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Javalis destroem plantações de milho em Canarana e causam prejuízos estimados em R$ 100 milhões

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Produtores rurais de cidades de Mato Grosso têm enfrentado uma situação difícil neste ano. Conforme reportagem do Canal Rural, veículada nesta terça-feira (12), javalis, javaporcos e animais semelhantes já destruíram diversas plantações de milho, causando prejuízos milionários. Em Canarana, por exemplo, os danos podem chegar a R$ 100 milhões, conforme estimativa de produtores. No município, mais de 100 mil hectares foram cultivados nesta segunda safra.

Em Lucas do Rio Verde, outra cidade do estado, por exemplo, 3% da safra de milho das plantações da cidade já foi destrúida, o que equivale a um prejuízo de mais de R$ 20 milhões. De acordo com a reportagem do portal, os dados constam em levantamento realizado pelo Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde. Os prejuízos, porém, também são sentidos em outras cidades como, por exemplo, Vera, no médio-norte de Mato Grosso.

Ao canal, o produtor Tiago Strapasson disse que os animais se alojam no meio do milharal da fazenda, com cerca de 1,4 mil hectares, que ele tem na cidade. “Antigamente eles só atacavam as bordaduras dos matos, hoje eles estão mais espertos. Ficam dez, doze dias dentro da lavoura, só saem nas beiradas das estradas para beber água e voltam para dentro da lavoura”, relatou.

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“É um problema antigo, e não tem controle. Vamos continuar tendo problemas econômicos. Estamos perdendo R$ 7 mil por hectare. Daqui a pouco, isso inviabiliza a cultura”, afirma Samuel Schwartz, outro produtor rural do estado que teme os prejuízos ocasionados pelos javalis.

Na propriedade de Cleiton Bigaton, os animais invadiram uma área de 670 hectares de milho e destruíram boa parte da plantação. “Perdi de 5% a 6%, sem calcular muito. É o ano de mais estrago até hoje”, conta.
Outra região também afetada, conforme a reportagem, é a região do Vale do Araguaia. Em Canarana, por exemplo, onde foram cultivados mais de 100 mil hectares de milho nesta segunda safra, sobram prejuízos e apreensão no campo.

“Vemos aqui uma lavoura de milho exterminada por porcos do mato, deixaremos de colher um milhão de sacas, isso é alimento que deixará de ir na mesa do consumidor, deixaremos de arrecadar também R$ 100 milhões de reais, dinheiro esse que também poderia girar na economia do nosso município. Em conversa com sindicatos rurais e núcleos de todo o estado estima-se uma perda de 5%, então devemos conversar com órgãos competentes e com todo setor produtivo, para tentar resolver esse problema que ano após ano, vem aumentando e prejudicando os produtores rurais”, disse ao canal rural Diego Dallasta.

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Agronegócio

CPI flagra que agronegócio sonega R$ 300 milhões por ano em MT

Valor é considerado menor que expectativa dos deputados no início da comissão

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal aprovou o relatório do setor do agronegócio em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (4). Esta foi a última sub-relatoria a concluir os trabalhos. A CPI também teve as sub-relatorias mineração, combustíveis e frigorífico.

Responsável pelo relatório do agronegócio, o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) afirmou que o texto aprovado teve como base dados da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz/MT) e revelou uma sonegação menor do que era esperada. O parlamentar também destacou o caráter propositivo do documento. “O relatório vai gerar uma proposta de lei para que a gente incentive o governo a dar crédito, dar benefícios e identificar as pessoas que contribuem com o Estado, pagam seus impostos em dia”, ressaltou Moretto.

O deputado Carlos Avallone (PSDB) também contribuiu na elaboração do relatório. “Nós identificamos um maior número de ocorrências na área do comércio atacadista. Vimos um volume de sonegação de 900 milhões de reais em três anos, o que daria 300 milhões por ano, o que é muito para os cofres públicos”, afirmou o parlamentar. Ele ainda disse acreditar que as propostas contidas no relatório vão ajudar no combate à sonegação e na redução do tempo de tramitação de processos administrativos tributários.

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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado Wilson Santos (PSD), marcou para a próxima quarta (11), às 15h, a apresentação do relatório final da CPI. O texto será apresentado pelo relator, deputado Nininho (PSD). “Ele vai juntar todos esses relatórios já aprovados e vai fazer uma apresentação que já está sendo trabalhada. Acredito que até quarta que vem a gente aprove”, afirmou Carlos Avallone.

O relatório do setor do agronegócio foi aprovado com os votos de Avallone e Moretto. O deputado Wilson Santos se absteve.

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