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Imprensa internacional ridiculariza desfile de tanques de Bolsonaro: “República de Banana”

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A imprensa internacional ridicularizou o desfile de tanques organizado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (10) em Brasília.

O jornal britânico The Guardian chamou o ato de “desfile de República de Bananas” e ainda comentou que aliados do presidente usaram imagens de desfiles na China em postagens sobre o evento. O jornal também destacou que o ato durou “apenas dez minutos” e que os tanques soltavam fumaça. Ainda cita a baixa presença de apoiadores e que críticos classificaram o desfile de “fiasco”.

O jornal francês Le Monde destacou que o desfile era “inédito” nos 30 anos da democracia, em um momento de queda de popularidade de Bolsonaro diante da morte de 564 mil pessoas no Brasil devido à pandemia da covid-19. Aspas

A publicação afirma que há no Brasil um temor de um “cenário a la Trump”, numa situação de um presidente que se recusa a deixar o poder. “Bolsonaro, que sabe que as instituições de Brasília são mais frágeis que as de Washington, não faz nada para dar garantias”. E lembraram declaração do presidente, em janeiro: “Se não tivermos voto impresso em 2022, teremos um problema pior que nos EUA”.

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Em Portugal, Bélgica, Canadá ou Estados Unidos, a imprensa também fez uma relação entre o desfile e a situação pouco confortável de Bolsonaro nas eleições de 2022.

O comboio da Marinha atravessou, nesta terça-feira, a Esplanada dos Ministérios e desembarcou em frente ao Palácio do Planalto para entregar ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, o convite do maior exercício militar da Marinha, a Operação Formosa, no dia 16.

desfile dos tanques das Forças Armadas aconteceu no dia em que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), marcou a votação, em plenário, da PEC do voto impresso, defendida por Bolsonaro.

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Caravana da alegria em Dubai é um acinte à sociedade brasileira

O problema de um governo deficitário não é apenas gastar muito, mas, principalmente, gastar mal

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Dubai é uma festa para a deslumbrada caravana brasileira enviada aos Emirados Árabes Unidos para fazer propaganda do país durante a Expo Dubai 2020, que acontece neste ano, depois de adiada devido à pandemia. Financiada com dinheiro do contribuinte, a farra já custou aos cofres públicos pelo menos R$ 3,6 milhões, como mostrou reportagem do Globo. Só em passagens aéreas e diárias, foi gasto até agora R$ 1,17 milhão, de acordo com dados do Painel de Viagens do Ministério da Economia. A diária varia entre US$ 300 (R$ 1.600) e US$ 350 (1.900) por pessoa.

O Expresso Dubai abarca 69 pessoas de nove ministérios e da Vice-Presidência da República — em média, sete viajantes por pasta. De tão inchado, o número de participantes chegou a ser questionado pela área técnica de alguns ministérios, pelo visto, em vão. Para efeito de comparação, a comitiva que viajou para Nova York com o presidente Jair Bolsonaro, em setembro, para participar da Assembleia Geral da ONU, reunia 45 pessoas. O valor total da viagem alcançou R$ 1,1 milhão.

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Um dos relatos mais precisos e representativos da excursão foi feito pelo secretário da Pesca, Jorge Seif, numa rede social. Em vídeo gravado numa praia, ele próprio se referiu ao evento como “trabalho-passeio” e disse que a cidade “é top demais”: “Estamos trabalhando, não estamos passeando, promovendo o turismo da Amazônia. Lógico que isso aqui, naturalmente, é um trabalho-passeio, né?”.

A Embratur gastou cerca de R$ 2,3 milhões — sem licitação — na montagem do pavilhão, cujo tema é a Floresta Amazônica. Claro que de pouco adianta mandar comitiva aos Emirados Árabes para promover a Amazônia se o mundo inteiro sabe que ela arde sem parar sob a vista grossa do governo Jair Bolsonaro. Melhor seria agir aqui mesmo, evitando as queimadas e os desmatamentos que não param de bater recordes.

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