BARRA DO GARÇAS

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Reajuste na tarifa de transporte coletivo pode chegar a R$ 5,50 em Barra do Garças

Paulo Augusto, diretor da concessionária, explicou que o aumento é devido aos constantes reajustes nos combustíveis.

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A empresa de transporte coletivo de Barra do Garças, Delta Express/Garças Tur, enviou a Prefeitura Municipal uma nova planilha de custos para que a tarifa seja reajustada de R$ 4,00 para até R$ 5,50. De acordo com empresário Paulo Augusto, diretor da concessionária, o aumento é devido aos constantes reajustes nos combustíveis.

“O combustível não para de aumentar e a empresa enfrenta dificuldades pela redução do número de passageiros devido a pandemia e também a concorrência de outros transportes alternativos. É por isso que estamos solicitando um novo reajuste”, explicou Paulo.

Ele ressaltou que o óleo diesel já teve nove reajustes somente em 2021 totalizando 49% de acréscimo no seu valor.

Na ocasião, o diretor ainda agradeceu o apoio financeiro que a empresa recebeu da prefeitura com autorização da Câmara Municipal de R$ 25 mil durante os meses de julho, agosto e setembro. “Esse subsídio foi primordial para que a empresa não fechasse as portas. Lamento que alguns vereadores usaram esse assunto como palanque dizendo que essa ajuda não foi correta porque beneficiou uma empresa particular, mas na verdade esse subsídio manteve o transporte público funcionando”, pontuou.

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Porém, Paulo voltou a dizer que abre mão da concessão, caso a prefeitura entenda que seja necessária uma nova licitação, todavia alega que qualquer empresa que entrar no município terá a mesma dificuldade para oferecer o serviço com os preços atuais.

O transporte coletivo em Barra do Garças atende em torno de duas mil pessoas por dia e a gratuidade de idosos, estudantes (com meia passagem) e trabalhadores que são atendidos pelo vale-transporte cujos direitos foram conquistados em lei.

Vale destacar que houve uma mudança na lei e agora quem define o valor da tarifa é o prefeito, sem passar pelo crivo dos vereadores (Poder Legislativo).

O prefeito Adilson Gonçalves (PSD) ainda não se manifestou sobre o assunto, mas o reajuste da tarifa deve ocorrer na próxima semana.

Mesmo pedindo reajuste da passagem, as reclamações continuam contra a Garçastur que estaria com número reduzido de coletivos circulando e não estaria rodando também nos finais de semana e feriados prejudicando a comunidade.

No Brasil, segundo levantamento da Garçastur, de 30 metrópoles, 28 recebem subsídios do Poder Público.

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Inflação castiga a população mais pobre

Famílias de baixa renda sofrem mais com a alta dos preços da cesta básica porque os alimentos têm maior peso no orçamento

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Os brasileiros enfrentam todo dia a dura realidade de entrar num supermercado e comprar cada vez menos itens para a alimentação de suas famílias. A inflação não dá trégua para a população mais pobre. Em 12 meses, os preços de itens da cesta básica, como o leite longa vida e a batata, acumulam alta de 66%. Outros itens importantes, como café, óleo de soja, açúcar, pão e margarina seguem a mesma tendência, com aumentos que chegam a 58%.

As famílias com menor renda sofrem mais com a inflação persistente porque os alimentos têm maior peso no orçamento. E os preços continuam subindo. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que, apenas em julho, o preço do leite longa vida subiu 25,46%. No mês, o item Alimentos e Bebidas teve alta de 1,3%.

O economista da Fundação Getúlio Vargas, André Braz, disse em entrevista ao jornal O Globo, que as famílias levam cada vez menos itens alimentares para casa. “Não podemos falar de redução da inflação quando ela não está acontecendo para as famílias de baixa renda. Os alimentos, que são o grande desafio, estão com inflação real”, disse à reportagem.

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Recuperar o poder de compra

O ex-presidente Lula disse que pretende retomar a política de reajuste do salário mínimo com ganho real para os trabalhadores acima da inflação. “É importante que o Brasil saiba que nós conseguimos uma proeza extraordinária: nós aumentamos o salário mínimo em 74% no meu governo e não houve aumento da inflação. E nós vamos continuar do mesmo jeito, a inflação será reposta no salário mínimo, todo trabalhador vai ter direito à reposição inflacionária e todo trabalhador vai ter aumento em relação ao PIB”, disse ele, em entrevista ao UOL.

São diretrizes do programa de governo da Coligação Brasil da Esperança combater a inflação e enfrentar a carestia, em particular a dos alimentos e a dos combustíveis e eletricidade. “O primeiro e mais urgente compromisso que assumimos é com a restauração das condições de vida da imensa maioria da população brasileira – os que mais sofrem com a crise, a fome, o alto custo de vida, os que perderam o emprego, o lar e a vida em família”, traz o documento.

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“Retomaremos a política de valorização do salário mínimo visando à recuperação do poder de compra de trabalhadores, trabalhadoras, e dos beneficiários e beneficiárias de políticas previdenciárias e assistenciais, essencial para dinamizar a economia.”

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