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Sem água na torneira, moradores da segunda maior cidade de MT recorrem a poços para necessidades básicas

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Enquanto grande parte do Brasil se depara somente agora com a falta d’água causada pela crise hídrica, os moradores de Várzea Grande, segunda maior cidade de Mato Grosso, não se lembram da última vez que receberam água na torneira com regularidade. Com população estimada de 287 mil pessoas, os residentes da Cidade Industrial, que fica na região metropolitana de Cuiabá, já viram diversas administrações passarem pelo poder, sempre com as promessas não cumpridas de sanar o problema.

Moradores de bairro em Várzea Grande sofrem com ruas esburacadas e falta e saneamento

Morador do bairro Jardim Itororó há três anos, o professor Sebastião dos Santos Brum, 54 anos, divide a residência com mais cinco pessoas. Além de pagar a fatura mensal cobrada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), ele precisa comprar água mineral para beber. São  cerca de 15 galões de 20 litros comprados a cada 15 dias.

“É um caminho sem saída. A gente não vê resolver o problema de imediato, que seria essa entrega do caminhão, ele é demorado, esse serviço provisório. E a gente também tem uma certa frustração a longo prazo, pois você não vê uma solução. Pelo menos a gente não vê uma grande obra aqui nessa região, para atender essa demanda – São Mateus, Eldorado, toda essa região é muito grande. Esse ano não tem solução. O ano que vem tem? E o outro? Por quê? ”, questiona.

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Segundo o servidor municipal, neste período de seca são mais de 20 dias esperando pelo caminhão pipa. Em dias com muitos acionamentos, o DAE costuma receber até 700 pedidos.

Como alternativa, Sebastião precisou improvisar um jeito de captar água da chuva. O professor só não fica totalmente sem água porque tem um poço artesiano no quintal de casa, prática comum dos moradores da cidade. O professor consegue retirar cerca de 30 litros por dia do poço.

Sebastião é um dos moradores que mantém cadastro no DAE mesmo sem receber água na torneira. Em checagem in loco no bairro foi possível perceber que muitos vizinhos nem sequer fazem a instalação do cavalete de água, pois sabem que ela não chega.

“Todos os quintais têm uma ponta de cano azul, que é para trazer água da rede para as casas. Só que não vem água e as pessoas nem se importaram em instalar cavalete”, conta.

O DAE é fruto da municipalização do serviço, antes ofertado pela Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso (Sanemat). O presidente, Carlos Alberto Simões de Arruda, afirma que o principal objetivo do Departamento é aumentar o volume de água produzido. Ele justifica que Várzea Grande tem crescido mais que as outras cidades do país, dificultando o acompanhamento.

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“O IBGE aponta que as cidades do Brasil crescem 1,6 % por ano. Várzea Grande cresce 4,5,6 até 8% ao ano. É um crescimento muito grande acima da capacidade do município em fazer esse acompanhamento”, diz.

Na campanha eleitoral de 2020, o atual prefeito usava o problema de falta d’água como um dos motes de sua campanha. “O prefeito Kalil foi eleito para resolver o problema de água e é isso que a gente está fazendo com aumento o volume de água produzido, nós três estações no planejamento”, pontua.

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Fim de semana será de pancadas de chuva em todo Estado

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O fim de semana será de pancadas de chuva isoladas em todo o estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta para dias de calor menos severo, isso para os padrões cuiabanos. Pela primeira vez em semanas não há alerta de temporais para as regiões do estado.

O calor promete ser mais ameno nesse fim de semana. A previsão do tempo mostra céu encoberto com pancadas de chuva nos próximos dias. Sexta-feira (22) os termômetros marcam entre 28°C e 38°C. Já no sábado (23) as temperaturas variam de 26°C a 36°C. O domingo (24) será mais fresco. A mínima fica em 26°C a máxima não passa dos 32°C.

Em Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte), o clima segue semelhante ao da Capital. As mínimas ficam entre 20°C e 23°C. Já as máximas vão de 33°C a 38°C. Pode chover todos os dias.

Cáceres (225 km a Oeste) terá dias mais quentes que Cuiabá. Na cidade, as mínimas vão de 21°C a 25°C. Já as máximas variam de 34°C a 41C. O céu fica com muitas nuvens carregadas e pode chover isoladamente todos os dias.

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A previsão do tempo para Sinop (500 km ao Norte) é de pancadas de chuvas durante todo o fim de semana. O clima segue quente, com mínima girando em torno de 23°C e máximas também com pouca variação, de 34°C a 36°C.

Rondonópolis (215 km ao Sul) tem mínimas de 21°C a 24C. Já as máximas vão de 32°C a 3°C.

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