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Bolsonaro precisa de ‘milagre’ para chegar ao 2º turno, porque não tem legado a apresentar, diz Aldo Fornazieri

A CartaCapital, o cientista político afirma ver o ex-capitão a caminho do ‘piso’, não do ‘teto’ das intenções de voto

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O presidente Jair Bolsonaro não tem “musculatura” suficiente para avançar ao 2º turno das eleições deste ano. Se, de alguma forma, chegar a essa etapa da disputa, já será “um ganho, um milagre, porque ele não tem legado a apresentar”. A análise é de Aldo Fornazieri, doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo e colunista de CartaCapital.

Em entrevista ao canal de CartaCapital no YouTube, Fornazieri afirmou que na campanha eleitoral o ex-capitão não terá “realização, grandes obras ou grandes exemplos” a exaltar, apenas “a destruição do País”. PUBLICIDADE “O Bolsonaro tem um piso em torno de 12% a 15% [do eleitorado] e um teto em torno de 25%. Para mim, ele tende mais a caminhar para o piso do que se manter no teto.

O que o Bolsonaro tem para apresentar na campanha? Nada. Ele será destroçado”, disse o cientista político. “Ele pode ir para o 2º turno, mas terá muita dificuldade para isso”. Fornazieri avalia que nem o Auxílio Brasil de 400 reais tem potencial para reverter os danos à imagem do presidente. Isso porque “boa parte” do benefício “já foi comida pela inflação, então não é uma sensação de ganho”.

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A inflação brasileira fechou 2021 em 10,06%, a maior desde 2015 e a 3ª mais alta entre os países do G-20. Por tudo isso, prossegue o especialista, Bolsonaro se converte cada vez mais em “um peso eleitoral”. “Veja os caras do Centrão do Nordeste. Quando você percebe que o Bolsonaro lhe faz perder voto para deputado, senador ou governador, ele vai ter apoio no Nordeste? Claro que não.

Alguns vão permanecer neutros e outros vão apoiar Lula, que é forte no Nordeste”, projetou Fornazieri, que ainda mencionou “atritos” entre o presidente e representantes das Forças Armadas, como o recente embate com o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o contra-almirante Antonio Barra Torres.

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Bancada do Podemos se rebela contra candidatura de Moro e ameaça desfiliação

Dos onze parlamentares do partido, ao menos sete não querem a candidatura de Moro à Presidência; os motivos vão desde os arranjos regionais à divisão do fundo eleitoral

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A pré-candidatura de Sergio Moro abriu uma crise na bancada federal do Podemos. Além do perfil individualista do ex-juiz — que toma decisões sozinho e tem agendado conversas consideradas atrapalhadas por aliados — a bancada de deputados federais do partido pressiona para que ele migre para o União Brasil ou candidate ao Senado.

Dos onze parlamentares do partido, ao menos sete não querem a candidatura de Moro à Presidência pelo Podemos.

Eles alegam que a campanha majoritária irá dizimar a bancada federal. Os motivos vão desde os arranjos regionais à divisão do fundo eleitoral de 229 milhões. Pesam ainda o desempenho mediano de Moro nas pesquisas e o pouco tempo de televisão

Diante disso, deputados federais avisaram a Moro e a presidente do partido, Renata Abreu, que irão se desfiliar caso uma solução não seja encontrada.

Eles defendem dois caminhos:No primeiro, o Podemos abençoa de vez a candidatura de Moro ao Senado pelo Paraná – tornando essa uma decisão do partido e não apenas de Álvaro Dias, que também pode disputar a vaga.

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No segundo, o ex-juiz se filia ao União Brasil – fusão do PSL com DEM – , que conta com 1 bilhão em fundo partidário. Caso ele se filie ao UB, o Podemos indica a presidente Renata Abreu a vice na chapa de Moro

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