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Bolsonaro mente e diz a investidores em Dubai que Amazônia ‘não pega fogo’ e ‘ataques’ ‘não são justos’

Durante evento para captação de negócios, presidente convidou árabes a conhecerem ‘o Brasil de fato’. Dados oficiais mostram que floresta enfrenta recordes de queimadas e desmatamento.

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira (15), durante evento com investidores em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que “os ataques que o Brasil sofre em relação à Amazônia não são justos”.

Bolsonaro convidou os investidores árabes a conhecer a floresta. Ele mentiu ao dizer que, “por ser uma floresta úmida, não pega fogo.”

Mas a afirmaçãosemelhante a uma que o presidente fez em discurso na ONU no ano passado – é falsa, conforme checagem do Fato ou Fake.

“Afirmar que a floresta é úmida como um todo era algo verdadeiro há 60 ou 70 anos; hoje, com 20% desmatado, isso não é mais um fato”, explica o ambientalista Antonio Oviedo, assessor do Instituto Sócio-Ambiental (ISA), ONG presente na Amazônia há 25 anos.

“Ela é úmida em áreas como no interior do Rio Solimões ou no Alto do Rio Negro, onde não tem muitas estradas, mas mesmo lá o fogo já tem entrado, por conta do desmatamento. Quando se fragmenta a floresta em blocos, vem o efeito de borda. Quanto mais bordas tiver, mais seca fica, e facilita a entrada do fogo”, afirma Oviedo.

 

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A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, reforça que “o desmatamento, a exploração da madeira e outras atividades humanas mudam a condição da floresta úmida como barreira ao fogo”. O Ipam trabalha desde 1995 pelo desenvolvimento sustentável na região.

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Brasil fechará fronteiras a 6 países da África por causa de nova variante

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O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, informou que o Brasil fechará, a partir de segunda-feira (29), as fronteiras aéreas para seis países da África por causa de uma nova variante do coronavírus, classificada hoje como “preocupante” pela OMS (Organização Mundial da Saúde). “Vamos resguardar os brasileiros nessa nova fase da pandemia”, disse Nogueira.

A restrição afetará os passageiros oriundos de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. Segundo o ministro, a decisão foi tomada em conjunto e será assinada pela Casa Civil, Ministério da Infraestrutura, Ministério da Saúde e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A portaria deve ser publicada no sábado (28).

Na sexta-feira (26), mais cedo, enquanto se deslocava para cumprir agenda em eventos militares no Rio de Janeiro e em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro havia dito a apoiadores que fechar fronteiras aéreas por conta da nova variante do coronavírus seria ineficaz neste momento, mas que tomaria medidas racionais.

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