Economia

Etanol chega a R$ 5 e clientes abandonam combustível em MT

Usinas priorizam neste momento produção de açúcar

Publicados

Economia

Com a alta no preço do etanol, muitos consumidores têm reclamado e optado por abastecer com a gasolina. Em alguns postos de Mato Grosso, o preço do litro do etanol chega a quase R$ 5.

Na última semana, o preço médio do diesel subiu em 3,18% nas usinas, refletindo nos valores das bombas. Na capital e região metropolitana, o litro do etanol está custando em média R$ 4,20.

Já em Rondonópolis, o etanol custa em média R$ 4,30. Segundo o Sindipetróleo, houve uma queda de 10 centavos no litro do combustível na Baixada desde a última semana.

Em Sinop, o valor varia entre R$ 3,99 e R$ 4,29. Já em Tangará da Serra, varia entre R$ 4,18 e R$ 4,29.

Em cidades do Vale do Araguaia, o valor é exorbitante. Em algumas localidades, chega a R$ 5.

Ainda de acordo com o Sindpetróleo, a maior cotação do dólar e o aumento do preço internacional dos combustíveis também podem influenciar no aumento do preço nas bombas. Outra situação seria o aumento na produção do açúcar e a diminuição da produção do etanol nas indústrias.

Leia Também:  Secretaria de Turismo lança projeto para fortalecer atividades turísticas de Barra do Garças

FISCALIZAÇÃO

Cerca de 60 postos de combustíveis de Mato Grosso estão sendo investigados por suspeitas de práticas de preços abusivos. O Procon de Mato Grosso instaurou um procedimento para apurar o aumento no preço dos combustíveis em postos de Cuiabá, Várzea Grande e no interior do estado.

Segundo o órgão, foram expedidas notificações para apresentação de documentos fiscais de aquisição e venda dos combustíveis para apurar a variação de preços ocorrida. Os estabelecimentos devem apresentar a justificativa em até 10 dias. “Com o preço in loco constatado, solicitaremos o histórico de notas fiscais de venda e de aquisição dos combustíveis para aprofundar a análise e verificar se existe infração” explicou o coordenador de Fiscalização do Procon, Ivo Vinícius Firmo.

Na última quinta-feira (8), o Ministério da Justiça e Segurança Pública desencadeou em todo o País, a operação “Petróleo Real”.   Em Mato Grosso, a ação integrada foi coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e pela Delegacia do Consumidor (Decon). Os Procons municipais de Várzea Grande, Sorriso e Rondonópolis fizeram ações de fiscalizações independentes da Segurança Pública.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

Ovo, frango e carne de porco podem ficar até 50% mais caros

A pandemia de coronavírus e a alta no preços de alimentos têm provocado mudanças nas refeições dos brasileiros.

Publicados

em

A pandemia de coronavírus e a alta no preços de alimentos têm provocado mudanças nas refeições dos brasileiros. Depois de cortar a carne e substituir até o frango pelo ovo, a vendedora Liliane Siqueira, 45, cogita agora mais uma alteração no cardápio da família: incluir salsicha nas refeições. Com a carne vermelha já está ”nas alturas”, agora até as proteínas que eram opções mais em conta em 2020, como o ovo, a carne de porco e o frango, podem ficar mais caras. A projeção dos produtores é que esses alimentos  subam até 50% nos próximos meses.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a nova alta será consequência da elevação dos preços do farelo de soja e milho, principais componentes da nutrição dos animais. Em Minas Gerais, no último ano, o preço do milho pago ao produtor subiu 108% e da soja 50%, segundo Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg).

O resultado de todas essas altas, de acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, foi o aumento no Índice de Custo de Produção de junho, que teve acréscimo de 52,3% para frangos e 47,53% para suínos. Como consequência, no acumulado do últimos 12 meses, segundo o IBGE, as carnes de porco já dispararam mais de 32%, enquanto o frango e ovos, subiram 19,77% e 16,41%, respectivamente.

Como a carne bovina subiu até 46,06% em um ano, dependendo do corte, a migração do consumidor para frango e porco também pressionou seus preços.

“Uma parte desses custos já foi repassada, os produtores estão trabalhando no prejuízo desde setembro do ano passado. À medida que os estoques do milho e farelo de soja, comprados por um preço menor ano passado, acabarem, os criadores de frangos e suínos, granjas e empresas, terão de adquirir os grãos no preço atual, bem mais caro, e aí terão que fazer o repasse dos custos”, explica Santin. “Não queremos diminuir o prejuízo diminuindo produção, porque nesse cenário o consumidor além de pagar caro não vai encontrar o produto. Não tá faltando alimento apesar da exportação e do aumento da demanda. Nós não somos a causa do aumento”, completa o presidente da entidade.

Leia Também:  O Brasil de Paulo Guedes: a economia do fundo do poço

Para o analista de agronegócios da Gerência Técnica do Sistema Faemg, Wallisson Lara, mais cedo ou mais tarde, os produtores iriam repassar os custos para o consumidor. “Temos visto os commodities do agro no geral puxado pelo efeito China. Temos a soja e o milho exportando mais. Com isso, o preço dos insumos estão inviabilizando o pecuarista, eles estão trabalhando no vermelho”, avalia o especialista, que cita também a alta demanda do mercado externo.

Com o aumento dos preços, o Brasil registra, atualmente, o menor nível de consumo de carne bovina em 25 anos de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Não sei o que me resta mais, só se comer salsicha, linguiça e pão com presunto”, desabafa Liliane.

Outro lado
A Associação de Frigoríficos de Minas Gerais, Espírito Santo e do Distrito Federal (Afrig) disse que não há possibilidade de aumento dos frangos e da carne de porco. “A China tem comprando mais devagar, então, a tendência é que sobre mais pro mercado externo”, destaca o presidente da entidade, Silvio Silveira.

Leia Também:  Empresários cumprem ameaça e etanol sobe R$ 0,20 nos postos de Cuiabá

Especialista aponta alta generalizada de produtos
Com a redução da renda, famílias de classes mais vulneráveis tem substituído as refeições por mingau durante a pandemia. De acordo com um estudo da Kantar, empresa especialista em dados e consultoria, o impacto da inflação no país aumentou também o consumo do hambúrguer, da linguiças, do pão industrial e da maionese.

Para quem está planejando substituições nas refeições devido a alta dos preços, o diretor do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, alerta: “É difícil saber por que substituir. A salsicha, por exemplo, subiu 6% em dois meses em BH devido ao aumento da demanda. Então, nem tem sido uma solução, além de que é preciso cuidado ao olhar o preço, porque tem a questão da qualidade do produto até quando falamos na linguiça”, afirma o economista que já adianta que os preços tendem a continuar altos. “O aumento do preço são resultado da a exportação, do dólar, da desvalorização do real, com isso, o mercado interno acaba não compensando. Os preços não vão diminuir, é preciso aumentar poder do real”, destaca.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

PAU E PROSA

POLICIAL

CIDADES

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA