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Consorcio de saúde do Araguaia (CISMA) poderá entrar em colapso financeiro e fechar suas portas por falta de recursos e gestão

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O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Araguaia (CISMA), com sede na cidade de Água Boa, poderá entrar em colapso financeiro por suposta falta de gestão mais eficiente por parte do seu gestor, o médico e prefeito da cidade de Agua Boa, Mariano Kolankiewicz Filho (MDB).

Segundo apurou nossa reportagem, após conversa reservada com alguns prefeitos da região que estiveram presentes na reunião para prestação de contas que ocorreu na segunda-feira (28.06) , somente o déficit financeiro da entidade já ultrapassa R$ 1 milhão de reais.

O Cisma agrega 11 municípios, são eles; Água Boa (sede), Ribeirão Cascalheira, Canarana, Nova Nazaré, Cocalinho, Querência, Campinápolis, Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada, Canarana, Novo Santo Antônio e Gaúcha do Norte.

Informações oficiais dão conta de que o déficit financeiro do CISMA já ultrapassa 1 milhão de reais, e que durante a reunião de prestação de contas, o presidente Dr. Mariano propôs ratear o valor da dívida com outros municípios, mas a maioria dos gestores presentes não aceitou a proposta, principalmente pelo fato da média e alta complexidade ser de responsabilidade exclusiva do Governo do Estado e não dos municípios.

Segundo alguns prefeitos inconformados com a dívida contraída na atual gestão, o que falta mesmo é uma gestão mais competente e eficaz por parte do presidente do Consórcio, Dr. Mariano, para que com altivez jogo de cintura e determinação seja capaz de “encarar” o Governo do Estado e o secretário estadual de saúde para mostrar os números e tentar pleitear aumento nos repasses mensal para o CISMA cobrir essa suas despesa que caminha a passos largos rumo ao abismo podendo até mesmo trazer o consórcio a falência.

Outra alternativa apresentada por alguns prefeitos durante a reunião foi para que o gestor corte imediatamente despesas pelo fato dos municípios já estar enfrentando dificuldades para gerir sua própria receita local destinada a saúde pública, principalmente nesse momento crítico e tenso de pandemia que assola o País, Estado e municípios.

Quanto ao uso do Hospital Regional que é mantido pelo consórcio, dois exemplos claro são os municípios de Querência e Canarana, que, mesmo pagando um preço exorbitante para permanência e manutenção, no momento não possuem nenhum paciente ocupando leitos de UTI do Hospital Regional que é mantido pelo CISMA ao qual são filiados ou ocupando a área de retaguarda para Covid.

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A grande maioria dos pacientes que usufruem são da própria cidade de Agua Boa.

 Para ser ter uma ideia Canarana por exemplo, além de possuir um Hospital Municipal bem estruturado atendendo 24 horas por dia, ainda possui uma unidade de saúde específica para atender a Covid-19 e síndrome gripal com custo ao cofre local de aproximado de 1,5 milhão por mês, Tanto Canarana quanto os outros municípios chegam a acionar o consórcio regional o quadro do paciente já está bastante grave.

Caso ocorra realmente uma decisão em ratear o valor da dívida, no entender de alguns prefeitos de cidades maiores que compõem o consórcio, seus municípios sairão no prejuízo.

Além de ocorrer uma disparidade financeira seria uma injustiça pelo fato de Agua Boa não possuir sequer um Hospital Municipal e automaticamente jogar quase toda carga de sua responsabilidade no Hospital Regional bancado pelos consorciados, neste caso alguns prefeitos advertem que o próprio município de Água Boa teria que arcar com os custos diferenciados.

O CISMA é bancado através de recursos oriundos de 11 municípios afiliados, cujo presidente coincidentemente é o próprio prefeito de Água Boa e médico Dr. Mariano.

“Em Água Boa durante a semana o sistema de funcionamento da saúde local encerra seu expediente às 19.00h e fecha suas unidades, inclusive nos finais de semana, desta feita todo o sistema direto da saúde local sobre caí no Hospital Regional” Disse um prefeito que prefere não se identificar.


Hospital Regional de Agua Boa que forma parceria com o CSMA

Para se ter uma ideia, os três municípios maiores juntos, Água Boa, Canarana e Querência contribuem mensalmente com algo em torno de R$ 434 mil reais. O restante do repasse é feito pelos outros 8 municípios além do Governo do Estado.

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Os valores repassados pelas Prefeituras da região são apenas para que os municípios participem do consórcio e não para que sejam rateados todo o custo, pelo fato de ser obrigação do Estado bancar o Hospital Regional.

A obrigação dos municípios seria apenas atender a atenção básica, a exemplo de PSF”s, gestantes, hipertensos e fazer todo o controle da população,  como foi criado os consórcios  e vinha dando certo a tendência seria melhorar ainda mais.

“Para se ter uma ideia, nas gestões passadas em que o do ex-prefeito de Água Boa Maurão era presidente, a entidade funcionava redondamente e mantinha sempre recursos em caixa para custear suas despesas, tendo inclusive sempre tinha em caixa saldo positivo para custear o mês seguinte”. Lembrou um prefeito.

No entender de alguns filiados o presidente terá que rever essa situação e provar para o Estado o aumento de gastos com medicamentos insumos etc, para poder pleitear o aumento do repasse, caso contrário o colapso é certo e poderá vir ate a fechar as portas do consórcio e todos os municípios terão que caminhar em carreira solo provocando um caos maior no sistema.

Caso o Governo e prefeitos venham definir uma possível mudança de sede, pelo visto tanto Querência como Canarana, apesar de não se candidatarem, teriam estruturas melhores e suficientes para atender a demanda dos 11 municípios, inclusive com capacidade de ampliação rápida.

O OUTRO LADO

Após a reunião conseguimos falar rapidamente com o prefeito de Água Boa Dr. Mariano sobre o assunto apenas no corredor da entrada do seu gabinete na Prefeitura onde ocorreu a reunião, mas ele se limitou apenas em afirmar a nossa reportagem que “tudo” já havia sido resolvido entre ele os prefeitos e os secretários municipais de saúde presentes tentando transparecer que estava tudo ocorrendo a mil maravilhas, o contrário do que diz alguns prefeitos.

Durante a reunião do consorcio Intermunicipal de Saúde do Araguaia (CISMA) nossa reportagem esteve no, mas infelizmente fomos impedidos por uma secretaria a mando de algum superior até mesmo de fotografar a reunião. PASMEM!

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Defesa Civil e Corpo de Bombeiros de Barra do Garças instalam placas de sinalização para segurança nos rios

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A Prefeitura de Barra do Garças através da Defesa Civil em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar está realizando a sinalização terrestre e aquática do Porto do Baé e dos rios Garças e Araguaia, para reforçar a segurança dos banhistas.

Foram colocadas placas de sinalização, demarcação de segurança nas áreas próprias para banhistas, sinalização para embarcações e faixa de pedestres na rampa náutica. As demarcações são uma medida para garantir a segurança dos banhistas, uma vez que durante essa época do ano o número de pessoas que frequentam as praias se torna maior.

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil também farão a fiscalização nos rios e no Porto do Baé para garantir que as sinalizações sejam respeitadas e orientando banhistas e donos de embarcações, visando a segurança de todos

Essas ações tem acontecido desde a última terça-feira (14/09), após serem definidas em reunião com o prefeito Dr. Adilson, vereadores, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, a secretária de Turismo, Jessika Hirata e o secretário de Meio Ambiente, Clerismar Ferreira, que estabeleceram medidas para evitar incidentes durante a temporada de praia.

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A Prefeitura, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros reforçam a população para que obedeçam a sinalizações e redobrem os cuidados enquanto estiverem frequentando esses locais.

SECOM/BG

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