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Policial denuncia uso político de promoção para coronel e pede CPI na Assembleia

Segundo o denunciante, promoção para o cargo de coronel estaria sendo utilizada para apadrinhar aliados políticos

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Um membro da Polícia Militar procurou a reportagem do Estadão Mato Grosso neste sábado (21) para denunciar um suposto aparelhamento político da instituição. Segundo ele, a promoção para o cargo de coronel está sendo utilizada com fins políticos, o que tem desmotivado oficiais de carreira com mais experiência e que efetivamente comandam a tropa no combate à criminalidade.

Em conversa com a reportagem, o militar pediu a abertura de uma CPI da Promoção na Assembleia Legislativa, para investigar o aparelhamento político da Política Militar. O denunciante pediu para não ser identificado, por medo de sofrer represálias.

“Muita sacanagem com a classe de oficiais superiores que trabalham duro uma carreira inteira para serem totalmente desconsiderados no final de suas jornadas”, afirmou.

Segundo o denunciante, mais de 20 candidatos à promoção por merecimento deixaram de apresentar a documentação necessária para concorrer ao cargo porque perceberam o viés político da nomeação. A suspeita foi levantada após uma mudança repentina na ficha de inscrição para a disputa.

“Está uma revolta geral entre os concorrentes, porque o Cmte Geral da PMMT, que agora está com um viés político e tem mostrado intenção clara em ser candidato a deputado, colocou na lista oficiais muito novos e que não têm experiência ainda pra ser Coronel apenas por que são seus cabos eleitorais, em sua maioria oficiais que mal comandaram alguma coisa na instituição”, disse.

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“Muitos concorrentes nem participaram do processo por saberem que é tudo cartas marcadas, já que ele mesmo nomeia a comissão e assim decide a lista como bem entende com seus apadrinhados”, completou.

OUTRO LADO – Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o processo de promoção ao posto máximo da corporação, a patente de coronel, respeita os critérios estabelecidos na legislação. Afirma ainda que, no último processo, havia mais de 100 candidatos, mas alguns não teriam se interessado em preencher a documentação ou não preencheram todos os requisitos e, por isso, foram desclassificados.

Sobre a suposta candidatura do comandante-geral, a assessoria da PM informou que não procede a informação de que ele esteja trabalhando para se eleger e tem negado publicamente todas as vezes que é questionado.

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA:

A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso vem a público esclarecer que o processo promocional transcorre internamente de acordo com a legislação vigente a respeito (Lei Complementar n. 555/14, Lei n. 10.076/14, Decreto n. 2268/14 e suas alterações).

A promoção ao último posto da corporação ocorre pelo critério de merecimento e contava atualmente com mais de 100 candidatos habilitados. Alguns oficiais não preencheram os requisitos e não se interessaram em apresentar a documentação, por isso, foram naturalmente desclassificados.

A PMMT responderá qualquer recurso impetrado a respeito nos termos da legislação promocional.

Quanto a uma suposta candidatura do comandante-geral, este sempre que questionado responde negativamente.

A corporação se coloca a disposição para sanar qualquer duvida que possa de alguma forma denegrir a imagem da instituição que zela pela honra em servir a população mato-grossense.

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Em 48h, 2º DJ é executado em Sinop; filha de 10 anos leva tiro na boca

Vítima estava chegando em casa com a filha e a esposa quando foi surpreendida pelos atiradores

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m dois dias, segundo DJ é executado em Sinop ( a 500 de Cuiabá). Renê Souza, de 30 anos, foi assassinado no final da noite desta quinta (25) quando chegava na casa dele, na rua João Pedro Moreira de Carvalho, no bairro Menino Jesus I.  A filha, de 10 anos, que estava sendo levada pela vítima, foi atingida por um disparo na boca.

Segundo informações da Polícia Militar, o crime foi registrado por volta das 23h30. O Corpo de Bombeiros foi acionado mas apenas constatou que o DJ estava morto. Já a filha socorrida por familiares até o Hospital Regional.

Renê era DJ e tinha um comércio no bairro. Ele estava chegando em casa com a filha e a esposa quando foi surpreendido pelos atiradores. A perícia criminal constatou que ele foi atingido com pelo menos sete tiros no braço, perna, costas e cabeça.

DJ Renê é o segundo músico assassinado em menos de uma semana. Na madrugada de quarta (24), dois homens, usando capuz, mataram DJ André Master em uma tabacaria no Jardim Violetas. A vítima e uma mulher foram atingidos pelos disparos. A mulher foi socorrida com um disparo na nádega e continua internada. A Polícia Civil investiga o crime.

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