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Matéria do Notícia dos Municípios ajuda “derrubar” secretário de saúde de Alto Boa Vista por suposta negligência

Uma matéria exclusiva editada pelo Noticia dos Municípios e que gerou grande repercussão nas redes sociais em todo o Estado, em especial no Vale do Araguaia, a partir da noite de domingo (19) assinada pelo jornalista Borges Netão do Araguaia, de Barra do Garças, foi o assunto mais debatido nas últimas 24 horas e acabou contribuindo com a queda do secretário municipal de Saúde Reginaldo Enfermeiro.

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População se revolta e protesta em frente a Prefeitura pela morte da criança.

Trata-se de uma denúncia feita por internautas e pela própria família da pequena Maria Allyce a redação do conceituado veículo de comunicação da região do Araguaia que relatou o sofrimento e consequentemente a morte da referida criança que tinha apenas 4 meses de vida.

Allyce veio a óbito por suposta negligência principalmente por parte do secretário de saúde do município de Alto Boa Vista, popularmente conhecido por Reginaldo Enfermeiro.

A repercussão foi tamanha que o prefeito de Alto Boa Vista Zezinho Maranhão que estava em momento de lazer com a família retornou para a cidade e convocou uma reunião de emergência com o “alto clero” da saúde local para a segunda-feira (20) às 8.00h para avaliar o assunto.

A reunião serviu para juntar os cacos da gestão e tomadas de decisões administrativas, entre elas a que culminou com o afastamento imediato do titular da pasta, uma fonte segura informou à nossa redação que ele deverá ser exonerado definitivamente do cargo a qualquer momento.

Trocando em miúdos, a “canetada” do prefeito Zezinho Maranhão possivelmente fez o secretário Reginaldo Enfermeiro ‘baixar o tom de voz’ após o protesto da população e a repercussão da notícia, da mesma forma que ele exigiu que os familiares da vítima baixassem o tom de voz apenas por cobrar seus direitos.


População saem às ruas cobrando resposta do prefeito Zezinho Maranhão.

Paralelo a denúncia do Notícia dos Municípios, ainda na segunda-feira (20) pela manhã em frente à Prefeitura da cidade ocorreu um ato de protesto liderado pelos pais da criança e dezenas de populares, que em palavras de ordem pediam justiça sobre o caso e o afastamento imediato do secretário, sendo acatado pelo chefe do executivo.

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As dores sofridas e a morte da criança repercutiram em toda a cidade e impulsionou a população se mobilizar em solidariedade à família enlutada através das redes sociais, que acabou obtendo o apoio da Câmara Municipal, sob o comando do vereador Sérvulo Augusto Neto, que preside aquele parlamento.

Após os manifestantes serem recebidos democraticamente no plenário do legislativo, os parlamentares oficialmente pediram explicações ao prefeito Zezinho Maranhão, a ação dos vereadores poderá resultar na imediata instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a suposta negligência por parte do secretário Reginaldo.

Um advogado constituído pela família está acompanhando o caso passo  a passo e deve provocar o MP para se manifestar, investigar e apurar as denúncias.

Durante o protesto pelas ruas da cidade a população apresentava cartazes e faixas com críticas e palavras de ordem direcionadas a gestão, em especial ao então secretário de saúde de Alto Boa Vista contra a morte da criança supostamente vítima de negligência, nos cartazes alguns pediam respeito a vida, outros o cumprimento do Artigo 196 da constituição federal que reza que a saúde é direito de todos e dever do estado.


Cartaz refere a pescaria como prioridade do secretário

Outro cartaz que chamou bastante atenção da população foi de uma frase dita pelo próprio secretário Reginaldo para a família no momento de dor “nasci para pescar, trabalho forçado”’, a atitude do então secretário causou revolta na população, um dos fatores que também pode ter contribuído com o seu afastamento.

Segundo informações Reginaldo Enfermeiro é um grande amante da natureza e obcecado por pescarias em rios da região, sempre ladeado de grupos de amigos e de uma boa farra regada a boas bebidas e muita música, principalmente nos feriados e finais de semana.

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ENTENDA O CASO

Após o secretário de saúde do município negar uma ambulância para transportar a criança até Barra do Garças de forma correta e eficiente para ser assistida por uma equipe médica mais qualificada e ser submetida a exames mais sofisticados para diagnosticar a doença, os pais se apegaram a amigos e conseguiu um veículo particular para encaminhar a criança, que não resistiu a tanta dor devido à gravidade da doença vindo a óbito a menos de 15 km de Barra do Garças na BR-158.

Em entrevista ao Notícia dos Municípios, a mãe da criança Poliana Costa Barros (24 anos) que também é mais de mais dois filhos menores disse que a pequena Maria Allyce de apenas 4 meses de vida vinha sofrendo desde o dia 17/05 com fortes dores, acompanhadas de vômitos, diarreia e muita febre, ela chegou a ser atendida algumas vezes no PSF de Alto Boa Vista, mas foi mandada de volta para casa para continuar o tratamento assistida pela família em domicílio.

Alguns dias depois ela volta a passar mal e é encaminhada para o Hospital Regional de São Felix do Araguaia, onde foi prontamente atendida pela equipe médica e ficou internada por três dias após ser diagnosticada com grave problema de desidratação e apresentando muita infecção de intestino.


Voluntários em protesto pelas ruas empunhando seus cartazes com críticas.

VIDEO DA REUNIÃO NA CÂMARA MUNICIPAL

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Você conseguiria passar um dia sem seu celular?

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Pesquisa do Nube mapeou o quanto os jovens são dependentes dos aparelhos e trouxe resultados alarmantes

Com a transformação digital impulsionada pela pandemia, a conexão com a web tornou-se indispensável. Nesse sentido, os dispositivos passaram a ser como uma extensão das nossas mãos. Presentes em todas as atividades rotineiras, as horas imersas no virtual só aumentaram. Dessa forma, o Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) realizou uma pesquisa em seu site, entre os dias 27 de junho e 8 de julho, com a participação de 28.466 jovens de 15 a 29 anos, questionando: “você conseguiria ficar sem usar seu celular por quanto tempo?”. Como resultado, encontramos uma tendência alarmante.

Para 31,43%, ou 8.946 indivíduos, a ausência do aparelho só é suportável por, no máximo, um final de semana prolongado. Segundo Gabriel Siqueira, facilitador de Treinamento do Nube, existem diversas razões para essa resposta. “Muito do nosso cotidiano está vinculado ao celular, pois ele descomplicou diversas frentes e necessidades com inúmeros aplicativos gratuitos. Hoje, viver sem se tornou um grande desafio, pois a ferramenta auxilia o usuário em vários momentos, como: assinar documentos, pedidos de comida, compras de vestuário, lazer com os amigos, entre outros fatores”, afirma.

Nesse cenário, é preciso estar sempre atento, afinal, a predisposição é de uma utilização gradativamente maior. Para 27,13%, ou 7.724 dos votos, é possível aguentar até 24 horas sem mexer no smartphone. “Existem diversas estatísticas para comprovar como o brasileiro tem ficado cada vez mais tempo on-line. Se em 2021, a média era de 5 horas e 40 minutos, imagine agora”, ressalta Siqueira. Logo, é perceptível como o amanhã nos reserva uma imersão digital e a criação do Metaverso só comprova isso.

Com 10,58%, ou 3.012 das opiniões, é impossível ficar mais de seis horas sem visualizar os apps. “É importante encontrar as raízes dessa realidade e entender como historicamente o aumento da tecnologia vem influenciando a sociedade. Com esse avanço, os meios de comunicação foram ainda mais explorados. Bauman (1999) apresenta quais são as consequências e mudanças em um livro intitulado como “Modernidade Líquida”, no qual ele aponta a fragilidade sobre as relações sociais, econômicas e de produção”, indica o facilitador do Nube.

Em uma situação ainda mais preocupante, 3,16%, ou 899 dos respondentes, consideram ficar longe do telefone como uma tarefa difícil, para eles o máximo é 30 minutos. Todavia, isso pode ser uma questão muito maior. “Quando analisamos, estudos da área da saúde apontam efeitos nocivos do uso prolongado. Para quem manuseia por mais de quatro horas por dia, é possível notar sintomas como dores no pescoço, ombros e punho, tendinite, etc. A insônia também é um problema observado, pois a luz emitida prejudica a indução natural do sono ao ativar uma série de neurônios influenciadores do ciclo circadiano noturno”, explica Siqueira.

Entretanto, mediante tantos apontamentos voltados para o bem-estar, a ideia é mexer cada vez menos nos dispositivos tecnológicos e só se logar quando realmente tiver um objetivo. Conforme 27,70%, ou 7.885 dos entrevistados, passar um tempo longe é uma tarefa tranquila, pois não faz falta e eles poderiam até parar. “A aplicação moderada é o ideal. Segundo a pesquisadora brasileira, Ludmila Caroline Silva (Uni-BH), é recomendado fazer pausas de 20 a 40 minutos a cada três horas consecutivas. Crianças acima de dois anos não devem passar mais de uma hora e bebês nem podem completar essa hora”, expõe.

Essa preocupação tem diversas razões. “Quando mal empregado, o instrumento se torna altamente viciante e acaba deixando a pessoa cada vez mais dependente, podendo gerar outras consequências psicológicas, como transtornos psíquicos, ansiedade e depressão. A Nomofobia já apresenta em sua definição o medo de ficar longe do celular e isso deixa o indivíduo aflito”, destaca Siqueira. Portanto, é preciso ter cautela em todos os sentidos.

Para corroborar, o especialista traz algumas recomendações para quem quer manusear menos os dispositivos. “Como muitas ferramentas tecnológicas, é preciso saber conciliar e observar como as utilizamos, qual a frequência e necessidade. Entender os sinais de dependências e tomar atitude para não prejudicar os âmbitos da sua vida também é fundamental”, conclui.

Fonte: Gabriel Siqueira, facilitador de treinamento do Nube

Serviço: Você conseguiria passar um dia sem seu celular?

Sobre o Nube

Desde 1998 no mercado, o Nube oferece vagas de estágio e aprendizagem em todo o país. Possui mais de 14 mil empresas clientes, 21 mil instituições de ensino conveniadas no Brasil e já colocou mais de 1,1 milhão de estagiários e 34 mil aprendizes no mercado de trabalho. Também administra toda a parte legal e realiza o acompanhamento do estagiário e aprendiz por meio de relatórios de atividades.

 

Anualmente, são realizadas 25 milhões de mensagens multi canais e encaminhados 1,2 milhão de candidatos. O banco de dados conta com 6,5 milhões de jovens cadastrados e todos podem concorrer, gratuitamente, às milhares de oportunidades oferecidas mensalmente. Para facilitar a vida dos cadastrados, foi desenvolvido um aplicativo disponível na Apple Store e Play Store.

O Nube também está presente nas principais redes sociais: FacebookInstagramTwitterLinkedinVimeo YouTube. Com a TV Nube, oferece conteúdos voltados à empregabilidade, dicas de processos seletivos, currículos, formação profissional, entre outros. O cadastro é gratuito e pode ser feito no site www.nube.com.br.

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