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Sem chuva, MT acelera a colheita

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O tempo firme dos últimos dias e a expectativa de muita chuva na virada de janeiro para fevereiro fizeram os produtores de Mato Grosso acelerarem as colheitadeiras na última semana, confirmando projeção de ritmo feita pela consultoria AgRural, de que nos últimos dias do mês – conforme o clima – Mato Grosso deveria liderar a oferta dos grãos da nova safra.

Levantamento da AgRural mostra que a colheita chegou, na última quinta-feira, a 13,5% da área no Estado, ante 2,8% uma semana antes. Com isso, o total colhido superou os 12,4% de um ano atrás – quando a colheita foi antecipada pelo plantio rápido, mas enfrentou dificuldades devido às chuvas registradas em alguns momentos de janeiro.

A colheita em Mato Grosso começou atrasada nesse ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Apesar de um início mais lento como já registrado pela AgRural, a tendência era de que essa aparente lentidão desse lugar ao ritmo mais intenso no decorrer do mês, na medida é claro, que o clima permitisse e foi isso que ocorreu no Estado que pôde acelerar a colheita com o tempo firme que marcou a semana passada.

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“Essa lentidão inicial tinha mais a ver com o ritmo muito acelerado da safra anterior e com o plantio mais tardio da safra atual do que com as chuvas que caem sobre o Estado agora em janeiro. Como houve atraso no plantio, poucas áreas mato-grossenses estão prontas para a colheita. Elas poderão ocorrer, entretanto, caso precipitações acima da média sejam registradas na segunda quinzena de janeiro e em fevereiro”, completou Daniele.

NOS ESTADOS

No resto do Brasil, a colheita chegou a 10% em Rondônia, que tinha 0,5% na semana passada. Além disso, outros três estados estrearam na tabela: São Paulo, com 0,8%, Mato Grosso do Sul, com 0,2% e Pará, com 1%. Esses resultados, aliados ao número de Mato Grosso, levaram a colheita no Brasil a 3,8% da área, contra 0,8% na semana passada, 4,3% há um ano e 2,9% na média de cinco anos.

No Paraná, as colheitadeiras seguem paradas, à espera das primeiras áreas prontas. Neste ano, o início da colheita paranaense está atrasado devido ao plantio mais tardio e ao alongamento do ciclo de parte das lavouras. Mas a expectativa é de grande safra.

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Embora possam atrapalhar a colheita, as chuvas previstas para os próximos dias são favoráveis às lavouras mais tardias do Centro-Oeste – algumas delas com pouca umidade há duas semanas. Mas é preciso ficar atento ao Rio Grande do Sul e ao Matopiba, que ainda precisam de chuva em fevereiro para consolidar a safra, mas que têm poucos volumes previstos para os próximos 15 dias.

SAFRINHA

Com a colheita da soja acelerada em Mato Grosso, o plantio da segunda safra de milho também ganhou ritmo. Até quinta-feira, 9,4% da área estavam semeadas no Estado, ante 1,8% há uma semana. Esses números, aliados ao plantio ainda muito pontual no Paraná, levou a área semeada no Centro-Sul do Brasil a 3,5%, contra 0,8% na semana passada, 5,6% há um ano e 4,2% na média de cinco anos.

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Indea suspende agrotóxico em MT

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Em cumprimento à determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal do Indea de Mato grosso emitiu manifestação técnica orientando a suspensão imediata da comercialização, distribuição e importação de produtos agrotóxicos que contenham o ingrediente ativo carbendazim em sua composição, a partir de 22 de junho de 2022, no território mato-grossense.

A Anvisa determinou na terça-feira (21.06) a suspensão cautelar da importação, fabricação, comercialização e distribuição do ingrediente ativo carbendazim, e produtos técnicos que contenham esse ingrediente ativo em todo o território nacional, enquanto aguarda a conclusão da reavaliação toxicológica do carbendazim.

“A suspensão cautelar tem por objetivo evitar que os agrotóxicos à base do carbendazim continuem disponíveis no mercado até a conclusão da reclassificação toxicológica, bem como estudos quanto aos riscos que o produto pode representar à saúde humana”, afirma a coordenadora de Defesa Sanitária Vegetal, Silvana Amaral.

A medida cautelar não se aplica aos produtores rurais que já possuem esses produtos em sua posse. Porém, não devem ser efetuadas novas aquisições, pois a comercialização e distribuição estão suspensas.

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