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Parceria firmada entre Prefeitura e judiciário resulta em benefícios para população de Santa Terezinha através do “Araguaia-Xingu

O projeto “Expedição Araguaia-Xingu” desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, através do Juizado volante ambiental (JUVAM), em parceria com a Prefeitura de Santa Terezinha, realizado entre os dias 24 e 25/11 naquele município, reforçou parceria firmada entre o município e o poder judiciário, as ações conjuntas resultaram em benefícios para a população local.

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 Durante o período em que foram realizadas as ações ambientais e de entretenimento realizadas em Santa Terezinha, através da expedição Araguaia-Xingu, foram distribuídas para a população centenas de mudas de Ipês de todas as cores, as árvores em breve trará um novo brilho de cores e belezas para a cidade, além de ser um belo exemplo de conservação para a população de Santa Terezinha e gerações futuras.

Para se ter uma ideia, uma das chácaras localizada próximo ao perímetro urbano da cidade (Paraíso Tropical) foi ornamentada por Ipês de todas as cores. O pescador Sandoval Torres Martins, 58, conta que recebeu as primeiras mudas do Ipê em 2019 durante a 1ª Expedição Araguaia-Xingu, mas que nesta 3ª Edição ele mesmo as buscou através do Juvam e pegou novas mudas.

“Todo ano eu participo do evento e busco ipês. Meu sonho é ter toda essa entrada com árvores de 3 metros de altura e com as copas unidas, fazendo um belo sombreamento”, revela Sandoval, que é um defensor da preservação ambiental e do reflorestamento das áreas. “Quero servir de exemplo para os mais novos de como conviver em harmonia com o ambiente”, completa.

O juiz coordenador estadual do Justiça Comunitária, José Antônio Bezerra Filho, e o 3º sargento PM, Joilton de Figueiredo Campos, que atua no Juvam, foram conferir o plantio, hoje as árvores estão com cerca de 1,60 metro de altura e bem desenvolvidas.

“É muito gratificante ver o resultado do nosso trabalho dando frutos, o exemplo é o senhor Sandoval que vive da terra e dá exemplo de cuidar da natureza, quem sai ganhando somos todos nós, com o meio ambiente preservado e transformado mudanças na vida da população atendida pelo projeto e das futuras gerações”. Completou o magistrado.

ATENDIMENTO A POPULAÇÃO SUPERA EXPECTATIVAS

Durante os dois dias de atendimento à população de Santa Terezinha foram atendidos moradores da zona urbana e perímetro urbano com vários serviços, entre eles, de Justiça, cidadania, educação e saúde.

Para os dois dias de atividades sociais e ambientais em Santa Terezinha, o prefeito Thiago Castellan e sua esposa, a primeira-dama Ana Raquel Correia Ribeiro, atuaram na mobilização de todas as secretarias municipais e suas respectivas equipes de trabalho, que atuaram na mobilização, estrutura e organização do evento, ocasião em que foram servidos suculentos almoços para todos os participantes.

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ENTREGA DE CESTAS BÁSICAS PARA FAMÍLIAS CARENTES

Durante as atividades também foram distribuídas cesta básicas para famílias carentes, kit de higiene pessoal e de limpeza, cobertores, confecção de RG, exames de vistas, doação de lentes e armações de óculos, doação de medicamentos, cursos de cabeleireiros, serviços de mediação e conciliação judicial, montagem de processos para pescadores ribeirinhos retirar ou revalidar suas carteiras de pescadores através da Marinha do Brasil, além da transferência de propriedades da embarcação.

A expedição e a Prefeitura também promoveram a distribuição de mudas de árvores frutíferas do lado da Creche Municipal de Santa Terezinha, onde foi realizado o evento.

Um caminhão da saúde do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), ficou estacionado durante os dois dias no local com consultórios médico e odontológico atendendo a população local.

Palestras sobre a saúde do homem, da mulher e do coração também foram ministradas no local, além da realização de testes rápidos de colesterol, triglicerídeos, glicemia e aferimento médico da pressão arterial e o IMC (Índice de Massa Corporal).

A Expedição em parceria com a prefeitura e o cartório de paz e notas de Santa Terezinha promoveram casamentos comunitários, ocasião em que foi oficializada a união matrimonial de oito casais do município.

A Prefeitura preparou o espaço de festas com uma decoração que remetia ao amor e união entre os casais, cada casal teve direito a 10 convidados. O juiz de paz Adevaldo Alves dos Santos realizou a cerimônia, enquanto que as noivas e noivos capricharam no visual.


CASAMENTO COMUNITÁRIO REALIZANDO O SONHO DE CASAIS

Enquanto aconteciam as atividades, equipes da ação social e da expedição, liderados pelo prefeito Thiago e sua esposa Ana Raquel, visitaram três aldeias indígenas: Hawalora (povo Tapirapé e Karajá); Majtyri (povo Tapirapé) e Itxalá (povo Karajá).


AÇÃO MENOS LIXO, MAIS SAÚDE NAS COMUNIDADES INDÍGENAS

Nas comunidades indígenas foram desenvolvidas campanhas de educação ambiental denominada “Menos lixo, mais saúde”, que consiste na troca do lixo recolhido na comunidade por brinquedos, roupas, cestas básicas, kit de limpeza, cobertores e lâmpadas.

LEVANDO ALEGRIA PARA AS CRIANÇAS

As crianças de Santa Terezinha também curtiram um dia diferente na terça-feira (23). A animação foi garantida pelo palhaço Lelé Picolé Curimpampam, que propôs brincadeiras divertidas, distribuiu brinquedos, balas e pirulitos para a criançada, enquanto os adultos eram atendidos pelos serviços de Justiça, cidadania, educação e saúde ofertadas pela Prefeitura e Judiciário

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A dona de casa Roseneide Pereira Pinto, 30, levou os 3 filhos: um de 8 anos, outro de 4 e o caçula de 3 aninhos. Os menores ganharam um jogo de dominó e um violão e se divertiram a valer com o palhaço Lelé. “Fiquei muito feliz de ter uma distração para os filhos. O evento não beneficiou só os adultos, agradou as crianças também”, elogiou Roseneide.

PALHAÇO LELÉ PICOLÉ CURIMPAMPAM, LEVANDO ALEGRIA PARA AS CRIANÇAS

Segundo o prefeito Thiago Castellon uma das principais demandas era por confecção do Registro Geral, mas na sua gestão ele implementou o setor de identificação. “Este evento além de ter atraído muitas pessoas, ele ofereceu bastantes serviços que elas precisavam, a valorização das pessoas é um do marco da nossa gestão”. Pontuou o prefeito.

Já a primeira-dama, Ana Raquel Correia Ribeiro, que é técnica da assistência social, reforça que a população santaterezinhense é carente e que a Expedição trouxe uma gama de serviços, e que para atender a todos é preciso muita organização.

“Nas edições anteriores os moradores da zona urbana eram atendidos, pois chegavam cedo e quem morava na zona rural acabava perdendo a chance por vir de longe. Este ano deixamos o primeiro dia para atendimento dos moradores da zona rural e o segundo dia zona urbana”, destacou Ana Raquel.

PARCERIAS DE SUCESSO

Santa Terezinha no Norte Araguaia, possui cerca de 8 mil habitantes e 4,6 mil eleitores, o município foi contemplado nas três edições da Expedição Araguaia-Xingu.

 Pelo menos 100 profissionais ligados a entidades sociais e voluntários participaram desta 3ª edição da “Expedição Araguaia-Xingu”, dentre eles; da Defesa Civil, Politec, Marinha, Defensoria Pública, MPE, TRE, PM, PJC, TRT, Receita Federal, INSS, SEEL, Policia Civil, Policia Militar, Secitec, Energisa, Detran, Secretaria de Saúde de Cuiabá, Escola de Cabeleireiros Galvan e secretarias da prefeitura municipal.

FOTOS DO EVENTO

SUCULENTO ALMOÇO SERVIDO PARA A POPULAÇÃO DURANTE DOS DOIS DIAS DE EVENTO


EXPEDIÇÃO ARAGUAIA-XINGU.MESA DAS AUTORIDADES


POPULAÇÃO E EQUIPE ORGANIZADORA


DISTRIBUIÇÃO DE MUDAS DE IPÊS E ÁRVORES FRUTÍFERAS 

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OPioneiro entrevistou comandante que pilotou avião da Praça de Canarana

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No ano em que Canarana completa 50 anos da chegada dos pioneiros sulistas, OPioneiro traz uma entrevista com um dos comandantes que fez parte da equipe que pilotava as aeronaves da Coopercol/Coopercana, ainda na década de 1970. Uma dessas aeronaves é o DC3 com o prefixo PP-YPU, que repousa na Praça Siegfried Roewer, em Canarana, conhecida como a Praça do Avião, tombada como patrimônio estadual.

Hoje com 72 anos, residente em Erechim-RS, Carlos Marquardt, pais de três filhos e avô de duas netas, nos contou suas lembranças dos quatro anos em que pilotou as aeronaves que traziam agricultores do Rio Grande do Sul para as terras do cerrado de Mato Grosso, de onde surgiram prósperas cidades como Canarana, Água Boa, Querência e, mais ao norte, Terra Nova. Ele acumulou 1.400 horas/voo no DC3.


Comandante Carlos Marquardt.

Marquardt entrou para a Escola de Aviação em 1968, aos 19 anos. Aos 22 anos começou a ganhar a vida pilotando aeronaves, inicialmente em empresas de táxi aéreo. Em 1975 ele foi convidado para compor a tripulação como freelance num voo de DC3 que partiria de Carazinho-RS para Aragarças-GO, com uma parada em Presidente Prudente-SP, durando aproximadamente 5h30. Foi seu primeiro voo no PP-YPU.
“Nesse voo, além de agricultores, tinha um passageiro ilustre, Norberto Schwantes, o qual durante o almoço me convidou para trabalhar na empresa. Aceitei feliz o convite. Continuar voando aquele magnifico avião e fazer parte daquele importante momento histórico de colonização dos gaúchos em terras mato-grossenses era irrecusável”, disse Carlos.

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Conforme o comandante, havia esperança em cada rosto dos agricultores que vinham para o Mato Grosso: “Em nossos voos transportávamos agricultores que pouca terra dispunham para tirar o sustento para a família. Em busca de nova vida, aceitaram o convite de Norberto para conhecer a imensidão do cerrado mato-grossense e, em especial Canarana. Víamos em cada rosto dos passageiros, um ar de ansiedade e um sorriso de esperança”.


DC3 no aeroporto de Canarana; Foto – cedida por Carlos Marquardt.

Para Marquardt, Norberto Schwantes, o idealizador da colonização dessa região, foi um homem de estrema coragem e determinação: “Norberto Schwantes foi admirável como líder deste empreendimento, demonstrando coragem e determinação e, como pastor, cumpriu com seu propósito de levar os seus fiéis a um futuro melhor em terras do Mato Grosso”.

Viajando agora em suas memórias, o comandante se recorda de um fato inusitado durante um dos voos do DC3. Um dos passageiros abriu a porta de emergência durante o voo para jogar a bagana de cigarro fora: “O barulho e o susto foram imensos. O DC3 estava com velocidade de aproximadamente 300 km/h. Reduzi imediatamente a velocidade e a janela foi fechada pelo nosso mecânico de voo Arnold. O passageiro retornou para o sul via terrestre”.

Sobre voar num DC3, o comandante disse que era uma aeronave forte, resistente a fadiga, dócil de pilotar e de fácil manutenção. “Não era exigente com as pistas e mesmo as de terra e que eram curtas e mal preparadas serviam para o nosso trabalho”, contou. Mais de 13 mil desse modelo foram fabricados e alguns voam até hoje.

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Os voos ocorreram até o ano de 1979. Ao todo eram quatro aeronaves DC3, três aviões de outros modelos e dois pequenos helicópteros. O PP-YPU parou sua jornada tendo voado mais de 34 mil horas. Seu último voo foi o translado do distrito de Serra Dourada até a cidade Canarana, realizado pelo comandante Ervino Paulo Rescke, com duração de 10 minutos.


Três aeronaves DC3 no aeroporto de Serra Dourada; Foto cedida por Carlos Marquardt.

À esquerda piloto Ervino Paulo Rescke e à direita Carlos Marquardt; Foto cedida por Carlos Marquardt.

Ao todo, Marquardt pilotou por 50 anos. Depois de voar pela colonizadora, pilotou para o Departamento Aeroviário do Estado, Atam Express, NHT, pulverizou lavouras agrícolas e, por último, trabalhou numa aeronave executiva de uma empresa erexinense. Ele acumulou 18 mil horas de voo.

Após décadas, Carlos quer voltar esse ano para Canarana para ver o resultado daquele trabalho. E, também, visitar o DC3 que está na Praça do Avião.


Foto atual do DC3 na Praça do Avião de Canarana; Foto – Rafael Govari.

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