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Índios Kanelas cobram conclusão da MT-100 entre Luciara e Santa Terezinha

A obra está paralisada desde 2013 por decisão do Ministério Público Federal.

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Lideranças da Terra Indígena Kanelas, em Luciara (MT), querem a retomada das obras de complementação da MT-100, na divisa com Santa Terezinha, como forma de tirar os índios do isolamento. A obra foi iniciada em 2013, mas foi paralisada por determinação do Ministério Público Federal (MPF).

Segundo o cacique Lucas Kanela, da aldeia Porto Velho, seu povo vive praticamente ilhado por falta de estradas e uma das alternativas é a conclusão da rodovia estadual. “Falta apenas 8 km de aterro dentro do município de Luciara. O trecho mais complicado, que era o aterro na área de varjão já foi concluído”, afirma o indígena.

As obras de abertura da MT-100, entre Luciara e Santa Terezinha, começaram em 2013 por iniciativa de um projeto do deputado estadual Baiano Filho. À época, teve início também a construção da ponte sobre o rio Tapirapé, porém, a estrutura foi incendiada pelos índios Tapirapé, que se posicionaram contrários obra. Cerca de 75% da obra já estava concluída quando foi incendiada.

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“Defendemos o reinício da obra porque o nosso povo é o mais prejudicado. Pedimos ao governador Mauro Mendes e aos prefeitos de Luciara e Santa Terezinha, que se unam pela construção da ponte e reabertura do traçado da rodovia”, defende Lucas Kanela, afirmando que a parte impactada está justamente na região da aldeia.

O cacique lembra que no trecho dentro de Santa Terezinha, falta apenas 400 metros para serem cascalhadas e a limpeza do mato que tomou conta do traçado que estava sendo aberto. “A etnia que está sendo mais afetada é a favor da abertura da rodovia. Esperamos que nosso pedido seja atendido”, disse.

O vice-cacique da aldeia Porto Velho, Vandermiro Kanela, também se manifestou favorável a continuidade das obras na MT-100. Ele relata que por falta de estrada, quase perdeu por duas vezes ao ser picado por uma cobra cascavel e uma fratura na perna. “Precisamos da rodovia, pois, ficamos muitos isolados, principalmente, no período chuvoso, entre os meses de setembro e final de abril”, ressalta.

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Além de tirar o povo Kanela do isolamento, a MT-100 vai garantir a interligação dos municípios de Santo Antônio do Leste, Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia, Nova Serra Dourada, São Félix do Araguaia e interligando com a BR-158 para Confresa, Porto Alegre do Norte e Vila Rica.

O ex-deputado Baiano Filho disse que, embora não esteja na Assembleia Legislativa, está disposto a colaborar com a etnia Kanela na retomada das obras que ele julga ser de extrema importância para a região, pois, além de atender a comunidade indígena, encurta a distância entre Luciara e Santa Terezinha.

“Sexta-feira estaremos reunidos com o prefeito de Luciara Parassu, em Porto Alegre do Norte, para discutirmos a obra e também a construção de uma nova ponte. Além disso, vamos conversar também com proprietários de áreas cortadas pela rodovia para que um novo projeto seja executado”, disse Baiano Filho.

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Marcelo Aquino se reúne com lideranças indígenas para discutir projeto em aldeias

Prefeito de General Carneiro definiu detalhes do projeto de roça mecanizada nas aldeias do município nesta sexta-feira (11).

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O prefeito de General Carneiro, Marcelo Aquino (PL), se reuniu com lideranças indígenas da Terra Indígena Sangradouro, nesta sexta-feira (11), para discutir e definir detalhes sobre o projeto de roça mecanizada nas aldeias.

O projeto de subsistência alimentar em aldeias que consiste no plantio e colheita de arroz, feijão e milho foi apresentado a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) ainda no início de maio durante uma viagem de Aquino à Brasília. Serão 60 hectares para o povo Xavante, em Sangradouro, e 50 hectares para os Bororo, na aldeia Meruri. Todos os alimentos produzidos serão devolvidos às aldeias, sem fins lucrativos.

Além do termo de cooperação com a FUNAI, na próxima semana durante uma audiência será feita uma parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB) para a definição do cronograma e execução financeira do projeto.

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, foi convidada pelo gestor para ser a madrinha do projeto devido ao trabalho de assistência social que ela tem realizado voltado as comunidades indígenas do estado.

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A expectativa é iniciar o plantio em novembro deste ano.

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