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Parceiros de crime, lobista do VLT tinha “Paixão Ilimeted” por doleira

Relatório da PF identificou relação de amor e “negócios ilícitos” de Rowles Magalhães e Nelma Kodama

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O lobista Rowles Magalhães, preso na última terça-feira (19) durante a operação “Descobrimento”, encontrava espaço na agenda para viver um romance com a doleira Nelma Kodama – sua parceira no amor e também no tráfico internacional de drogas, conforme as investigações da Polícia Federal.

A operação “Descobrimento”, deflagrada pela PF, revelou a existência de uma quadrilha que “abastecia” o continente europeu com cocaína. Em fevereiro de 2021, agentes federais flagraram 595 KG da droga num jatinho, fretado pelo bando, que realizou uma escala para manutenção na cidade de Salvador (BA).

Rowles Magalhães, advogado e apontado como lobista do veículo leve sobre trilhos (VLT), projeto bilionário que deveria atender Cuiabá e Várzea Grande, e nunca saiu do papel, e Nelma Kodama, a primeira delatora da operação “Lava Jato”, e que atua como doleira, foram apontados pelas investigações como integrantes do 1ª escalão da quadrilha.

Entre uma remessa e outra de cocaína para a Europa – as investigações apontam que o esquema vem ocorrendo desde pelo menos o ano de 2020 -, Rowles e Nelma cultivavam sua relação amorosa. Na apreensão do celular do lobista, a amante era registrada no aparelho com o nome de “Paixão Ilimeted”. O termo é uma alusão a palavra da língua inglesa “unlimited”, ou seja, “Paixão Ilimitada”.

“Nelma Mitsue Penasso Kodama, segundo as investigações, é doleira e mantinha um caso amoroso com o investigado Rowles Magalhães (registrada na agenda de Rowles com o nome de Paixão Ilimeted). Ela já participava, juntamente com Rowles e outros integrantes da ORCRIM, de remessas de drogas ao exterior, muito antes do episódio, envolvendo o entorpecente encontrado na aeronave objeto do flagrante no Aeroporto de Salvador/BA”, diz trecho das investigações.

Um dos episódios narrados pela Polícia Federal entre o ex-casal ocorreu em junho de 2020. Ambos conversavam sobre uma remessa de cocaína avaliada em R$ 3 milhões para a Europa, e que Nelma Kodama permaneceria em cárcere privado, num local não revelado nos autos da operação “Descobrimento”, até a chegada dos entorpecentes ao destino. A PF explicou que essa é uma prática comum das quadrilhas de tráfico de drogas.

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“Fica demonstrado uma técnica utilizada pelas ORCRIMs [organizações criminosas], ou seja, quando um grupo, responsável pelo transporte da droga, recebe o entorpecente, um dos seus membros ficam custodiados (presos em cárcere privado) em determinado local até a entrega da droga no local indicado pela ORCRIM”, explica a PF.

O cárcere privado submetido a doleira acabou “separando” momentaneamente o casal, fazendo com que Rowles Magalhães esperasse na casa da amada, que reclamou das condições do local em que permaneceu “presa”. “Ainda no dia 07/06/20, às 20:28, Kodama informa que chegou na casa onde vai ficar aprisionada. Na sequência, fala que o local é ruim e manda fotos do ambiente onde é possível perceber que é um local é simples”, revela outro trecho dos autos.

Enquanto aguardava a chegada, Rowles reclamou de insônia, sendo orientado por Nelma Kodama que havia um remédio na escrivaninha. Mais tarde, a doleira “tranquiliza” o companheiro, dizendo que em breve deveria ser “liberada” do cárcere.

“No dia 08/06/20, Rowles reclama que não consegue dormir e Kodama aconselha a pegar um remédio na gavetinha da escrivaninha. Por essa mensagem percebe-se que o Rowles estava na casa da Kodama e que ela está fora de casa, possivelmente porque ela ainda está aprisionada pelos membros da ORCRIM. Mais tarde Kodama informa que logo estará em casa, possivelmente porque vai ser libertada pela ORCRIM em razão da entrega da droga”.

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OPERAÇÃO DESCOBRIMENTO

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação “Descobrimento”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de cocaína.

Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco. Em Portugal, com o acompanhamento de policiais federais, a polícia portuguesa cumpre três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga.

As investigações tiveram início em fevereiro de 2021, quando um jato executivo Dassault Falcon 900, pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo, pousou no aeroporto internacional de Salvador/BA para abastecimento. Após ser inspecionado, foram encontrados cerca de 595 kg de cocaína escondidos na fuselagem da aeronave.

A partir da apreensão, a Polícia Federal conseguiu identificar a estrutura da organização criminosa atuante nos dois países, composta por fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares (responsáveis pela abertura da fuselagem da aeronave para acondicionar o entorpecente), transportadores (responsáveis pelo voo) e doleiros (responsáveis pela movimentação financeira do grupo).

As medidas judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Salvador/BA e pela Justiça portuguesa. A Justiça brasileira também decretou medidas patrimoniais de apreensão, sequestro de imóveis e bloqueios de valores em contas bancárias usadas pelos investigados.

No curso das investigações, a PF contou com a colaboração da DEA (Drug Enforcement Administration – Agência norte-americana de combate às drogas), da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária Portuguesa e do Ministério Público Federal.

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Motorista envolvido em acidente que matou uma pessoa se apresenta à polícia em Barra do Garças

O condutor se apresentou espontaneamente acompanhado por um advogado.

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O motorista do veículo Chevrolet Celta que se envolveu no trágico acidente com uma motocicleta Honda CG 150 Titan, na tarde de domingo (26), nas confluências dos bairros Tamburi e Ouro Fino, em Barra do Garças, que resultou na morte de uma mulher de 44 anos, se apresentou na 1° Delegacia da Polícia Civil na tarde desta segunda-feira (27).

Após o acidente, o homem abandonou o local, deixando o veículo visivelmente avariado pela colisão.

A motociclista Maria de Jesus Oliveira Cardoso, chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, porém, não resistiu e foi à óbito.

Após o acidente, a equipe de investigadores da 1°DP identificou a pessoa cujo veículo está registrado em seu nome, e a partir dessa informação, foi possivel identificar a pessoa que estava conduzindo o carro.

A investigação concluiu que no veículo estavam duas pessoas, sendo o motorista e uma criança de aproximadamente 8 anos, porém, antes de ser localizado, o condutor se apresentou espontaneamente acompanhado por um advogado.

Com algumas escoriações pelo corpo em razão do acidente, o homem de 35 anos que trabalha como pintor, relatou que a motociclista entrou bruscamente no cruzamento, e que ele não conseguiu frear, alegando que tentou virar o carro na tentativa de evitar o acidente, porém, não conseguiu.

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Relatou ainda que após a colisão, pediu a uma pessoa que acionasse o Corpo de Bombeiros e deixou o local com o filho que o acompanhava.

O homem que é habilitado, confirmou que o veículo lhe pertence, e após ser ouvido foi liberado. Por se tratar de crime culposo, a legislação não prevê prisão provisória.

O delegado Pablo Borges é o responsável pelo inquérito.

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