BARRA DO GARÇAS

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Preço do diesel aumenta cerca de 60% em um ano e o litro chega a quase R$ 8 em MT

O combustível é um dos mais importantes no estado, já que 100% da mercadoria que é consumida é transportada com óleo diesel.

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O preço do diesel aumentou cerca de 60% em um ano e o litro chega a quase R$ 8 em Mato Grosso. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do diesel passou de R$ 4,80 para R$ 7,69.

Em uma empresa de transporte de sementes, em Cuiabá, os gastos com combustível representam cerca de 50% da despesa total de cada mês. Conforme o gerente de operações Rafael Lucas de Andrade, nos últimos dias, o faturamento vem preocupando porque o combustível está mais caro nas bombas dos postos.

“Foi previsto um valor durante o ano e a gente chegou a pagar o dobro e isso impactou bastante no nosso resultado financeiro”, disse.

Mesmo com a redução do imposto federal, e das alíquotas aplicadas pelo estado, o valor do diesel permanece o mesmo de antes, quase R$ 8 reais o litro.

“A conta as vezes parece que não fecha, nós atendemos distâncias longas onde a gente precisa estar otimizando cargas e reduzir ao máximo esses custos através de otimização”, disse.

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Pra os caminhoneiros autônomos o problema é enfrentado de forma diferente. O que mais tem preocupado é que o valor do frete não está acompanhando a alta do diesel com a mesma proporção.

Para muitos, o trabalho não está compensando mais. Para se ter uma ideia, o valor do frete em Mato Grosso dobrou em um ano, passando de R$ 75 por tonelada para R$ 150.

O economista Jonil Vital explicou que o diesel é o combustível que mais impacta na vida das pessoas.

“Em Mato Grosso, por exemplo, quase que 100% da mercadoria que nós consumimos é transportada com óleo diesel, então um aumento do preço não sacrifica apenas o caminhoneiro, mas também toda a cadeia, tanto indústria quanto comércio”, contou.

Segundo o diretor executivo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares, o diesel continua caro por conta da falta deste combustível no mundo, mas até o final do ano, o esperado é uma queda no valor.

“A gente acredita que com a queda que está acontecendo no barril do petróleo, em breve nós teremos também uma aceleração na queda do preço do diesel”, disse.

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Inflação castiga a população mais pobre

Famílias de baixa renda sofrem mais com a alta dos preços da cesta básica porque os alimentos têm maior peso no orçamento

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Os brasileiros enfrentam todo dia a dura realidade de entrar num supermercado e comprar cada vez menos itens para a alimentação de suas famílias. A inflação não dá trégua para a população mais pobre. Em 12 meses, os preços de itens da cesta básica, como o leite longa vida e a batata, acumulam alta de 66%. Outros itens importantes, como café, óleo de soja, açúcar, pão e margarina seguem a mesma tendência, com aumentos que chegam a 58%.

As famílias com menor renda sofrem mais com a inflação persistente porque os alimentos têm maior peso no orçamento. E os preços continuam subindo. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que, apenas em julho, o preço do leite longa vida subiu 25,46%. No mês, o item Alimentos e Bebidas teve alta de 1,3%.

O economista da Fundação Getúlio Vargas, André Braz, disse em entrevista ao jornal O Globo, que as famílias levam cada vez menos itens alimentares para casa. “Não podemos falar de redução da inflação quando ela não está acontecendo para as famílias de baixa renda. Os alimentos, que são o grande desafio, estão com inflação real”, disse à reportagem.

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Recuperar o poder de compra

O ex-presidente Lula disse que pretende retomar a política de reajuste do salário mínimo com ganho real para os trabalhadores acima da inflação. “É importante que o Brasil saiba que nós conseguimos uma proeza extraordinária: nós aumentamos o salário mínimo em 74% no meu governo e não houve aumento da inflação. E nós vamos continuar do mesmo jeito, a inflação será reposta no salário mínimo, todo trabalhador vai ter direito à reposição inflacionária e todo trabalhador vai ter aumento em relação ao PIB”, disse ele, em entrevista ao UOL.

São diretrizes do programa de governo da Coligação Brasil da Esperança combater a inflação e enfrentar a carestia, em particular a dos alimentos e a dos combustíveis e eletricidade. “O primeiro e mais urgente compromisso que assumimos é com a restauração das condições de vida da imensa maioria da população brasileira – os que mais sofrem com a crise, a fome, o alto custo de vida, os que perderam o emprego, o lar e a vida em família”, traz o documento.

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“Retomaremos a política de valorização do salário mínimo visando à recuperação do poder de compra de trabalhadores, trabalhadoras, e dos beneficiários e beneficiárias de políticas previdenciárias e assistenciais, essencial para dinamizar a economia.”

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