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Suspensão das importações já afeta produção de 9 frigoríficos

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Suspensão das importações de carne bovina brasileira por 3 países após casos atípicos da doença da “vaca louca” afeta produção de 9 frigoríficos de Mato Grosso. Desde o dia 4 deste mês, a China deixou de comprar a proteína animal fornecida pelo Brasil. O país asiático consumiu 50% do volume de carne bovina exportada pelos frigoríficos mato-grossenses em 2021. A interrupção das exportações para a China foi imediata à confirmação dos dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) -doença conhecida como o “mal da vaca louca” -em Mato Grosso e em Minas Gerais. Na sequência, Rússia e Arábia Saudita – este no dia 6 – também deixaram de importar o produto.

Dentre os 32 frigoríficos aptos à exportação com Serviço de Inspeção Federal (SIF) no Estado -11 deles pertencentes ao grupo JBS -, 7 são habilitados a vender para a China e dois para a Rússia, informa o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo). A suspensão das importações de carne bovina brasileira pela Arábia Saudita envolve 5 frigoríficos de Minas Gerais, esclarece o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Para Arábia Saudita, (exportações) sem restrições”, diz o presidente do Sindifrigo, Paulo Bellincanta, sobre as vendas externas de Mato Grosso para aquele país.

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De acordo com ele, todos os frigoríficos de Mato Grosso aptos a vender para China e Rússia estão sem produzir para estes dois países. Eles representam 28% do total de indústrias aptas à exportação da proteína animal no Estado.

Neste ano, os frigoríficos mato-grossenses exportadores de carne faturaram US$ 1,1 bilhão com embarque total de 247 mil toneladas de carne bovina, de janeiro a agosto. Deste volume, 50,5% foram direcionados para a China, que demandou 124.898 (t) por US$ 640,7 milhões, segundo o Mapa. A Arábia Saudita importou 3.897 (t) de carne bovina por US$ 17,2 milhões, acumulados nos 8 meses de 2021. Sobre a Rússia, a plataforma digital Agrostat do Ministério da Agricultura não forneceu informações.   Comparado com os 8 primeiros meses de 2020, as vendas de carne bovina de Mato Grosso aumentaram 24,9% para China e 26,2% para Arábia Saudita neste ano. Ao todo, o comércio do produto com os demais países apresentou redução de 4,2% em volume e evolução de 8,8% no saldo comercial em relação ao último ano. Em 2020, até agosto, Mato Grosso embarcou 257.978 toneladas de carne bovina pela quantia total de US$ 1 bilhão.

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Tratativas 

O Mapa esclarece que a Arábia Saudita suspendeu importações devido a ocorrência de EEB, apesar da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ter concluído, no dia 6, que não há risco de contaminação do rebanho por ser atípica. A decisão daquele país foi comunicada ao Mapa pelo adido agrícola em Riade. Foram encaminhadas informações técnicas sobre o caso para as autoridades sanitárias da Arábia Saudita e estão sendo realizadas reuniões, mas não há ainda previsão sobre a retirada das suspensões. Em relação à China, o Brasil suspendeu temporariamente – no dia 4 -as exportações de carne bovina em cumprimento ao protocolo sanitário firmado com aquele país. A suspensão continua vigente até que autoridades chinesas concluam avaliação das informações repassadas pelo Brasil. Também não há, ainda, previsão de retomada das vendas desse produto para aquele país.

A Rússia suspendeu, na semana passada, alguns produtos de alguns SIFs. O Mapa enviou informações técnicas as autoridades sanitárias da Rússia, solicitando que essas restrições temporárias não sejam impostas.

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Agronegócio

Senador do agronegócio de Mato Grosso sai na defesa de Lula e afirma “Não é o MST, é o Bolsonaro que toma nossas terras”

Senador defende governo do PT e diz que Bolsonaro defende desmatamento e grilagem de terra

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O PT está eufórico com o apoio que a candidatura Lula conquistou nos últimos dias num segmento quase eminentemente bolsonarista: o agronegócio.

O petista está “entrando” num dos estados mais pró-Bolsonaro do país, que é o Mato Grosso. Em 2018, esses eleitores deram 66,4% de votos ao atual presidente, na disputa contra Fernando Haddad.

Na última pesquisa do Datafolha, Bolsonaro alcançava 32% no Centro-Oeste, contra 25% de Lula.

Na semana que passou, Lula ganhou a adesão de uma turma forte do agronegócio matogrossense. Estão com o PT o senador licenciado Carlos Fávaro, do PSD de Kassab, e o deputado federal Neri Geller, do PP de Arthur Lira

Juntos, trazem o apoio da família Maggi, onde estão os maiores produtores de soja do mundo.

 

Os dois – Fávaro e Geller – estiveram com Lula e Geraldo Alckmin semana passada, em Brasília. Posaram para fotos e oficializaram o apoio.

Desde o anúncio, os dois estão sendo alvos de críticas e de notas de repúdio de um ou outro sindicato rural no estado, mas também têm recebido apoios, esses mais discretos e em silêncio.

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Fávaro, que já foi um assentado da reforma agrária e hoje é uma agropecuarista de peso no estado, conversou com o Blog do Noblat sobre esse momento. Está convicto de sua escolha. Ele argumenta, com dados comparativos, que as gestões do PT foram muito mais vantajosas para o agronegócio que esses quatro anos de Bolsonaro.

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