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O que será da sua rede social quando morrer?

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 Já pensou o que será do seu Facebook, Twiiter ou Snapchat quando morrer? Tem um grupo de pesquisadores que já pensou e criou alternativas inovadoras para não deixar seu legado digital desaparecer.

 Empresas como o Facebook, Twiiter e Google tiveram ideias diferentes para encarar um problema comum: o que fazer com aquele perfil para que seja eterno? Simples: torna-lo um mural de recordações.

 Parentes podem realizar um pedido ao Facebook para serem gestores da conta do falecido, e podem deixa-la numa posição de dormência, ou ainda permitir apenas que seja publicado ideias pelos amigos que já existiam em vida.

 Sabendo que a linha que divide nossas vidas entre real e virtual é muito pequena, é bom tratar da sua rede social com carinho, para que, após a sua morte, ela não vire mural de piadas, espaço para publicação de propaganda, ou fique esquecida.

 Como o Orkut e tantas outras redes sociais que deixaram de ser imprescindíveis, há risco de que este processo também faça com que suas recordações sejam perdidas e você não deixe vestígio de legado na internet.

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O universo virtual apenas nos conecta e propaga nossa existência, e não é porque faleceu que não deixa registrado nas pessoas referências, experiências, ou deixa de ser lembrado com amor.

 Acredito que, o que as redes sociais estão fazendo é antecipar ações para deixar visível de forma perpetua o legado das pessoas em ambiente digital. Não é porque não conheceu Elvis Presley, estudou com Albert Einstein ou foi vizinho de Dercy Gonçalves que eles não podem ter impacto na sua vida, certo?

 Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia, escreve para o Belicosa.com.br e é Coordenadora de Comunicação da BPW Brasil.

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Quanto ganham os mais pobres no Brasil?

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Você sabe, ou já se perguntou, quanto ganham em média os 5% mais pobres da população? E qual é a renda média per capita dos 1% mais ricos? Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), publicada no final de 2021, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta um panorama sobre o rendimento da população brasileira. Essas informações são muito importantes para que a sociedade possa realizar debates sobre políticas públicas e soluções para conseguir melhorar a situação do país.

Para o leitor que não está acostumado com o termo, o valor da renda per capita é resultado da soma de todas os valores recebidos pelos membros da família, dividida pelo número de pessoas do núcleo familiar. Por exemplo, se uma família é composta por 5 pessoas, sendo 3 crianças, o pai e a mãe, que recebem cada um deles um salário-mínimo (1.212 reais), a renda da família é de 2424 reais, que dividida por 5, representa uma renda per capita de 484,80 reais.

Em 2020, enquanto os 5% mais pobres da população tinham uma renda per capita média de até 55 reais por mês, os 1% mais ricos possuíam uma renda per capita mensal média de 15.816 reais mensais. Os números caminham para extremos em ambos os lados. Embora seja difícil imaginar alguém sobreviver com 55 reais por mês, a realidade para os 1% mais pobres com certeza é ainda mais crítica que isso. Por outro lado, dentro dos 1% mais ricos, quanto mais ao topo, maior a renda, chegando até os bilionários que compõem a lista da Forbes, e que estão entre os mais ricos do mundo. Entre esses extremos, a segmentação da renda segue uma curva não tão aguda. Por exemplo, a renda per capita média dos brasileiros entre os 40% e 50% mais pobres, foi de até reais 751 reais. Se considerado entre os 90% e 95% mais ricos, foi de 3.260 reais.

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E por que esses dados são importantes? Desviando de debates na internet, onde são apresentadas soluções, fáceis ou simples, para resolver os problemas das pessoas ou do país, a sociedade precisa refletir sobre a capacidade de resposta e de resiliência dos brasileiros e brasileiras que estão abandonados entre os mais pobres do país. Como esses 5% irão mudar suas vidas com 55 reais de renda mensal?

O único caminho é atuação forte do Estado por meio de políticas de proteção social, fomento, qualificação e educação, acesso a serviços e inclusão produtiva. Caso isso não seja feito, os filhos destas pessoas provavelmente também não terão o mínimo de oportunidades, e assim, a pobreza se consolida como uma herança passada entre gerações, reforçando a pouca mobilidade social brasileira.

Esses dados sobre quem são os mais pobres da população são importantes para entendermos a pobreza no país e, até mesmo, para cada pessoa saber analisar a sua trajetória familiar quando comparada a outras pessoas de realidades sociais distintas. É comum em alguns debates pessoas falarem que eram pobres, porém quando é analisado os dados, embora estejam bem longe dos 1% mais ricos, então também muito distantes dos 5% mais pobres, ou mesmo com rendas distantes dos 30% ou 50% mais pobres. É preciso sabermos enxergamos a realidade e existência da extrema pobreza no Brasil.

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Aquele discurso motivador, da pessoa que criou um negócio na garagem, ou que juntou a mesada e montou um empreendimento, ou que começou uma empresa milionária do nada, beira o impossível para pessoas que vivem entre os mais pobres no país. E mesmo que essa seja

uma solução possível para dois ou três destes brasileiros, quantos outros ficaram abandonados pelo caminho, sem ter o mínimo para viver?

O combate a extrema pobreza e pobreza no Brasil precisa de políticas segmentadas, que tenham como foco a garantia de serviços básicos para essas pessoas. Ter acesso a segurança alimentar e moradia é o mínimo, mas também é preciso consolidar caminhos sólidos que possibilitem a permanência dos filhos destas pessoas nas escolas, que consigam se qualificar, sonhar e realizar trajetórias diferentes da dos pais.

Caiubi Kuhn, Professor na Faculdade de Engenharia (UFMT), geólogo, especialista em Gestão Pública (UFMT), mestre em Geociências (UFMT).

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