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CUT e coletivo de cristão repudiam retirada de outdoors contra Bolsonaro

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A Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso (CUT-MT) e o Coletivo Cristãos e Política emitiram notas de repúdio às ações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que impediram campanha contra o chefe de Estado veiculada em outdoors da cidade de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá).

Em seu comunicado, a CUT prestou solidariedade à vereadora Graciele Marques dos Santos (PT), que recebeu ameaças após grupos pró-governo terem a associado à instalação das mensagens contra Bolsonaro.

“A CUT-MT denuncia que tais ataques são o mais puro reflexo de grupos que se guiam fanaticamente pela narrativa recorrente do Presidente da República e que, sem qualquer cerimônia, se manifestam com violência a qualquer que se oponha ao seu “deus” Bolsonaro”, cita trecho da nota.

Já no comunicado emitido pelo Coletivo Cristão e Política, o grupo apontou que as pessoas contrárias ao ato agem de forma “covarde e criminosa”, uma vez que atuariam contra a “liberdade de manifestação, expressão e opinião”.

“Repudiamos ainda toda forma de violência, de censura, de perseguição, de discriminação, de abuso de poder e de uso da Fé em Cristo Jesus com fins de opressão, repressão, exclusão e segregação social, política, econômica, de classe social, raça e religião”, apontou o grupo.

Os outdoors começaram a ser instalados no município na manhã de quinta-feira (27), com dizeres como “Cemitérios cheios, geladeiras vazias; governo ruim não salva vidas nem a economia”. Contudo, após intimidação de grupos pró-Bolsonaro, os outdoors foram retirados.

Veja a nota da CUT

“A Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso (CUT-MT) vem a público externar repúdio aos ataques proferidos contra a professora Graciele Marques dos Santos (PT), vereadora destacada do município de Sinop, em Mato Grosso. 

As ameaças se deram quando movimentos sociais e instituições da cidade se propuseram a colocar outdoors em diversos locais no município, com mensagens denunciando a negligência do governo federal frente à pandemia no país.

Grupos antidemocráticos, sem qualquer respaldo na realidade, atribuíram equivocadamente à vereadora Graciele a autoria da iniciativa e, além de praticarem atos de vandalismo destruindo os outdoors, ainda lançaram contra a parlamentar todo tipo de ofensas, incluindo ameaças de morte.

A CUT-MT denuncia que tais ataques são o mais puro reflexo de grupos que se guiam fanaticamente pela narrativa recorrente do Presidente da República e que, sem qualquer cerimônia, se manifestam com violência a qualquer que se oponha ao seu “deus” Bolsonaro.

O ato de destruir outdoors que continham mensagens anti-governo e ainda, as ameaças feitas sem mostrar o nome – típico da covardia fascista que quer sempre ir comendo pelas beiradas – apenas serve para arregalar nossos olhos, a crise em que estamos inseridos, seja ela política, econômica e social.

Seguiremos firmes, nos mantendo alertas e atuantes na constituição da resistência em favor da democracia neste país. Não nos intimidaremos e nem permitiremos que uma parlamentar, democraticamente eleita, seja ameaçada por grupos que refletem as características de seu líder Bolsonaro: autoritário, fascista, negacionista, racista, misógino, homofóbico e genocida. Este mesmo que conduz a crise sanitária de modo irresponsável e criminoso, acentua a crise econômica e cria uma crise política desnecessária, afetando de modo perverso os mais vulneráveis, com táticas diversionistas que enfraquecem as poucas medidas disponíveis para a contenção da covid-19.

À professora Graciele e sua família, manifestamos toda nossa solidariedade e apoio ao exercício parlamentar que a vereadora desenvolve no município.

O Brasil não tolerará mais um caso de violência política contra aqueles que, eleitos de forma soberana, fazem da função pública um espaço de defesa de ideias nobres e caras a toda a humanidade.

Defendemos a democracia e o respeito às mulheres! Vereadora Graciele, estamos com você!

Henrique Lopes – Presidente da Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso”.

Confira a nota do Coletivo Cristãos e Política

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“O Coletivo Cristãos e Política, formado por evangélicos/as de várias denominações residentes em diversos municípios de Mato Grosso e de outros estados, vem à público manifestar seu repúdio e veemente protesto contra a ação truculenta, violenta e criminosa de defensores do senhor Jair Messias Bolsonaro na cidade de Sinop -MT que, de forma covarde e criminosa, vem atuando contra a LIBERDADE DE MANIFESTAÇAO, EXPRESSÃO E DE OPINIÃO de cidadãos, profissionais da educação e militantes partidários que discordam da gestão do atual ocupante do cargo de Presidente da República do Brasil.

Os ataques contra direitos constitucionais e as liberdades cidadãs democráticas são inaceitáveis e devem receber das autoridades competentes do Ministério Público e Judiciário, uma resposta imediata a fim de que tais práticas não se alastrem ainda mais, deflagrando outros focos de violência e crimes contra indivíduos, empresas e contra o Estado Democrático de Direito.

Diante do absurdo da violência dos atos praticados pelos partidários do senhor Jair Bolsonaro, inclusive por parte daqueles que se declaram Cristãos e que divergem em comportamento e atitudes do próprio Jesus Cristo agindo para envergonhar o Evangelho em todos os seus princípios. Nós, discípulos do Cristo Jesus, O Cordeiro de Deus, aquele que prega a paz entre os homens, o respeito a vida, a Liberdade verdadeira, o livre exercício da fé, o respeito às diferenças e a igualdade entre os povos, nos solidarizamos e manifestamos nosso total apoio às vítimas das arbitrariedades nas figuras institucionais da Liga das Mulheres pela Adufmat (sindicado dos professores da UFMT),  Adunemat (sindicato dos professores da Unemat) e da vereadora  professora Graciele.

Repudiamos ainda toda forma de violência, de censura, de perseguição, de discriminação, de abuso de poder e de uso da Fé em Cristo Jesus com fins de opressão, repressão, exclusão e segregação social, política, econômica, de classe social, raça e religião.

Que a Paz e a Graça de Jesus Cristo seja com todos os homens de boa vontade”.

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Max critica candidatura de ministro “forasteiro” ao Senado em MT

Deputado diz que Estado possui bons nomes para disputa e não vê chance para Tarcísio de Freitas

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), criticou a possibilidade aventada nos bastidores de o ministro dos Transportes, Tarcísio de Freitas, sair candidato ao Senado por Mato Grosso nas eleições de 2022.

 

Em entrevista ao Estadão nesta semana, Tarcísio confirmou que pode sair candidatar por Mato Grosso. No próximo ano, apenas uma vaga estará disponível.

“Nada contra a pessoa do ministro. Eu o respeito, mas trazer alguém de outro Estado, de fora de Mato Grosso para ser candidato no nosso Estado? Não vejo essa possibilidade, não acredito nisso”, afirmou.

“E o meu posicionamento será contra qualquer encaminhamento nesse sentido”, acrescentou.

 

Ainda que Tarcísio não seja do seu grupo político, Russi diz ser contra a ideia porque o Estado possui bons quadros em diversos partidos com capacidade suficiente para disputar a vaga, sem a necessidade de “importar” um nome de fora para representá-lo.

 

“Sinceramente, acho que teremos bons candidatos. Temos mais de 3 milhões de mato-grossenses, mais de 1,5 milhão de mato-grossenses com condições de disputar o Senado”, disse.

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“[São pessoas] que moram em Mato Grosso, que gastam no mercado em Mato Grosso, que ajudam no progresso do Estado. E qualquer uma dessas pessoas pode ser candidata ao Senado, ao Governo, a deputado, a qualquer cargo”, pontuou.

 

Candidato bolsonarista

 

O ministro Tarcísio de Freitas já admite que deverá disputar as eleições de 2022 apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele estaria aguardando a filiação do presidente a uma legenda para seguir o mesmo destino.

 

A ideia é que ele concorra por São Paulo ou algum estado cuja economia esteja atrelada ao agronegócio, como é o caso de Mato Grosso e Goiás.

 

Em Mato Grosso, até então o nome do deputado federal José Medeiros – que é vice-líder do Governo na Câmara Federal – era defendido pelo presidente para a disputa ao Senado.

 

Ao MidiaNews, porém, ele afirmou que se Tarcísio sair candidato no Estado, poderá fazer uma “dobradinha” bolsonarista e concorrer ao Palácio Paiaguás.

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