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Reajuste do diesel irá elevar novamente valores de outros combustíveis e produtos em supermercados

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O novo reajuste no diesel, anunciado na terça-feira (28) pela Petrobrás, pode elevar novamente valores de outros combustíveis e produtos em supermercados, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Mato Grosso (SindiPetróleo). A partir desta quarta-feira (29), o preço médio nas refinarias passa de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, ou seja, R$ 0,25 por litro nas vendas das refinarias para as distribuidoras.

O Sindipetróleo esclarece que o repasse pelos postos depende de uma série de questões, já que o posto revendedor é o terceiro agente da cadeia de combustíveis. “É preciso considerar a formatação de preços das distribuidoras, impostos e a mistura de 12% de biodiesel a 88% de diesel”, explica Nelson Soares, diretor-executivo do Sindicato que representa a revenda.

Segundo nota da estatal Petrobras, o reajuste reflete “parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e da taxa de câmbio”.

O Sindipetróleo avalia que o aumento, nesse caso em função do preço do petróleo no mercado internacional, vai refletir no diesel e em outros combustíveis, pois aumenta o frete e atinge os preços nas gôndolas do supermercado e tudo mais que é transportado via rodovias. “O Sindicato entende que para o posto, num momento de grande desvalorização da renda familiar, reajuste nesse patamar pode significar menor volume de vendas, pois o consumidor tende a reduzir seus gastos”.

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O aumento na Petrobras será somado à alta no preço de pauta dos combustíveis. Uma nova base de cálculo passará a vigorar a partir de 1º de outubro e o impacto previsto é de R $0,0441 em cada litro. Lembrando que no caso do diesel comum (S500), a alíquota de 17% é calculada sobre o preço de pauta de R$ 5,0607. A pauta anterior é de R$ 4,8014.

A pauta da gasolina, cuja alíquota é de 25%, também sofreu reajuste e o impacto será de R$ 0,0913. Já no etanol, cuja alíquota é de 12,5%, o impacto será de 0,0473.

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Inflação castiga a população mais pobre

Famílias de baixa renda sofrem mais com a alta dos preços da cesta básica porque os alimentos têm maior peso no orçamento

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Os brasileiros enfrentam todo dia a dura realidade de entrar num supermercado e comprar cada vez menos itens para a alimentação de suas famílias. A inflação não dá trégua para a população mais pobre. Em 12 meses, os preços de itens da cesta básica, como o leite longa vida e a batata, acumulam alta de 66%. Outros itens importantes, como café, óleo de soja, açúcar, pão e margarina seguem a mesma tendência, com aumentos que chegam a 58%.

As famílias com menor renda sofrem mais com a inflação persistente porque os alimentos têm maior peso no orçamento. E os preços continuam subindo. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que, apenas em julho, o preço do leite longa vida subiu 25,46%. No mês, o item Alimentos e Bebidas teve alta de 1,3%.

O economista da Fundação Getúlio Vargas, André Braz, disse em entrevista ao jornal O Globo, que as famílias levam cada vez menos itens alimentares para casa. “Não podemos falar de redução da inflação quando ela não está acontecendo para as famílias de baixa renda. Os alimentos, que são o grande desafio, estão com inflação real”, disse à reportagem.

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Recuperar o poder de compra

O ex-presidente Lula disse que pretende retomar a política de reajuste do salário mínimo com ganho real para os trabalhadores acima da inflação. “É importante que o Brasil saiba que nós conseguimos uma proeza extraordinária: nós aumentamos o salário mínimo em 74% no meu governo e não houve aumento da inflação. E nós vamos continuar do mesmo jeito, a inflação será reposta no salário mínimo, todo trabalhador vai ter direito à reposição inflacionária e todo trabalhador vai ter aumento em relação ao PIB”, disse ele, em entrevista ao UOL.

São diretrizes do programa de governo da Coligação Brasil da Esperança combater a inflação e enfrentar a carestia, em particular a dos alimentos e a dos combustíveis e eletricidade. “O primeiro e mais urgente compromisso que assumimos é com a restauração das condições de vida da imensa maioria da população brasileira – os que mais sofrem com a crise, a fome, o alto custo de vida, os que perderam o emprego, o lar e a vida em família”, traz o documento.

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“Retomaremos a política de valorização do salário mínimo visando à recuperação do poder de compra de trabalhadores, trabalhadoras, e dos beneficiários e beneficiárias de políticas previdenciárias e assistenciais, essencial para dinamizar a economia.”

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