Política

Lúdio: “Fusão de siglas mostra que terceira via é discurso falso”

Para o petista, as grandes oligarquias estão no Poder e vê vantagem para o PT nas eleições 2022

Publicados

Política

O deputado estadual petista Lúdio Cabral afirmou que o surgimento do União Brasil mostra que a chamada terceira via não existe no País. E segundo ele, este movimento será benéfico para o PT na disputa à presidência da República em 2022.

A nova sigla nasceu da fusão do PSL, que elegeu o presidente Jair Bolsonaro, com o DEM, do qual faz parte o ex-ministro e presidenciável Luiz Henrique Mandetta.

Segundo o parlamentar, o nascimento da nova sigla deixa claro com quem o PT está disputando o poder no País: grandes oligarquias.

“A fusão só fortalece o PT. Porque fica claro com quem nós disputamos o País. Fica claro que esse discurso de terceira via é falso. Só reforça quem de fato governa o País de hoje e as mudanças que de fato precisamos organizar”, afirmou.

A fusão só fortalece o PT. Porque fica claro com quem nós disputamos o País. Fica claro que esse discurso de terceira via é falso

“O capital financeiro são as oligarquias que governam o País mesmo com esse presidente da República que esta aí, que é utilizado como fantoche – a partir desse comportamento agressivo em relação à democracia e ao discurso do ódio – para desviar nossa atenção, para a boiada continuar passando”, emendou.

Leia Também:  TRE nega pedido de Selma para inserir presidente do TJ em ação

O parlamentar foi questionado pela imprensa sobre a quem ele se referia quando citou “quem de fato governa o Brasil”. Lúdio respondeu que “são os interesses do Capital financeiro”.

“São as oligarquias instaladas nos Estados. Os muitos ricos governam o País e Mato Grosso. Aqui a gente tem já como fato e evidência. Por exemplo, o Governo Mauro Mendes é uma correia de transmissão do Governo Bolsonaro”, criticou.

União Brasil

A criação da nova legenda foi aprovada pelo dois partidos na quarta-feira (6). Agora, será formada uma comissão instituidora, que enviará o processo de fusão ao TSE.

A expectativa é que o partido seja oficializado pela Justiça até fevereiro e já tenha número nas urnas nas eleições do ano que vem.

O União Brasil nasce com 81 deputados federais e se tornará a maior bancada da Câmara Federal, desbancando o PT que, desde 2010, ocupa o posto.

Em Mato Grosso, o cenário se repetirá e a nova sigla terá também a maior bancada, com seis parlamentares: quatro do PSL e dois do DEM.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Guedes pediu demissão, mas Bolsonaro tenta demovê-lo, diz jornalista

Publicados

em

O jornalista Vicente Nunes acaba de publicar em seu blog no Correio Braziliense que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu demissão do cargo a presidente Jair Bolsonaro.

O pedido foi feito na quinta-feira (21) durante uma pesada discussão entre o ministro e o presidente.

Guedes falou muitos tons acima do normal e disse que não aceitaria as manobras feitas pelo governo, à sua revelia, para furar o teto de gastos a fim de bancar o Auxílio Brasil de R$ 400.

O pedido de demissão de Guedes foi confirmado por quatro interlocutores ouvidos pelo blog de Vicente Nunes.

Foi feito logo depois de o ministro ser comunicado por quatro auxiliares de que não ficariam no governo diante da farra fiscal para tentar reeleger Bolsonaro.

Deixaram o Ministério o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.

Guedes está se sentido desmoralizado, segundo amigos próximos. Não está descartada que a sua demissão seja formalizada nesta sexta-feira (22) ou ao longo da próxima semana.

Leia Também:  Tentaram me matar politicamente, desabafa Pedro Taques

O ministro diz que chegou ao limite, pois as mudanças propostas pelo governo para o teto de gastos são inaceitáveis.

A situação está tão tensa no Ministério da Economia, que nem a agenda de Guedes foi divulgada.

A única informação é de que ele está em compromissos internos. Interlocutores de Bolsonaro estão sondando nomes para o lugar de Guedes.

No Ministério da Economia, pouca gente acredita que um nome de peso aceite assumir o comando da política econômica com Bolsonaro enlouquecido com a reeleição.

Para se ter um ideia da desconfiança em relação ao governo, Guedes, inclusive, está com dificuldades para preencher os quatro postos abertos em sua equipe.

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

PAU E PROSA

POLICIAL

CIDADES

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA