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“Cenário pode se tornar pior; Brasil é uma ameaça para o mundo”

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Nesta semana, Mato Grosso ultrapassou a marca de 300 mil casos confirmados e 7 mil mortos por Covid-19 e a projeção feita por quem estuda a pandemia no Estado, desde o anúncio do primeiro caso, em março de 2020, é de que o cenário só tende a piorar.

Médico sanitarista e deputado estadual pelo PT, Lúdio Cabral diz que o comportamento do vírus no País é complexo, com variantes genéticas em circulação e em mutação constante, o que faz do Brasil uma ameaça para o restante do planeta.

“Somos um laboratório onde o vírus evolui a céu aberto: se transmitindo, se replicando, sofrendo mutações e se adaptando à relação com o seu hospedeiro, que somos nós. A vacinação ocorre de forma lenta”, afirmou.

Somos uma ameaça ao mundo e a maioria dos países está com as fronteiras fechadas para o Brasil

Nesta semana, Mato Grosso ultrapassou a marca de 300 mil casos confirmados e 7 mil mortos por Covid-19 e a projeção feita por quem estuda a pandemia no Estado, desde o anúncio do primeiro caso, em março de 2020, é de que o cenário só tende a piorar.

Médico sanitarista e deputado estadual pelo PT, Lúdio Cabral diz que o comportamento do vírus no País é complexo, com variantes genéticas em circulação e em mutação constante, o que faz do Brasil uma ameaça para o restante do planeta.

“Somos um laboratório onde o vírus evolui a céu aberto: se transmitindo, se replicando, sofrendo mutações e se adaptando à relação com o seu hospedeiro, que somos nós. A vacinação ocorre de forma lenta”, afirmou.

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Em entrevista ao MidiaNews, Lúdio criticou a lentidão da vacinação e a postura negacionista do presidente Jair Bolsonaro, cujo discurso, considerado por ele equivocado, chega a ser replicado por seus colegas na Assembleia Legislativa.

O deputado ainda afirmou que o Legislativo foi covarde ao não aprovar o projeto de antecipação de feriados apresentado pelo governador Mauro Mendes (DEM), voltou a defender a adoção de quarentena no Estado para controlar o vírus e relatou a exaustão sentida pelos trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente na pandemia.

Confira os principais trechos da entrevista:

MidiaNews – O senhor tem acompanhado a pandemia desde o início em Mato Grosso, estudando o comportamento do vírus e fazendo projeções. Vivenciamos a evolução da Covid-19 aqui no Estado. Qual o cenário nos espera nos próximos dias?

Lúdio Cabral – A descida da curva epidemiológica foi interrompida na segunda quinzena de outubro. Na segunda quinzena de novembro, voltamos a apresentar uma elevação do número de casos e iniciamos a segunda onda da epidemia em Mato Grosso. E essa segunda onda veio antes que a primeira tivesse declinado.

Quando a segunda onda veio, Mato Grosso ainda tinha uma média de 400 casos e de oito óbitos todos os dias. A projeção que eu fazia na descida era de que alcançaríamos a planície, ou seja, a primeira onda acabaria no início de fevereiro.

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[O cenário] pode ficar pior porque não sabemos onde essa onda que estamos vivendo vai parar. Estamos, infelizmente, dependendo do comportamento do vírus
MidiaNews – Ou seja, não terminamos de viver a primeira onda e já embarcamos na segunda onda.

Lúdio Cabral – Exatamente. E o número de casos foi crescendo gradativamente, sempre estimulado por períodos em que a população circulou mais: campanha eleitoral, Natal, Ano Novo. E no final de janeiro identifiquei que viveríamos um novo colapso no sistema de saúde.

Em termos de números, já entramos em março quebrando todos os recordes negativos da primeira onda. Na segunda-feira (22), tínhamos uma média móvel de 2.148 casos por dia. Isso muito superior à média móvel do pico da primeira onda. É 53% maior. A média móvel de óbitos alcançou, no dia 22, a marca de 69 mortes, o que é 72% a mais do que a pior média móvel de óbitos na primeira onda. E isso com a taxa de contágio alta, acelerada.

A medida das três semanas epidemiológicas de março, fechada até agora em 1,3, o que representa um crescimento de 30% a cada ciclo da doença. Ou seja, a cada 7 a 10 dias, tem um crescimento de 30% no número de casos e de óbitos. Podemos, então, ter números ainda maiores no próximo ciclo. Só

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Pai pede ajuda para tratamento de câncer no estômago da filha após SUS ‘desistir’ do caso

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Foi em 2019 após sofrer um desmaio que a médica veterinária Cintya Castro de Abreu teve os primeiros sintomas de um câncer no estômago. Ela e o marido saíram de Nova Mutum e se mudaram para Cuiabá para que a profissional pudesse iniciar as sessões de quimioterapia. Depois de apresentar fraqueza e o corpo não corresponder ao tratamento, ela mantém a esperança em um procedimento alterarnativo. Cintya deve passar por três protocolos nos próximos meses que custam R$ 30 mil, cada. Mas apenas um deles foi pago, até o momento. Sendo assim, resta arrecadar R$ 60 mil.
O pai de Cintya, Cireno Castro, contou ao Olhar Direto que depois de ter o desmaio Cintyia começou a fazer exames e descobriu anemia. Na época ela não conseguiu o diagnóstico, começou a perder muito peso e também os exames foram suspensos por conta da pandemia.Natural de Belém do Pará, em julho de 2020 ela se mudou para Mato Grosso para morar com o marido, que trabalha em Nova Mutum. Na nova cidade, Cintya não conseguia ganhar peso e continuava a sentir dores no estômago.

Em exame realizado em um posto de saúde de Nova Mutum, a médica veterinária teve novamvente diagnóstico de anemia. Diante disso, precisou ser internada para receber transfusão de sangue e também investigar a causa da deficiência de ferro.

Em dezembro, Cintya fez uma endoscopia e foi encaminhada para o Instituto de Tumores de Cuiabá (ITC), onde recebeu o diagnóstico de câncer no estômago.

A quimioterapia começou em janeiro de 2021. Foram oito sessões e em junho Cintya teve que ser internada pois estava prevista a cirurgia para retirada do estômago. “Porém as sessões de quimioterpia não funcionaram como esperado, ainda estava muito inflamado e não seria possível fazer a cirurgia”, disse o pai.

A veterinária teve alta médica e teria que voltar a fazer quimioterapia em um novo protocolo. Em agosto, ficou fraca e desmaiou em casa logo depois da primeira sessão. Foram duas semanas internadas até que Cintya retornou ao ITC para continuar as quimioterapias.

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          Os pais de Cintya rasparam o cabelo em apoio a ela. 
Foi então que o oncologista revolveu suspender o tratamento, pois ela estava muito debilitada e não aguentaria mais sessões. Além disso, não havia mais proposta de tratamento ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) .Dois dias antes da consulta da filha para encerrar o tratamento por conta das consequências do câncer, Cireno foi ao consultório do médico e o que ele ouviu lhe deixou bastante abalado.

O profissional teria afirmado que tudo que a medicina oferecia pelo SUS já teria sido feito. O câncer é muito agressivo e mesmo depois de três sessões de quimioterapias consecutivas, o médico não teria tido o resultado esperado.

“Devido essa situação, ele já não tinha mais nada para fazer por ela. Fiquei naquele momento sem chão”, lembra o motorista.

Depois de ouvir que era para ele retornar para família e dar muito amor e carinho para a filha, Cireno afirma que clamou a Jesus Cristo e foi trabalhar com as corridas de aplicativo como normalmente fazia. Segundo ele, a resposta que ele precisava veio no mesmo dia.

Um passageiro entrou no carro de Cireno, com roupas claras e um papel em mãos. Ao entrar no veículo, o homem disse que visitaria seu pai que estava doente e Cireno compartilhou com o passageiro que sua filha também passava por alguns problemas de saúde.

O homem, que nunca tinha tido contato com ele até então, disse que sabia da situação de Cintya e contou, inclusive, parte da história dele e que a filha estava com câncer no estômago. Além disso, disse que a Cintya ficaria curada. “Não se preocupe que sua filha vai ficar curada”, disse o homem antes de descer do carro e desaparecer.

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“Depois disso eu fiquei bem mais tranquilo. Foi aí que eu resolvi procurar outro meio de tratamento”, diz.
Como não tinha condições de pagar a consulta médica de R$ 850, nem os exames que somavam R$ 3,5 mil, cogitou até mesmo ir pedir dinheiro no semáforo.

Antes, no entanto, mandou mensagem para o genro. “Mandei mensagem para o meu genro que trabalha em Nova Mutum. Falei que iria para o semáforo e que não era para falar nada para ninguém. Só ele poderia saber caso acontecesse alguma coisa”, conta.

O genro então alertou sobre os riscos do calor de Cuiabá e pediu que Cireno não fizesse aquilo, pois ele também tem uma deficiência que poderia ser agravada. Foi então que ele resolveu dar seu relato em um grupo de WhatsApp e conseguiu ajuda financeira de diversas pessoas.

Ao longo de conversas pelas viagens de aplicativo na região metropolitana, Cireno conseguiu uma reportagem exibida na TV Centro América, a consulta com o médico renomado de São Paulo e várias doações.

O oncologista do hospital Israelita Albert Einstein, Fernando Maluf recomendou um novo tratamento para Cintya, mas ele não é oferecido pelo SUS.

“Graças a Deus encontrei muitas pessoas maravilhosas, umas delas foi o senhor Lourenzo que pagou a consulta em São Paulo para minha filha, mesmo depois que o SUS desenganou ela”, salienta.

Cireno, que antes trabalhava como mestre de obras, hoje sobrevive como motorista de aplicativo. “Hoje aqui só trabalho de motorista de aplicativo. Mais as coisas estão muito difícil. Devido as tarifas baixas, combustível alto e custo da manutenção do carro que está muito caro”, lamenta.

Serviço: A família mantém um telefone de contato  e dados bancários (PIX) para receber ajuda.
Chave PIX: Email: [email protected]
Cintya Castro de Abreu
Banco do Brasil
Celular: (91) 8721-9296 (Cintya) 

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