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Vou indicar quem toma cerveja comigo”, diz Bolsonaro sobre indicação ao Supremo

Para o presidente, este é o “critério da confiança da lealdade mútua”

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta 6ª feira (25.jun.2021), que vai indicar para o STF (Supremo Tribunal Federal) “quem toma cerveja” com ele. Para o presidente, esse é o “critério da confiança de lealdade mútua”. A aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello, de 74 anos, está marcada para o dia 12 de julho. Com a saída do decano, que ocorrerá na data do seu aniversário de 75 anos, o presidente poderá indicar um novo ministro para a vaga.

“Vou indicar para o Supremo quem toma cerveja comigo, é o critério da confiança da lealdade mútua”, disse Bolsonaro.

A fala ocorreu durante um encontro com empresários em Chapecó (SC). Nas imagens compartilhadas nas redes sociais do presidente, é possível ver que o auditório onde ocorreu o encontro estava cheio e os participantes não usavam máscaras e nem respeitavam o distanciamento. O presidente confirmou a sua ida a Chapecó no início do mês e afirmou que faria lá uma nova “motociata”.  “O que está previsto: reunião com empresariado e, no dia seguinte,  a gente vai até Xanxerê de moto”, disse na ocasião.  

O chefe do Executivo voltou a afirmar que o futuro ocupante da vaga precisará ser evangélico, além de ter “compromisso de campanha” e um “notório saber jurídico”. Também disse ter “convicção” de que os senadores aprovarão o nome que será indicado.

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“Vou indicar o segundo nome para o STF, que será um evangélico com o compromisso de campanha. Lógico, além de evangélico, esse sim tem um notório saber jurídico e tenho certeza e plena convicção que os senadores aprovarão o seu nome”, afirmou.

O favorito para suceder Marco Aurélio é André Mendonça. Em culto realizado no dia 18 de junho, Bolsonaro reafirmou a intenção de indicar um evangélico ao posto de ministro do Supremo.

“Fiz um compromisso há 4 anos com os evangélicos do Brasil. Nós indicaremos um evangélico para que o Senado aceite o seu nome e o encaminhe para o Supremo Tribunal Federal um irmão nosso em Cristo”, disse o presidente, ao lado de Mendonça.

Segundo o jornal Valor Econômico, o nome do advogado-geral da União já é certo. Bolsonaro teria inclusive informado Augusto Aras sobre a pretensão de indicar Mendonça. O PGR, no entanto, é o mais cotado caso o Senado resista ao nome do favorito.

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Datafolha: reprovação ao governo Bolsonaro atinge 53%, pior índice do mandato; aprovação é de 22%

A pesquisa ouviu 3.667 pessoas dos dias 13 a 15 de setembro.

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Levantamento do Instituto Datafolha divulgado nesta quinta-feira (16) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” informa que a reprovação ao governo Bolsonaro oscilou 2 pontos percentuais em relação ao levantamento feito em julho: 53% consideram o governo ruim ou péssimo, o pior índice do mandato; na última pesquisa, eram 51%.

Veja os resultados da pesquisa:

 

  • Ótimo/bom: 22% (eram 24% no levantamento anterior)
  • Regular: 24% (eram 24%)
  • Ruim/péssimo: 53% (eram 51%)
  • Não sabe: 1% (era 1%)

 

A pesquisa ouviu 3.667 pessoas com mais de 16 anos dos dias 13 a 15 de setembro em 190 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Esse é o primeiro levantamento da popularidade do presidente feito depois dos atos com pauta antidemocrática de 7 de setembro.

O recorde de rejeição acontece em meio à alta da inflação, com gasolina, gás e alimentos mais caros. O desemprego também permanece em patamar elevado, atingindo 14,4 milhões de pessoas.

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Rejeição cresce na classe média e entre evangélicos

 

Segundo o Datafolha, se na média da população o avanço da reprovação a Bolsonaro foi de dois pontos percentuais, em alguns segmentos essa alta foi mais intensa.

“Foi o que aconteceu entre os mais velhos (de 45% para 51%), na parcela de menos escolarizados (de 49% para 55%), no grupo com renda familiar de 5 a 10 salários (de 41% para 50%) e no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste (de 41% para 48%). Houve recuo, por outro lado, na reprovação entre os mais ricos, com renda superior a 10 salários (de 58% para 46%).”

A rejeição também oscilou para cima entre os que ganham até 2 salários mínimos (54% para 56%). E também entre os que recebem de 2 a 5 mínimos (47% para 51%).

Entre os evangélicos, a diferença entre a taxa de aprovação e reprovação, que estava negativa em seis pontos em julho (34% a 37%), saltou para 12 pontos em setembro (29% a 41%). A reprovação de Bolsonaro entre os evangélicos aumentou 11 pontos percentuais entre janeiro e setembro (de 30% para 41%).

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De acordo com o instituto, os empresários se mantêm como o único segmento em que Bolsonaro tem aprovação (47%) numericamente superior à reprovação (34%).

Bolsonaro é mais rejeitado por quem tem ensino superior (85%), estudantes (73%), quem prefere o PSOL (63%), homossexuais/bissexuais (61%), quem tem de 16 a 24 anos (59%) e pretos (59%).

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