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Prefeitos temem “contaminação em massa” e sugerem retorno das aulas em junho

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Preocupados com o impacto que a aglomeração nas unidades educacionais pode ter nas ações de mitigação e combate ao coronavírus, os prefeitos mato-grossenses encaminharam nesta sexta-feira (24) um ofício ao Governo do Estado solicitando o adiamento da retomada do calendário escolar. O documento, encaminhado pela Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM em nome dos gestores, é uma resposta ao decreto estadual publicado na última quarta-feira (22), que estipula o retorno das aulas no dia 04 de maio.

De acordo com o presidente da AMM, Neurilan Fraga, a instituição editou o ofício com base nas preocupações expressadas por gestores de todas as regiões do estado. “Sabemos que os prefeitos estão empenhados na preservação da vida dos munícipes. A abertura gradual do comércio, com os devidos cuidados sanitários, já vem sendo adotada nos municípios, que consideram a retomada das atividades importante para movimentar a economia, manter os empregos e as fontes de receitas. Mas os gestores avaliam que a retomada das atividades escolares neste momento pode prejudicar as ações de combate ao coronavírus, que têm demonstrado efetividade em nosso estado”, explicou.

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Entre os motivos apontados pelos prefeitos estão a dificuldade de fiscalizar o cumprimento das normas sanitárias entre alunos das mais diversas idades, que muitas vezes não têm maturidade suficiente para seguir todas as recomendações e o número insuficiente de profissionais no quadro para exercer orientação e fiscalização. “(…) o ambiente escolar é propício a propagação do vírus entre as crianças, profissionais da área, e consequentemente de seus familiares”, ressalta o ofício.

Ainda de acordo com o documento, uma parte significativa dos profissionais da área, bem como, professores, auxiliares e merendeiras fazem parte do grupo de risco e precisarão ser substituídos. “Sabemos que os gestores estão com dificuldades financeiras devido aos gastos extras para combate à pandemia, é um momento difícil para a administração pública assumir mais custos extras para o funcionamento das escolas”, acrescentou Neurilan Fraga.

Outra preocupação dos prefeitos é com a adequação do transporte escolar ao protocolo de segurança para evitar a disseminação do vírus entre os estudantes.

O ofício ainda alerta para a insuficiência de unidades de saúde com estrutura adequada para o atendimento de pessoas infectadas nos municípios, caso haja aumento dos casos.

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A sugestão dos gestores é que o retorno das aulas seja adiado para início de junho, mas que o calendário escolar seja definido em reunião com a participação de todos os poderes envolvidos e solicitam a realização de uma videoconferência urgente entre estado, município, judiciário, legislativo e entidades representativas de classe para discutir o assunto.

“Vários prefeitos já foram notificados pelo Ministério Público para que não retomem as atividades escolares na data estabelecida pelo Governo do Estado. Isso tem causado um desalinhamento das ações. Precisamos conversar para que as medidas sejam tomadas de forma coesa em todo o estado”, concluiu Fraga.

Indígenas

A disseminação do vírus nas reservas indígenas também preocupa os prefeitos, pois vários municípios possuem essas áreas, onde os índios se encontram isolados, sem contato com a população de outras localidades. Porém, com o retorno das aulas, os indígenas vão interagir com outras crianças e poderão levar o contágio para as aldeias, onde a população é mais vulnerável a doenças respiratórias, que causam muitas mortes nas comunidades nativas.

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Escola cívico-militar de Aragarças recebe visita da Coordenação/ECIM – MEC.

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Na manhã desta quinta-feira, 11, o prefeito de Aragarças, Delegado Ricardo Galvão e a secretária de Educação, primeira-dama Raqueline Galvão, recepcionaram a equipe que realizará a formação dos monitores da escola Cívico-militar José Nogueira de Moraes e os militares monitores de Barra do Garças que vão atuar na escola Helena Esteves.

A formação foi ministrada pelo comandante regional Júlio César e o sub- comandante regional Wagner , nas dependências da escola José Nogueira. O Objetivo é capacitar monitores para um trabalho de excelência no ambiente escolar.

 


A referida unidade escolar tem passado por melhorias e adequações, desde que foi informada que entraria no modelo de gestão compartilhada. “Quando fomos informados que dentre os 246 municípios goianos fomos escolhidos para termos a escola cívico-militar padrão MEC, ficamos muitos satisfeitos, pois isso é fruto de muito trabalho de toda equipe da Secretaria de Educação, que se empenharam bastante para que isso acontecesse”, disse Ricardo Galvão.

Segundo a secretária de Educação, Raqueline Galvão: “isso também é fruto do empenho do prefeito em buscar junto as lideranças política a instalação desse modelo de gestão na escola José Nogueira e todas as mudanças necessárias que foram requeridas para que funcionasse a rigor”.

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As aulas retornaram no começo do mês de Agosto, como os prazos para licitação e confecção dos uniformes ainda estão em andamento, os alunos continuam usando o uniforme disponibilizado pela gestão desde o começo do ano. “Em breve não só os uniformes, mas todo aparato técnico e adequações já estarão a disposição da direção da escola , servidores e alunos. Não temos dúvida que será uma escola modelo para toda a região e estado de Goiás”, concluiu Juscilene Dias Amorim, Gerente Técnico Pedagógica.

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