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Vamos reconstruir este País. O Brasil tem jeito’, diz Lula no 7de setembro

Em vídeo, o ex-presidente, que lidera pesquisas de intenção de voto, critica Jair Bolsonaro: ‘Estimula o ódio e a violência.

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Neste 7 de setembro, ex-presidente leva mensagem de esperança aos brasileiros: “Tenho fé que vamos reconstruir esse país, com justiça, soberania e oportunidades para nós, nossos filhos e netos”, disse Lula

Em meio ao enfrentamento de um dos mais duros períodos da história recente, o presidente Lula volta a trazer a esperança de dias melhores e uma sociedade mais justa e fraterna aos brasileiros. Às vésperas das comemorações do 7 de setembro, nesta segunda-feira (6), Lula falou ao país.

Na mensagem, exibida às 19h em todas as redes de Lula e do PT, o presidente reafirmou que é possível reconstruir o Brasil, com a força e a coragem do povo brasileiro, para transformar a atual realidade, de ódio e destruição das riquezas nacionais, em um destino com soberania, paz e prosperidade.

“Tive a honra de presidir o Brasil durante oito anos”, discursou Lula. “A cada 7 de setembro, eu procurava trazer uma mensagem de esperança para o povo brasileiro. Recordo que, muitas vezes, anunciei boas notícias nessa data. Porque o Brasil, naquele tempo, era um país onde a vida das pessoas estava mudando para melhor”, lembrou o presidente.

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Conquistas

“A cada dia mais empregos eram criados, o salário crescia, os jovens negros e filhos de trabalhadores chegavam à universidade, as oportunidades se abriam para quem precisava ter uma chance”, observou o presidente, lembrando que o Dia da Independência também tornou-se “um dia para compartilharmos nossas conquistas”.

Lula enfatizou ainda que é papel de um presidente “manter acesa a confiança da população no presente e no futuro do país, mostrar que é possível superar os obstáculos“. Ainda de acordo com Lula, “um presidente tem de saber somar forças para governar com esse sentimento permanente, porque é dele que vem um exemplo para o país”.

 

Crise aguda

Lula lamentou o quadro de crise aguda da economia brasileira, em especial a volta da fome, a explosão do desemprego e da inflação que massacraram o poder de compra do trabalhador.

Ele também criticou o ocupante do Planalto por sua falta de empatia e solidariedade com o sofrimento do povo. “Ao invés de somar, [Bolsonaro] estimula a divisão, o ódio e a violência. Definitivamente, não é isso que o Brasil espera de um presidente”.

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“Especialmente nesse 7 de setembro de um ano tão difícil, era de se esperar um gesto assim de quem está governando o país, que ele desse uma palavra de solidariedade às famílias vítimas da pandemia e viesse anunciar um plano para garantir a vacina para todos, pondo um fim a essa angústia que a população vive”, afirmou Lula.

‘Era de se esperar um plano para gerar empregos, que desse um alento aos trabalhadores. Que viesse dizer que a Petrobras vai voltar a vender gasolina pelo custo real e não mais elo preço do dólar. Porque foi essa política errada que fez disparar os preços dos combustíveis”, apontou o presidente, enfatizando que, sem o Estado, não é possível crescer com soberania.

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Datafolha: reprovação ao governo Bolsonaro atinge 53%, pior índice do mandato; aprovação é de 22%

A pesquisa ouviu 3.667 pessoas dos dias 13 a 15 de setembro.

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Levantamento do Instituto Datafolha divulgado nesta quinta-feira (16) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” informa que a reprovação ao governo Bolsonaro oscilou 2 pontos percentuais em relação ao levantamento feito em julho: 53% consideram o governo ruim ou péssimo, o pior índice do mandato; na última pesquisa, eram 51%.

Veja os resultados da pesquisa:

 

  • Ótimo/bom: 22% (eram 24% no levantamento anterior)
  • Regular: 24% (eram 24%)
  • Ruim/péssimo: 53% (eram 51%)
  • Não sabe: 1% (era 1%)

 

A pesquisa ouviu 3.667 pessoas com mais de 16 anos dos dias 13 a 15 de setembro em 190 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Esse é o primeiro levantamento da popularidade do presidente feito depois dos atos com pauta antidemocrática de 7 de setembro.

O recorde de rejeição acontece em meio à alta da inflação, com gasolina, gás e alimentos mais caros. O desemprego também permanece em patamar elevado, atingindo 14,4 milhões de pessoas.

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Rejeição cresce na classe média e entre evangélicos

 

Segundo o Datafolha, se na média da população o avanço da reprovação a Bolsonaro foi de dois pontos percentuais, em alguns segmentos essa alta foi mais intensa.

“Foi o que aconteceu entre os mais velhos (de 45% para 51%), na parcela de menos escolarizados (de 49% para 55%), no grupo com renda familiar de 5 a 10 salários (de 41% para 50%) e no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste (de 41% para 48%). Houve recuo, por outro lado, na reprovação entre os mais ricos, com renda superior a 10 salários (de 58% para 46%).”

A rejeição também oscilou para cima entre os que ganham até 2 salários mínimos (54% para 56%). E também entre os que recebem de 2 a 5 mínimos (47% para 51%).

Entre os evangélicos, a diferença entre a taxa de aprovação e reprovação, que estava negativa em seis pontos em julho (34% a 37%), saltou para 12 pontos em setembro (29% a 41%). A reprovação de Bolsonaro entre os evangélicos aumentou 11 pontos percentuais entre janeiro e setembro (de 30% para 41%).

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De acordo com o instituto, os empresários se mantêm como o único segmento em que Bolsonaro tem aprovação (47%) numericamente superior à reprovação (34%).

Bolsonaro é mais rejeitado por quem tem ensino superior (85%), estudantes (73%), quem prefere o PSOL (63%), homossexuais/bissexuais (61%), quem tem de 16 a 24 anos (59%) e pretos (59%).

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