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Pastor critica Bolsonaro em Cuiabá: “se tivesse vindo encontrar familiares de vítimas da Covid receberia meu apoio”

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Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL), acompanhado de grandes líderes religiosos e políticos de todos os cargos, participava de eventos pomposos em igrejas de Cuiabá na última terça-feira (19), o pastor Teobaldo Witter, 71, foi orar. Não se encontrava no “Grande Templo” e nem no auditório da “Comunidade das Nações”, mas sim em uma igreja Luterana em um bairro pobre da capital. Ali, pediu que Deus “continuasse misericordioso” e perdoasse quem havia sido levado pela “emoção, pelo vento e pelas ondas do momento” e se envolvido em um “ato duvidoso”. Para ele, que é pastor há 45 anos, a visita do presidente não soou bem.

Witter é também mestre em Teologia, pela Escola Superior de Teologia (RS), pedagogo e Doutor em Educação, pela Universidade Federal de Mato Grosso, e usa seu tempo para ajudar os aflitos, fazendo atividade pastoral no Hospital de Câncer. Em sua opinião, a visita de Bolsonaro poderia ter tido também o mesmo sentido e o presidente poderia, por exemplo, ter ido visitar os familiares de milhares de vítimas da Covid-19, ou mesmo dos tantos despejos causados pela inflação galopante.

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“Se o presidente tivesse vindo para Cuiabá para se encontrar com familiares das vítimas da Covid-19 e das vítimas de despejos, aí ele iria reunir muito mais gente do que essa turma de puxa-sacos que o recepcionou.  E receberia meu apoio. Mas, como ele fez o contrário, eu fui orar”, contou o pastor ao Olhar Direto.

Bolsonaro visitou Cuiabá na terça-feira (19) a convite do pastor Silas, da Assembleia de Deus. Na capital, desfilou em carro aberto seguido de motociata, participou do lançamento da ‘Marcha para Jesus’ na igreja Comunidade das Nações, foi até a formatura de cerca de 500 policiais militares no Comando Geral – onde defendeu o excludente de ilicitude – e, por fim, participou da 45ª Convenção das Assembleias de Deus no Brasil.

No último compromisso, Bolsonaro chegou ao lado de um “pelotão” político: governador Mauro Mendes, o Ministro-chefe da secretaria geral da presidência da república General Luis Eduardo Ramos, o General Braga Neto, os senadores Wellington Fagundes, Marco Rogério, Carlos Viana, Zequinha Marinho; os deputados federais Carla Dickson, Dr. Leonardo, Dr. Jaziel, Geovana de Sá, Jorielson, José Medeiros, Léo Mota, Nelson Barbudo, Neri Geller, Antônio de Paula, pastor Eurico, pastor Gil, pastor Marcos Feliciano, pastor Paulo Freire Costa, pastor Sócere Cavalvante; os deputados estaduais Gilberto Cattani e Thiago Silva, além de Cidinho Santos e Silas Malafaia.

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Projeto do Governo vai vetar uso de emendas em shows nacionais

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O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira (27) que vai encaminhar para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que proíbe a destinação de emendas parlamentares para shows nacionais em Mato Grosso.

A polêmica que ficou nacionalmente conhecida como “CPI do Sertanejo”, veio à tona após a revelação dos valores milionários pagos com dinheiro público para contratação de cantores nacionais. O Ministério Público Estadual (MPE) abriu investigações sobre o caso.

“Vou mandar para a Assembleia essa semana um projeto de lei para a gente normatizar um pouco essa história, até para acabar um pouco com essas confusões. Tem dado muita polêmica, acho que é bom fazer um freio de arrumação nesse negócio”, afirmou.

De acordo com o governador, o projeto visa limitar o uso das emendas parlamentares da área da Cultura para artistas locais.

O projeto vai limitar esses recursos da cultura aos artistas mato-grossenses. Se alguém quer fazer um show nacional, ok. Pode fazer, ninguém vai ficar proibindo de fazer. Agora, o dinheiro público mato-grossense é para apoiar os artistas mato-grossenses, a cultura mato-grossense”, explicou.

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Questionado, o governador negou que a proposta seja populista com vista à sua eventual reeleição.

“Eu falo como governador e tenho responsabilidades. Quando era prefeito e não fui para a reeleição, até o último dia do meu mandato eu tomava decisões que eu achava que eram corretas”, disse.

“Independente de ser ou não populares, de ser politicamente corretas, possa ganhar ou não voto, eu acho que o apoio à cultura precisa ter, o apoio a projetos culturais é importante, mas nós temos que apoiar cidadãos mato-grossenses, o artista mato-grossense”, acrescentou.

 

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