladas de grãos e plumas de algodão em uma área total aproximada de 583 mil hectares cultivados em Mato Grosso”.

Esse é o anunciado na apresentação do Grupo Bom Futuro, o maior produtor agrícola do país na atualidade e que tem como carro-chefe a soja,  totalizando uma produção aproximada de 1,3 milhão de toneladas por safra. Atualmente, a Bom Futuro possui 33 unidades centralizadoras de produção em Mato Grosso, sendo 21 Unidades de Beneficiamento e Armazenamento de Grãos, 9 Unidades de Beneficiamento de Algodão e 3 Unidades de Beneficiamento de Sementes.

O grupo tem mais de 30 anos de atuação no Estado de Mato Grosso. As atividades são distribuídas em todo o estado, gerando desenvolvimento e inúmeras oportunidades para centenas de municípios.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

PAU E PROSA

POLICIAL

CIDADES

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA