Política

Silval mandou Nadaf pagar R$ 100 mil a jornalista, diz delegado

Publicados

Política

Midia News

O ex-secretário Pedro Nadaf (Casa Civil) afirmou, em depoimento à Polícia, que os R$ 100 mil entregues por ele aos jornalistas que compõem o grupo Millas Comunicação foram pagos “a mando” do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

A informação foi confirmada ao MidiaNews pelo delegado Anderson Veiga, da Delegacia Fazendária (Defaz), que, na última segunda-feira (21), concluiu inquérito relacionado à Operação Liberdade de Extorsão.

A operação resultou no indiciamento dos jornalistas Antônio Carlos Millas de Oliveira, Max Feitosa Millas, Maykon Feitosa Millas e Naedson Martins da Silva, que permanecem presos.

O grupo é acusado de levantar informações sobre agentes políticos, empresários que detêm contratos com o poder público e pessoas físicas de alto poder aquisitivo, para cometer o crime de extorsão. Os pagamentos variariam de R$ 100 mil a R$ 300 mil.

Os jornalistas Antônio MIllas, Max Feitosa, Maykon Feitosa e Naedson Ramos foram indiciados por extorsão, violação de sigilo funcional e organização criminosa.

“Nos autos, nós tínhamos claro, já sabíamos que o Nadaf tinha entregue os R$ 100 mil aos jornalistas, mas não sabíamos porque isso havia ocorrido. Logo que cumprimos os mandados de prisão, no último dia 12, chamamos o Nadaf para prestar esclarecimentos”, disse Veiga.

Leia Também:  PF cumpre 64 mandados contra Maggi, Assembleia, TCE e Emanuel

“Em depoimento, ele disse: ‘Não vou segurar nada de ninguém’. Foi aí que pedi para ele explicar o motivo desses pagamentos”, relatou o delegado.

Ao ser questionado, Nadaf respondeu que o pagamento dos R$ 100 mil (divididos em três cheques, sendo dois cheques no valor de R$ 30 mil e um no valor de R$ 40 mil) foram feitos a mando do “chefe”.

“Ele usou esse termo ‘o chefe’. Quando perguntei quem era, ele disse: ‘o senhor Silval Barbosa”, afirmou o delegado Anderson Veiga.

Ainda conforme o delegado, os cheques repassados aos jornalistas foram pegos por Nadaf em uma factoring.

Durante depoimento, Nadaf disse que não conhecia o “cara” da factoring e que coube ao ex-procurador do estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, apresentá-lo.

“Eu não conhecia o cara da factoring. Pedi ao Chico Lima pra me apresentar e eu repassei o cheque para os jornalistas”, disse Nadaf, em depoimento.

Segundo o delegado, o ex-governador Silval Barbosa ainda será chamado para prestar esclarecimentos sobre os pagamentos.

A polícia acredita que o grupo agia havia cerca de dez anos. Nos seis meses de investigação, o montante envolvido ultrapassa R$ 1 milhão, mas a polícia crê que o valor seja superior. "Não é fácil alguém ser extorquido e confessar." 

Leia Também:  Por voto, Temer negociou estrada que beneficia fazenda de Maggi

Foram pedidas as quebras dos sigilos bancários dos jornalistas e das empresas. Uma segunda fase da apuração vai analisar documentos, computadores e celulares apreendidos.

Em depoimento, os acusados não confessaram as extorsões, mas, segundo Veiga, afirmaram acessar bases governamentais, como do ISS (Imposto Sobre Serviços) – o que caracteriza violação de sigilo, disse o delegado. Assim, estimavam as movimentações financeiras das empresas.

 

Outro lado

 

O advogado Ulisses Rabaneda, que defende o ex-governador, disse saber do depoimento do ex-secretário, mas não do teor.

"Se ele colocou que o fazia em nome do ex-governador, cabe ao governador esclarecer se for chamado. Desconheço a investigação."

Nota publicada no site do "Centro-Oeste Popular" diz que as acusações a seus diretores e funcionários serão esclarecidas e que os veículos do grupo "sempre se pautaram pela verdade".

"Tem como linha editorial o jornalismo investigativo, o que tem incomodado poderosos do Estado e refletindo constantes ameaças e intimações", diz trecho. (Com informações da Folhapress)

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Eleitor pode regularizar título até 4 de maio

Publicados

em

Os eleitores que precisam regularizar o título eleitoral, solicitar transferência de endereço ou mesmo aqueles que desejam tirar a primeira via do documento, precisam se atentar ao prazo final. Esses procedimentos e qualquer outra alteração no cadastro eleitoral precisam ser feitos até o dia 04 de maio de 2022. A data, que corresponde a 151 dias antes do pleito deste ano, é estipulada para que a Justiça Eleitoral consiga organizar o pleito.

Qualquer uma destas solicitações pode ser feita pelo sistema TítuloNet. Basta preencher o requerimento online e aguardar o retorno da Justiça Eleitoral. O atendimento virtual é orientado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), no intuito de evitar aglomerações nos Cartórios Eleitorais, como medida de prevenção à Covid-19.

Clique aqui e confira o passo a passo do atendimento virtual. Os interessados também podem tirar dúvidas entrando em contato com os Cartórios Eleitorais, por telefone, e-mail ou WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Há ainda o Disque Eleitor (0800 647-8191), cujo atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, entre 7h30 e 18h.

Leia Também:  Governo atende pedido de produtores e destina 100% do Fethab para infraestrutura

Títulos cancelados

Atualmente, cerca de 2,2 milhões de mato-grossenses estão em situação regular e poderão votar nas Eleições de 2022. Em contrapartida, 371.676 eleitores estão com os títulos cancelados por motivos que podem ser regularizados até a data final de 04 de maio. Deste total, 101.503 cancelamentos são decorrentes de ausência às urnas nos três últimos pleitos, e 270.173 por não comparecimento à revisão do eleitorado (isto é, não fizeram a biometria).

É importante ressaltar que a coleta biométrica continua suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em função da pandemia de Covid-19, mas isso não impede a regularização da situação. Portanto, é fundamental que as pessoas procurem o atendimento virtual o quanto antes para poderem participar do processo eleitoral.

Sobre o pleito

As Eleições 2022 ocorrerão no dia 02 de outubro, das 8h às 17h, seguindo horário de Brasília (DF), com uniformização em todos os estados e no Distrito Federal, sem exceção. Ou seja, o pleito iniciará e encerrará ao mesmo tempo, de acordo com o fuso da capital federal. Neste ano, serão eleitos os candidatos a cargos políticos que representam a União, os estados e o Distrito Federal, ou seja: presidente e vice-presidente da República, senador, deputado federal, deputado estadual/distrital, governador e vice-governador.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

PAU E PROSA

POLICIAL

CIDADES

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA