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Aragarças já aplicou 1.062 doses em adolescentes de 12 a 17 anos na luta contra a Covid

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A cidade de Aragarças-GO já aplicou 1.062 doses de esperança com a vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos. Na sexta-feira (10/9), a Secretaria Municipal de Saúde, através da Coordenação de Vigilância Epidemiológica gerida pela enfermeira Geiza Cardoso, dinamizou o início do processo de imunização (1ª  dose) dos jovens aragarcenses de 12 a 17 anos.

As famílias compareceram ao chamamento da administração Ricardo Galvão para levar os jovens nos postos de vacinação. Pais, mães, avós,  tios e os adolescentes de 12 a 17 anos, num total de 1062 jovens, compareceram, celebraram a conquista e a vida.

A data memorável do início da vacinação dos jovens de Aragarças teve às 17 h como horário para iniciar dada a preocupação das equipes de saúde com a participação dos pais neste processo (horário alternativo devido a jornada de trabalho dos responsáveis), a preocupação para que jovens e familiares não ficassem expostos ao sol. E foi sucesso total, mediante a dedicação das equipes de vacinação e aos pais e responsáveis que atenderam o chamado do Secretário de Saúde, Agne Reis, e do prefeito Galvão.

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Vacina, variante gama e máscaras: o que barra internações pela delta?

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A variante delta do coronavírus já é uma realidade no Brasil e está se tornando predominante em muitos estados, superando outras cepas que causam a covid-19. No entanto, sua presença não veio acompanhada de um aumento de hospitalizações e mortes, como ocorre em outros países. Ainda é cedo para comemorar, mas especialistas já têm algumas hipóteses para explicar por quê.

Estudos apontam que essa nova mutação do vírus, surgida na Índia, é mais infecciosa e tem maior capacidade de escapar da resposta imune gerada pelas vacinas. Israel, por exemplo, vive uma terceira onda de casos, mais forte que a anterior — lá, a média de mortes também subiu.

Os Estados Unidos vivem uma onda quase tão intensa quanto a anterior, com média móvel de mais de 150 mil casos (calculada pela média diária de casos dos sete dias anteriores). A curva de mortes também está em ascensão, com média de quase 2.000 óbitos. Por outro lado, alguns países europeus, como França e Reino Unido, mesmo com uma disparada nos casos causada pela chegada da nova mutação do vírus, não tiveram alterações significativas na mortandade.

No Brasil, a delta estava presente em 71,5% das amostras de vírus sequenciadas em agosto, segundo a Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Só que esse índice varia muito por estado: em Minas Gerais, a cepa está em 50% das amostras analisadas; em Goiás, em apenas 18%; em São Paulo e Rio de Janeiro, em 85% e 89%, respectivamente.

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“Os dados já apontam na direção de que a delta pode, sim, ser a variante predominante”, diz Marcelo Gomes, pesquisador em saúde pública e coordenador do Infogripe, da Fiocruz. “Mas a nossa grande preocupação, de que a variante pudesse gerar um aumento expressivo no número de casos, isso, felizmente, ainda não se confirmou”, afirma.

É o que parece ter acontecido no Rio de Janeiro, cidade que chegou a ser intitulada de “epicentro da delta no Brasil” pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), com 98% dos resultados dos sequenciamentos indicando essa cepa. De julho a agosto, os casos de covid subiram 44%, alcançando o pico de toda a pandemia (40 mil no mês passado).

As hospitalizações até subiram, mas em ritmo menor. No dia 30 de julho, havia 403 pacientes internados em UTIs da cidade. Um mês depois, em 28 de agosto, eram 508, uma elevação de 26%, ainda abaixo da alta no número de casos. Mas esse aumento não se sustentou e, ao longo de setembro, caiu para o patamar anterior, média de 400 internados em UTIs.

Os cientistas ouvidos pelo UOL são cautelosos ao analisar o comportamento da variante delta no país, mas alguns arriscam hipóteses, principalmente sobre os dados da capital fluminense. Umas delas considera a coincidência temporal da chegada da mutação no país com o avanço da vacinação.

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No Brasil, acabou coincidindo o fato de nós termos a maior parte da população com uma vacinação de primeira dose relativamente recente, favorecendo que as pessoas tenham um título de anticorpos que consiga evitar que a delta venha a provocar doença”Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp (Universidade de Campinas) e consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia)

Isso, mesmo considerando que a primeira dose de qualquer vacina possa ser insuficiente para fazer frente à delta, observa a infectologista. O que também pode estar contribuindo para o baixo número de internações no país é a alta cobertura vacinal entre os idosos.

Além dessa simultaneidade com a vacinação, nós temos também a proximidade com picos muito fortes e recentes de covid-19. Nós tivemos o mês de março avassalador e, passou meio despercebido, mas maio também foi intenso, principalmente para a população adulta”Marcelo Gomes, pesquisador da Fiocruz

Gomes e Stucchi concordam que essa última onda, provocada pela gama, pode ter imunizado naturalmente uma parcela da população que pegou e sobreviveu à doença. Ainda que essa proteção induzida seja temporária, ela pode estar ajudando a bloquear parte dos casos graves que a variante delta poderia provocar.

 

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