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O ex-ministro da Defesa cobra uma reação enérgica das instituições democráticas: ‘Não foi uma transgressão casual. Isso foi planejado’

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A decisão do comando do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por comparecer a um ato político e eleitoreiro ao lado do presidente Jair Bolsonaro marca um ataque à integridade da essência das Forças Armadas. Representa, ainda, motivo de preocupação quanto à escalada de um processo de politização nos quartéis. A análise é de Celso Amorim, que chefiou o Ministério da Defesa no primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff.

“Gravíssima a situação. O Exército é uma instituição do Estado, não do governo. Então, as pessoas ali têm que obedecer a Constituição, a lei e os regulamentos. O que houve, obviamente, foi um desrespeito ao regulamento, como o Mourão, um general de quatro estrelas, disse”, afirmou Amorim em entrevista a CartaCapital.

Em 24 de maio, um dia depois de Pazuello participar da manifestação com Bolsonaro no Rio de Janeiro, o vice-presidente Hamilton Mourão declarou que uma punição ao ex-ministro da Saúde seria “provável”. Nesta quinta-feira 3, pouco depois de o Exército salvar Pazuello, Mourão disse que não comentaria o desfecho “por uma questão de disciplina intelectual”. Para Amorim, “ao dizer isso, ele já comentou”.

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“Ser isento de qualquer consequência deixa uma enorme preocupação com a situação do País, porque, na realidade, as Forças Armadas, além da missão de defender a Pátria, são a força de última instância, não para arbitrar, mas para que os Poderes constituídos possam agir em defesa da ordem democrática”, avalia o ex-ministro da Defesa.

“Se houver uma situação no Brasil similar ao que foi a invasão do Capitólio, você não tem a quem recorrer. É uma hipótese, não estou dizendo que vai ocorrer. Vai ser a força da delinquência se fazendo presente. É uma situação em que não apenas a integridade das Forças Armadas é ameaçada, mas a integridade das instituições democráticas. É muito grave”.

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DEM busca 5 cadeiras na Assembleia e 2 na Câmara

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Além de reeleger o governador Mauro Mendes, o presidente municipal do Democratas (DEM) e secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Beto Dois a Um, antecipou que a sigla trabalha para tentar conquistar 5 cadeiras na Assembleia Legislativa e 2 na Câmara de Deputados nas eleições de 2022. Nesta semana, o gestor comentou sobre as articulações políticas e enfatizou que a legenda tenta estruturar uma chapa forte para o próximo pleito.
“Vamos trabalhar para construir uma chapa forte para eleger 5 deputados estaduais e 2 deputados federais. Vamos manter o DEM no trilho da boa política para fazer o diálogo com a sociedade”, disse.
No mês passado, lideranças Democratas se reuniram pela primeira vez para debater sobre as eleições de 2022. O encontro aconteceu após forte pressão dos irmãos Júlio e Jayme Campos, que são os principais protagonistas da base executiva da legenda.

Na ocasião, além de discutirem sobre a estruturação da chapa de deputados federais e estaduais, os dirigentes também debateram sobre a eventual reeleição do governador Mauro Mendes (DEM). “Ficou estabelecido que vamos caminhar fortemente para que o governador saia candidato à reeleição, entendemos que os números dessa gestão vem trabalhando e os resultados que ela vem dando são o maior cabo eleitoral para o governador”, complementou.

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Por fim, Beto disse ainda que o partido não pensa em lançar candidato para a disputa ao Senado, justamente por já ter o senador Jayme Campos como representante do partido em Brasília. Com isso, a legenda prevê fechar uma aliança política para apoiar um outro nome.

“Eu imagino que talvez a vaga do Senado venha por uma composição pra que a gente amplie nosso arco de alianças aí”, finalizou.

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