Agronegócio

Mato Grosso responde por 18,5% do Valor da Produção Agropecuária

Economia mato-grossense lidera no algodão, soja e milho, e ocupa lugar intermediário na pecuária e na cana

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Estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgada na terça-feira (12), e com base em números de março, mostra crescimento do Valor Básico da Produção Agropecuária (VBP) em 2022, no comparativo com o ano anterior.

O país salta de R$ 1,19 trilhão para R$ 1,22 trilhão, com aumento percentual de 2,29%.

Mato Grosso pula de R$ 204,97 bilhões para R$ 227,31 bilhões, o que corresponde um avanço financeiro de 8,83%.

A agricultura brasileira cresce 7,5%, enquanto a pecuária retrairá R$ 8,4%.

O algodão brasileiro terá VBP de R$ 41,6 bi, superando 2021, que foi de R$ 29,2 bi, o que resultará num crescimento de 29,27%.

Mato Grosso saltará de R$ 20,07 bi para R$ 30,25 bi, com aumento previsto de 33,33%.

O segundo VBP do algodão nos estados é o baiano, com R$ 8,15 bilhões.

Nacionalmente, o VBP da soja deve saltar de R$ 304,09 bi para R$ 387,95 bi, o que resultará num crescimento de 21,45%.

Mato Grosso passará de R$ 91,81 bi para R$ 102,57 bi, com aumento percentual de 10,79%.

Por ordem decrescente do VBP da leguminosa nos estados: Rio Grande do Sul, com 59,63 bi; Paraná, com R$ 57,23 bi; Goiás, com R$ 37,38 bi; Mato Grosso do Sul, com R$ 35,10 bi; Bahia, com R$ 18,88 bi; e São Paulo, com R$ 11,88 bi.

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A produção brasileira nas três safras anuais de milho deverá alcançar o VBP de R$ 83,42 bi, superando em 19,28% o ano anterior, de R$ 67,34 bi.

Mato Grosso saltará de R$ 42,13 bi para R$ 49,36 bi, o correspondente a um aumento de 14,29%.

Em ordem decrescente estadual: Paraná, com R$ 28,52 bi; Mato Grosso do Sul, com R$ 17,17 bi; Goiás, com R$ 16,2 bi; e Minas Gerais, com R$ 12,5 bi.

A pecuária é a nota negativa na estimativa do VBP.

No país, a estimativa é de encolhimento de 8,40%, caindo de R$ 381,70 bi para R$ 349,08 bi.

Mato Grosso acompanha a queda nacional e despenca 2,95% de R$ 34,50 bi para R$ 32,71 bi.

O líder do VBP da pecuária é o Paraná, com R$ R$ 53,53 bi; seguido por Minas Gerais, com R$ 41,84 bi; São Paulo, com R$ 40,98 bi; Mato Grosso, com R$ 32,71 bi; e Santa Catarina, com R$ 30,14 bi.

A estimativa do Mapa não fica restrita à pecuária bovina e inclui a suinocultura, avicultura, caprinocultura e ovinocultura.

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Nacionalmente, a cana-de-açúcar vai bem, mas em Mato Grosso sua lavoura tropeça.

A estimativa do VBP do país é de R$ 119,06 bi, com crescimento proporcional de 21,85% sobre o indicador anterior, de R$ 92,71 bi. Os canaviais mato-grossenses deverão gerar um VBP de R$ 2,78 bi, com redução de 1,07% no comparativo com 2021, de R$ 2,94 bi.

São Paulo lidera a estimativa do VBP da cana, com R$ 65,28 bi; seguido por Minas Gerais, com R$ 13,89 bi; Goiás, com R$ 12,22 bi; Mato Grosso do Sul, com R$ 7,69 bi; Paraná, com R$ 5,59 bi; Alagoas, com R$ 2,85 bi; Mato Grosso, com R$ 2,78 bi; e Pernambuco, com R$ 2,52 bi.

VBP – Esse indicador é apurado mensalmente pelo Mapa, para acompanhar ocorrências na atividade monitorada de modo a permitir que a atualização dos números chegue ao término do ano agrícola com a real situação das lavouras e da pecuária.

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Agronegócio

CPI flagra que agronegócio sonega R$ 300 milhões por ano em MT

Valor é considerado menor que expectativa dos deputados no início da comissão

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal aprovou o relatório do setor do agronegócio em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (4). Esta foi a última sub-relatoria a concluir os trabalhos. A CPI também teve as sub-relatorias mineração, combustíveis e frigorífico.

Responsável pelo relatório do agronegócio, o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) afirmou que o texto aprovado teve como base dados da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz/MT) e revelou uma sonegação menor do que era esperada. O parlamentar também destacou o caráter propositivo do documento. “O relatório vai gerar uma proposta de lei para que a gente incentive o governo a dar crédito, dar benefícios e identificar as pessoas que contribuem com o Estado, pagam seus impostos em dia”, ressaltou Moretto.

O deputado Carlos Avallone (PSDB) também contribuiu na elaboração do relatório. “Nós identificamos um maior número de ocorrências na área do comércio atacadista. Vimos um volume de sonegação de 900 milhões de reais em três anos, o que daria 300 milhões por ano, o que é muito para os cofres públicos”, afirmou o parlamentar. Ele ainda disse acreditar que as propostas contidas no relatório vão ajudar no combate à sonegação e na redução do tempo de tramitação de processos administrativos tributários.

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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado Wilson Santos (PSD), marcou para a próxima quarta (11), às 15h, a apresentação do relatório final da CPI. O texto será apresentado pelo relator, deputado Nininho (PSD). “Ele vai juntar todos esses relatórios já aprovados e vai fazer uma apresentação que já está sendo trabalhada. Acredito que até quarta que vem a gente aprove”, afirmou Carlos Avallone.

O relatório do setor do agronegócio foi aprovado com os votos de Avallone e Moretto. O deputado Wilson Santos se absteve.

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