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Quadrilha da soja com areia praticou 75 golpes com cargas durante 2 anos em MT

Um dos alvos tentou impedir a entrada dos policiais e foi algemado

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A Polícia Civil investiga ao menos 75 furtos e alterações de carga que teriam sido praticados pelos alvos da Operação Grãos de Areia entre dezembro de 2020 e março de 2021. O grupo mirava em cargas de soja e de farelo de soja. A relação de interrogatórios formulada para o empresário Walter Trabachin Junior, um dos presos na operação, confirma 65 furtos, mas a reportagem confirmou outros 10. O grupo é investigado por prejuízo superior a R$ 22,5 milhões causado pelos golpes.

As investigações apontam que, após o furto, a carga era adulterada nas empresas TB Transportes de Cargas LTDA, LP Armazéns, TGA Comercio de Graos Eireli e LM Transportes. Para fazer a retirada, segundo as investigações, o grupo retirava de 5 a 10 toneladas da carga e a substituía por areia, por meio do processo conhecido como “vira”.

A adulteração era feita com a retirada de cinco a 10 toneladas da carga. Em seu lugar era adicionada areia, por meio do processo conhecido como “vira”. Em seguida, essa carga adulterada era encaminhada ao terminal ferroviário da Rumo Logística, vítima da fraude.

Funcionários desta empresa também estariam envolvidos, sendo atraídos mediante vultosos pagamentos para fazer ‘vista grossa’ às cargas adulteradas, chancelando sua exportação.

O classificador era conivente com a fraude e aprovava a mercadoria. As investigações apontam que, quando não conseguiam atrair seus alvos apenas mediante propina, agiam como máfia, chegando a fazer graves ameaças para ‘convencê-los a colaborar’.

Até o momento, as investigações apontam a participação de 30 agentes no esquema, entre empresários de transporte e comércio de grãos, agenciadores, motoristas de caminhão e funcionários da empresa vítima.

RESISTÊNCIA

Os documentos aos quais o FOLHAMAX teve acesso mostram que o empresário Walter Trabachin Junior tentou impedir a entrada dos policiais em sua residência na quinta-feira quando a operação foi deflagrada. Os policiais precisaram conversar com ele para autorizar a entrada. Walter foi algemado para garantir a segurança dele e dos policiais que cumpriam as ordens judiciais.

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Ele é investigado por furto qualificado, estelionato e por integrar organização criminosa. Walter passou por audiência de custódia nesta quinta-feira. A Justiça recebeu parecer favorável à manutenção de sua prisão, assinado pela promotora Rhyze Lúcia Cavalcanti de Morais.

O CASO

A operação Grãos de Areia foi deflagrada na manhã desta quinta-feira pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis (Derf-Roo) e Gerência de Combate ao Crime Organizado. Ao todo, foram expedidos 88 mandados, sendo 25 de prisão preventiva, 32 de busca e apreensão e 31 de sequestro de bens. Lista divulgada mostra que ao todo foram 39 alvos de mandados.

A operação teve por objetivo desbaratar uma organização criminosa voltada para crimes de furto qualificado, estelionato e fraude na entrega de cargas a região sul do estado.

De acordo com as investigações, o esquema era constituído de dois tipos de crime. No primeiro tipo, integrantes do grupo criminoso carregavam farelo de soja em uma empresa situada em Primavera do Leste com destino ao terminal ferroviário, em Rondonópolis.

Contudo, ele não seguia para seu destino, mas para outra empresa, ligada ao esquema. Lá, o veículo era descarregado.

Ao mesmo tempo, a carreta era clonada e ‘sua cópia’ seguia com a carga adulterada para o terminal. O produto era descarregado então para a exportação com a conivência de funcionários envolvidos no esquema.

Essa carga adulterada contava com areia no lugar do produto, do qual de 5 a 10 toneladas eram retiradas. Esse produto furtado era revendido a valores abaixo do preço de mercado, gerando lucro aproximado de R$ 100 mil por carga desviada.

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Já no segundo tipo de crime, a organização aliciava motoristas que faziam transporte de todo o estado. Esses motoristas levavam o veículo às empresas investigadas, onde as cargas eram adulteradas. Só então os motoristas seguiam viagem ao terminal ferroviário.

Ao todo, 14 pessoas foram presas preventivamente. A polícia também fez a apreensão de armas de fogo, munições, computadores, cabeças de gado, joias, dinheiro e 18 veículos. Ao todo foram cumpridas 88 ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens.

Durante as buscas domiciliares foram apreendidos dois tratores, dois semirreboques, duas pás-carregadeiras, cinco camionetes (duas S-10 e quatro Hilux), dois veículos de luxo (uma Ranger Rover e um Chevrolet Camaro), além de um Toyota Corolla, um Fiat Palio, um barco e uma motocicleta 1.000 cilindradas.

Também, duas armas de fogo (uma pistola 9 mm e um revólver calibre 32), mais de 100 munições (84 calibre 9 mm e 21 calibre 32), computadores, notebooks, bloqueadores de sinal, chaves de veículos, joias e mais de R$ 22,6 mil em dinheiro, além de 99 cabeças de gado que estão entre os bens sequestrados.

Dois alvos dos mandados de prisão ainda foram autuados em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo.

Em um dos alvos, a polícia constatou que em curto período a empresa adquiriu areia suficiente para construir um prédio de 30 andares, mesmo não sendo do ramo de Engenharia Civil.

OUTRO LADO

A reportagem entrou em contato com os advogados do empresário Walter Trabachin Junior solicitando um posicionamento sobre o caso. A defesa afirmou que manteria contato com seu cliente e não deu nenhum outro posicionamento.

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Moradora do bairro Pitaluga é presa por atear fogo na própria casa tentando se matar

Policiais arrombaram a porta e em meio ao fogo e a intensa fumaça, retiraram a mulher do interior da casa

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O incêndio que destruiu uma casa no bairro Pitaluga em Barra do Garças, na tarde de domingo (14), resultou na prisão de uma mulher de 26 anos, moradora do imóvel.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar como lesão corporal, tentativa de suicídio, dano e incêndio.

A PM foi acionada com a informação inicial de uma situação de violência doméstica, envolvendo a mulher e o marido, de 34 anos.

No local a esposa afirmou que houve uma discussão entre o casal, que resultou em luta corporal e que ela havia quebrado o veículo do marido e ateado fogo nas roupas dele.

De acordo com a polícia, ao ser comunicada que seria levada à delegacia para a elaboração do boletim de ocorrência, a mulher colocou um saco de cimento na porta, sob o pretexto de trancar a casa, momento que a equipe percebeu muita fumaça que saía pelo telhado do quarto do casal.

Os militares constataram que a moradora havia colocado fogo no colchão e tentava incendiar outros cômodos da residência.

Segundo o boletim de ocorrência, ela levou alguns filhotes de cães para o quintal e em uma suposta tentativa de suicídio retornou para dentro da casa em chamas.

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Os policiais arrombaram a porta e em meio ao fogo e a intensa fumaça, retiraram a mulher do interior da casa, mesmo diante da resistência que ela ofereceu para não sair.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas, antes que outras casas fossem atingidas.

De acordo com a polícia, a mulher apresentava algumas lesões pelo corpo, provocadas pela vias de fato com o marido.

Polícia Civil e Politec estiveram na residência.

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