Brasil

Lula lembra revolução do agro na Era PT e sinaliza para Maggi

Ex-governador é cotado nos bastidores para até mesmo ser vice de petista em 2022

Publicados

Brasil

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou na manhã desta quarta-feira (29), que o Partido dos Trabalhadores foi governo que mais investiu no setor do agronegócio de Mato Grosso. As declarações foram dadas após o ex-presidente ser questionado sobre o eleitorado de Mato Grosso, na maioria das lideranças do agronegócio ser aliada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Lula, que é pré-candidato à presidência da República, argumentou que a maioria dos eleitores do Estado não está ligada ao agronegócio. Ele também garantiu que o PT foi o maior investidor que o setor já teve em 13 anos.

“Embora o Estado de Mato Grosso seja tipicamente ligado ao agronegócio, mas a verdade é que a maioria do povo não é. A maioria do povo trabalha normalmente ligada à indústria do agronegócio, a exportação. Agora, eu acho que nós temos que convencer ideologicamente as pessoas, não por conta do agronegócio”, disse Lula em entrevista à Rádio Capital.

Ele citou como exemplo a Medida provisória 423/2008, que instituiu medidas de estímulo à liquidação e regularização de dívidas originárias de operações de crédito rural e de crédito fundiário. “Eu queria que pudessem ler o que significou a Medida Provisória 432/2008 aprovada pelo Congresso, considerada histórica pelo agronegócio brasileiro com a chamada securitização. Fizemos o maior negócio já feito na agricultura, negociando uma divida de R$ 87 bilhões. Na época, foi reconhecida como a coisa mais importante já feito na agricultura e obviamente que o agronegócio de Mato Grosso foi beneficiado. Se você pegar o Plano Safra de 2015 e 2016 pela Dilma, a gente tinha R$ 187 bilhões de financiamentos feitos pelo Banco do Brasil e se você pegar o da agricultura familiar tinha quase R$ 30 bilhões financiados”, explicou o ex-presidente.

Leia Também:  André Mendonça, um ministro terrivelmente pequi-roído

Lula ainda afirmou que não foi por falta de investimento que o PT não conseguiu adesão dos eleitores do agronegócio. Ele também pontuou que para conquistar o grupo, o partido deverá trabalhar muito. “Então, não é por falta de tratar bem o agronegócio que as pessoas não votarão no PT.  Se as pessoas não votaram no PT, temos que trabalhar muito, saber quais a diferenças que temos para convencer essa gente a votar. Se bem que eu respeito quem votou contra o Lula, quem votou contra tem meu respeito tanto quanto quem votou favorável”, declarou, ao acrescentar que “agora, nenhum produtor rural pode dizer que já teve um presidente da Republica que fez mais investimento no Estado de Mato Grosso do que o PT fez em 13 anos em ferrovia, rodovia, educação, saúde ou qualquer área. Aliás, eu quero agradecer o nosso querido Barranco, a nossa professora Rosa Neide, o Lúdio Cabral e a vereadora Edna Sampaio, que são nossos soldados ai no Estado. Então é isso, acho que vamos ter que convencer a maioria das pessoas do significado e da importância do PT.

Leia Também:  Bolsonaro espalha fake news na ONU e envergonha Brasil

Por fim, o ex-presidente comentou sobre lideranças do agronegócio que têm se posicionado contra o desmatamento para a produção e em defesa do meio ambiente, acenando ao ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi. “Eu tenho visto alguns documentos de grandes empresários rurais, grandes exportadores e que são contra o desmatamento, que estão criticando aqueles que tentam violentar a floresta queimando e desmatando. Eu queria até citar o nome do Blairo Maggi, que eu tenho uma recordação, que tivemos uma boa convivência e tem encabeçado essa lista na defesa do agronegócio brasileiro, na defesa das exportações dos produtos agrícolas e da carne para que a gente possa levar em conta as criticas que o mundo vem fazendo ao Brasil para que a gente possa fazer a coisa certa. A gente pode crescer sem precisar degradar o meio ambiente”, finalizou Lula.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Brasil

Caminhoneiros dizem que param caso Bolsonaro não atenda demandas

Categoria defende nova política para combustíveis e quer que governo cumpra frete mínimo

Publicados

em

Após uma série de tentativas de paralisação neste ano, caminhoneiros junto à frente parlamentar da categoria determinaram na noite deste sábado (16) que iniciam uma paralisação no dia 1º de novembro caso o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não atenda as demandas do setor.

Os motoristas exigem cumprimento do frete mínimo e nova política de preços para os combustíveis, que nunca estiveram tão caros no Brasil.

A definição ocorreu após uma assembleia de motoristas organizada por três entidades representativas no Rio de Janeiro, incluindo participantes que lideraram a greve de 2018.

 

A interlocução com o governo será feira por meio da Frente Parlamentar do Caminhoneiro Autônomo e Celetista, presidida pelo deputado federal Nereu Crispim (PSL-RS).

“Nós, caminhoneiros autônomos do Brasil, estamos em estado de greve”, afirmou Crispim em vídeo que já circula em grupos de motoristas. “Significa dizer ao governo Bolsonaro que o prazo de três anos que ele teve para desenvolver, desencadear, melhorar a vida do transportador autônomo não foi cumprido.”

Leia Também:  André Mendonça, um ministro terrivelmente pequi-roído

 

A categoria pede que o governo atenda suas reivindicações, que incluem melhores condições de trabalho, em 15 dias para não iniciar uma paralisação.

Crispim protocolou um requerimento para abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a alta dos preços dos combustíveis pela Petrobras. O pedido foi feito no dia em que a estatal aumentou em 8,9% o preço do diesel, em setembro. Em 2021, a empresa já elevou a gasolina em 51%. Diesel e gás de cozinha subiram 38% no ano.

 

Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes da greve de 2018 e que hoje está à frente da Abrava, afirmou nesta semana à coluna Painel que situação atual é pior que a do ano da paralisação nacional.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

PAU E PROSA

POLICIAL

CIDADES

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA