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Inflação e colheita do milho elevam fretes em 100% em MT

No Estado, maior produtor de grãos do Brasil, o valor em junho apresentou elevação em todas as praças

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O Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado no mês de julho, aponta para altas sobre o custo do frete no País, mas com destaque para Mato Grosso, onde a elevação anual chega a 100% e com o transporte de uma tonelada de milho custando R$ 520.

Conforme a Conab, novos fatores para a alta nas cotações do transporte agrícola, como a migração dos prestadores de serviços para o Centro-Oeste do País, atendendo à demanda da colheita do milho segunda safra daquela região.

Este movimento, combinado com a elevação nos preços do diesel, reduz ainda mais a oferta de caminhões no País.

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do Brasil, o valor do frete rodoviário em junho apresentou elevação em todas as praças.

Em alguns trechos, como saindo de Sorriso (500 km ao Norte de Cuiabá) com destino ao porto de Santos (SP), houve elevação mensal – maio a junho – de 43%.

Já na rota Sorriso (420 km ao Norte) ou Primavera do Leste (a 240 km) com destino ao Porto de Paranaguá (PR), o incremento mensal é de 50%. Já em um ano é de 100%.

Conforme o Boletim, em junho do ano passado o custo de transporte de uma tonelada era de R$ 75 e agora é de R$ 150.

A rota Querência (945 km a Nordeste de Cuiabá) a São Luiz, no Maranhão, é mais cara partindo de Mato Grosso, chega a R$ 520 a tonelada, alta anual de 68%.

Com a previsão de recorde na segunda safra de milho, já se observa grande deslocamento nas áreas de produção devido às retiradas do produto das lavouras e o escoamento até as unidades armazenadoras situadas nas fazendas, tradings, cooperativas e armazéns gerais.

Os aumentos de fretes mais expressivos são aqueles identificados com destino aos portos de Santos, Santarém e Paranaguá, para atender contratos de exportação e o escoamento da safra de soja.

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Assim, mesmo com a safra do milho já em pleno curso, é esperado que em julho os preços se mantenham ou até mesmo apresentem elevações, decorrentes do conflito entre o escoamento da safra de soja e a colheita recorde de milho, em Mato Grosso.

Ainda conforme o Boletim da Conab, a elevação sobre os preços do frete, em Mato Grosso, ocorreu em virtude da concentração de caminhões direcionados para o transporte da segunda safra.

“Já se observa grande movimentação nas áreas de produção, relacionada às retiradas do produto das lavouras e o seu escoamento. “Outro fator que contribuiu para a elevação dos preços rodoviários foi o aumento e o repasse nos valores do óleo diesel. Nota-se expressiva elevação dos fretes para as cargas com destino aos portos de Paranaguá, Santos e mesmo Miritituba/Santarém, objetivando atender a forte pressão observada nos movimentos para exportação”.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado de fretes em junho também apresentou variações significativas nos preços praticados em quase todas as praças acompanhadas.

A soja teve grande movimentação, tanto para exportação quanto para o mercado interno, mas o aumento no ritmo da colheita do milho segunda safra no estado vizinho acabou por diminuir a oferta de veículos locais.

Já em Goiás, a colheita da segunda safra de milho encontra-se ainda na fase inicial e há pouca movimentação das transportadoras, mas nos municípios acompanhados pela Conab já se observa maior deslocamento para a exportação de soja.

Além das dificuldades na efetivação dos embarques pela baixa disponibilidade de caminhões, muitos autônomos preferem aguardar melhor remuneração dos fretes, optando pelas viagens de longa distância.

Os fretes para as rotas acompanhadas, partindo de Catalão e Cristalina/GO, subiram em média 15% com elevações maiores nas duas rotas de Minas Gerais.

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Já partindo de Bom Jesus de Goiás, os preços dos fretes variaram 3% em relação ao mês anterior.

No caso do Paraná, a frustração da safra brasileira de soja disponibilizou grande oferta de caminhões na região, fazendo com que os preços dos fretes caíssem.

Uma das alternativas para o equilíbrio sazonal estaria no escoamento de feijão para as principais praças internas, no entanto, neste ano não houve envio do produto para o Rio de Janeiro.

Os fretes a partir de agora, tanto da soja quanto do milho, devem apresentar alta em todas as origens, já que os deslocamentos dos caminhões para o Centro-Oeste do País diminuíram a oferta no estado.

O quadro momentâneo de um quantitativo mais enxuto de veículos – contratos de exportação a serem cumpridos e movimentação para o esvaziamento dos silos para recepção da nova safra de milho, acarretaram aumentos significativos nos preços dos fretes (de 14% até 67%, dependendo da origem/destino).

Na Bahia, os fretes estaduais continuaram apresentando elevação em relação ao mês passado, causada pela redução na oferta de caminhões sob impacto da migração de prestadores de serviços para o Centro-Oeste e pela elevação nos preços do diesel.

Já no Distrito Federal, o mercado de transportes continua aquecido, mas o equilíbrio observado na oferta de caminhões foi citado como fator de sustentação dos preços.

A movimentação de cargas aumentou significativamente para os destinos pesquisados, sobretudo para a região sul e sudeste do País (especialmente o porto de Paranaguá/PR), devido ao aumento das exportações e pelas demandas por produtos componentes de ração nos importantes estados produtores sulistas de aves e suínos.

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Inflação castiga a população mais pobre

Famílias de baixa renda sofrem mais com a alta dos preços da cesta básica porque os alimentos têm maior peso no orçamento

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Os brasileiros enfrentam todo dia a dura realidade de entrar num supermercado e comprar cada vez menos itens para a alimentação de suas famílias. A inflação não dá trégua para a população mais pobre. Em 12 meses, os preços de itens da cesta básica, como o leite longa vida e a batata, acumulam alta de 66%. Outros itens importantes, como café, óleo de soja, açúcar, pão e margarina seguem a mesma tendência, com aumentos que chegam a 58%.

As famílias com menor renda sofrem mais com a inflação persistente porque os alimentos têm maior peso no orçamento. E os preços continuam subindo. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que, apenas em julho, o preço do leite longa vida subiu 25,46%. No mês, o item Alimentos e Bebidas teve alta de 1,3%.

O economista da Fundação Getúlio Vargas, André Braz, disse em entrevista ao jornal O Globo, que as famílias levam cada vez menos itens alimentares para casa. “Não podemos falar de redução da inflação quando ela não está acontecendo para as famílias de baixa renda. Os alimentos, que são o grande desafio, estão com inflação real”, disse à reportagem.

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Recuperar o poder de compra

O ex-presidente Lula disse que pretende retomar a política de reajuste do salário mínimo com ganho real para os trabalhadores acima da inflação. “É importante que o Brasil saiba que nós conseguimos uma proeza extraordinária: nós aumentamos o salário mínimo em 74% no meu governo e não houve aumento da inflação. E nós vamos continuar do mesmo jeito, a inflação será reposta no salário mínimo, todo trabalhador vai ter direito à reposição inflacionária e todo trabalhador vai ter aumento em relação ao PIB”, disse ele, em entrevista ao UOL.

São diretrizes do programa de governo da Coligação Brasil da Esperança combater a inflação e enfrentar a carestia, em particular a dos alimentos e a dos combustíveis e eletricidade. “O primeiro e mais urgente compromisso que assumimos é com a restauração das condições de vida da imensa maioria da população brasileira – os que mais sofrem com a crise, a fome, o alto custo de vida, os que perderam o emprego, o lar e a vida em família”, traz o documento.

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“Retomaremos a política de valorização do salário mínimo visando à recuperação do poder de compra de trabalhadores, trabalhadoras, e dos beneficiários e beneficiárias de políticas previdenciárias e assistenciais, essencial para dinamizar a economia.”

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