Agronegócio

Quase metade das cidades com as maiores produções agrícolas do país é de MT

Sorriso (MT) é o município com maior valor de produção agrícola no país. Em terceiro lugar, aparece Sapezal (MT).

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Dos 50 municípios com os maiores valores da produção agrícola no país no ano passado, 20 são de Mato Grosso, aponta a pesquisa Produção Agrícola Municipal 2020 (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O município com o maior valor da produção agrícola foi, novamente, Sorriso, no norte de Mato Grosso. Foram R$ 5,3 bilhões, ou 1,1% do total nacional, com alta de 35,5% ante 2019. Sorriso gerou R$ 1,9 bilhão com a produção de milho, 58,3% a mais que em 2019, R$ 2,8 bilhões com a produção de soja (29% a mais) e R$ 454,1 milhões na produção de algodão herbáceo (em caroço).

Na segunda posição está um município da Bahia, São Desidério. Mas na terceira outra cidade é mato-grossense: Sapezal, totalizando R$ 4,3 bilhões, com alta de 26,7% no ano. As principais culturais locais são: algodão, soja, milho e feijão.

O algodão herbáceo totalizou 990,2 mil toneladas, com alta de 10,7%, gerando um valor da produção recorde de R$ 2,3 bilhões. Já a produção de soja cresceu 8,0%, chegando a 1,3 milhão de toneladas e colocando o município na nona posição nacional em valor da produção desta leguminosa (R$ 1,5 bilhão)

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Culturas com maior valor da produção agrícola no país — Foto: IBGE

Culturas com maior valor da produção agrícola no país — Foto: IBGE

Bahia e Mato Grosso do Sul, com seis municípios cada, figuraram na sequência. Esses municípios geraram R$ 106,9 bilhões, ou 22,7% do total do país.

O valor da produção agrícola de Mato Grosso cresceu 35,7% em 2020, em relação ao ano anterior. A produção foi de R$ 58 bilhões, em 2019, para R$ 79 bilhões, no ano passado.

Valor da produção nas 20 cidades de MT — Foto: IBGE

Valor da produção nas 20 cidades de MT — Foto: IBGE

Mato Grosso foi o maior produtor de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, seguido por Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

O destaque é para o cultivo de soja, o principal produto de exportação do Brasil, o milho e o algodão.

Milho

 

Mato Grosso seguiu em primeiro lugar na produção de milho, com 33,7 milhões de toneladas, quase totalidade colhida durante a 2ª safra, e valor da produção de R$ 19,1 bilhões (alta de 61,6%).

Sorriso (MT) foi líder dessa cultura no país, com 3,2 milhões de toneladas, seguido por Rio Verde (GO), com 2,2 milhões de toneladas, e Nova Ubiratã (MT), 2,1 milhões de toneladas

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Algodão

 

Com 89,0% da área plantada, Mato Grosso e Bahia lideram a produção de algodão, com valores de produção de R$ 12,8 bilhões (alta de 23,1%) e R$ 4,4 bilhões (alta de 16,3%), respectivamente.

Soja

 

Mato Grosso teve aumento de 8,8%, totalizando 35,1 milhões de toneladas, na produção da soja, continuando como o maior produtor nacional.

Participação nacional

 

Participação por UF  — Foto: IBGE

Participação por UF — Foto: IBGE

Campeão do ranking de valor da produção total, o estado aumentou sua participação nacional de 16,2%, em 2019, para 16,8%, em 2020, novamente à frente de São Paulo (14,5%), destaque no cultivo da cana-de-açúcar.

Produção no país

 

Já o valor da produção brasileira aumentou de R$ 361 bilhões, em 2019, para o recorde de R$ 470 bilhões, em 2020, uma alta de 30,4%. O resultado positivo se deve, principalmente, à elevação do valor da produção da soja, do milho, do café e do algodão.

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Agronegócio

Veto à carne pela China tem relação com desgaste diplomático de Bolsonaro, dizem lideranças ruralistas

Presidente e seus aliados têm atacado há anos o país que é maior parceiro comercial do Brasil

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Lideranças da bancada ruralista no Congresso dizem acreditar que a decisão da China de manter o veto à compra da carne brasileira é influenciada, em menor ou maior grau, pelo desgaste diplomático com o país asiático gerado por Jair Bolsonaro e seus apoiadores nos últimos anos.

Ainda que os ataques tenham reduzido recentemente, o presidente e seus aliados já atribuíram a criação da Covid à China, por exemplo. Em maio, Bolsonaro sugeriu que a China faz guerra biológica com o coronavírus.

Em outro episódio, Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, tentou ridicularizar o sotaque dos chineses em publicações nas redes sociais.

“Estamos vendo com muita aflição”, diz Neri Geller (PP-MT), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e ex-ministro da Agricultura.

“Acho que o governo melhorou nos últimos seis meses, tirou o ingrediente ideológico e entrou a questão mais pragmática e comercial, que tem que prevalecer. Mas tem, sim, um rescaldo, que atrapalhou e atrapalha”, completa.

 

“Desde o começo do governo nós da base alertamos que, ainda que o alinhamento ideológico seja com os Estados Unidos, nossos grandes parceiros comerciais consumidores estão no Oriente. Nosso maior comprador é a China. Precisamos ter um cuidado muito especial com esses países. E esse embargo prejudica muito”, afirma Geller.

Ele alerta para o temor de um efeito na cadeia. “Hoje está na proteína animal, mas pode repercutir amanhã na soja, no milho, nas commodities que vão para fora”, diz, ressaltando que acredita que o problema será temporário e logo a relação será retomada.

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Alceu Moreira (MDB-RS), ex-presidente da bancada, diz que a China se comporta historicamente dessa forma quando deseja renegociar preços, mas que as mais profundas motivações do embargo só deverão ser descobertas durante possível viagem da ministra Tereza Cristina (Agricultura) à China.

“A China sempre foi muito pramática. Do ponto de vista ideológico, é socialista, mas do ponto de vista da economia, é dos países mais liberais, com competição de mercado internacional. É possível que, se tiver outro país mais alinhado a eles e que possa oferecer grandes volumes de carne, a China exerça a preferência nesse período. Não creio que seja o motivo predominante [o desgaste ideológico com o Brasil], acho que está muito mais relacionado a preço, mas pode sim ter contribuído para essa decisão [pela manutenção do embargo]”, avalia Moreira.

“Qualquer coisa que se refira à China tem impacto enorme no Brasil, pois são grandes clientes. Uma crise como essa vai gerar aprendizagem”, continua o parlamentar.

“Assim como estamos com uma série de prejuízos no Brasil por falta de semicondutores, inflação de demanda absurda porque não conseguimos comprar de Taiwan, o que mostra que deveríamos ter política industrial de estratégia para não ter essa relação de dependência, também temos que ter uma política de capacidade de absorção de estoques quando um país como esse deixa de comprar. Não podemos queimar as cadeias produtivas”, acrescenta o parlamentar.

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