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Governador vai dar continuidade à premiação para municípios que melhor vacinarem

Mauro Mendes adiantou que, em 2022, o Estado continuará a incentivar melhor desempenho na cobertura vacinal

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O governador Mauro Mendes anunciou que o programa Imuniza Mais MT, que premiou os 15 municípios com melhor desempenho na vacinação da Covid e Influenza, será ampliado no próximo ano.

A premiação, que totalizou R$ 1,8 milhão e deverá ser usada para investimentos na atenção básica, foi entregue nesta quinta-feira (18.11), em cerimônia realizada no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Foram premiados os 15 municípios que atingiram mais de 80% da cobertura vacinal contra a Influenza e mais de 90% contra a covid.

“É uma grande satisfação entregar a premiação, que reconhece o esforço, o trabalho e o resultado trazido por prefeitos, secretários, servidores e todos que atuam na saúde pública dessas cidades. No final, quem ganhou foi a população”, afirmou.

De acordo com o governador, no próximo ano o programa será ampliado e vai abranger não só Covid e Influenza, mas a cobertura de 12 vacinas, a exemplo de tríplice viral e hepatite.

“Essas vacinas estão disponíveis há muitos anos no sistema público de saúde e têm ajudado a combater doenças erradicadas. Temos exemplos claros de que quando há um relaxamento na vacinação, essas doenças podem voltar. Por isso é preciso dar continuidade, intensificar e estimular melhor desempenho na imunização”, pontuou.

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Mauro Mendes reforçou que o programa Imuniza Mais MT é mais um exemplo de que o trabalho conjunto entre Estado e municípios pode trazer excelentes resultados para os mato-grossenses.

“Vamos trabalhar muito com os prefeitos para que nós possamos melhorar o desempenho e, ao final, poder atender melhor a saúde pública do Estado de Mato Grosso”, finalizou.

A premiação

No extrato populacional um, com municípios com menos de cinco mil habitantes, ficou em primeiro lugar o município de Planalto da Serra, cuja premiação foi de R$ 60 mil. Nova Brasilândia ficou em segundo lugar e levou o prêmio de R$ 50 mil. Em terceiro lugar, está o município Torixoréu, que recebeu um incentivo de R$ 40 mil.

No extrato populacional dois, com municípios entre cinco e 10 mil habitantes, Cocalinho ficou em primeiro lugar (R$ 80 mil); Porto dos Gaúchos em segundo lugar (R$ 70 mil) e Campos de Júlio em terceiro lugar (R$ 60 mil).

No extrato populacional três, com municípios entre 10 a 15 mil habitantes, Nova Ubiratã ficou em primeiro lugar (R$ 100 mil) e Paranaíta em segundo lugar (R$ 80 mil). Nenhum munícipio alcançou a terceira categoria desse extrato.

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No extrato populacional quatro, com municípios entre 15 a 30 mil habitantes, Jaciara ficou em primeiro lugar (R$ 150 mil) e Nova Xavantina em segundo lugar (R$ 120 mil). Nenhum munícipio alcançou a terceira categoria desse extrato.

No extrato populacional cinco, com municípios entre 30 a 60 mil habitantes, Poconé ficou em primeiro lugar (R$ 200 mil) e Campo Verde em segundo lugar (R$ 150 mil). Nenhum munícipio alcançou a terceira categoria desse extrato.

No extrato populacional seis, com municípios de mais de 60 mil habitantes, Rondonópolis ficou em primeiro lugar (R$ 300 mil), Lucas do Rio Verde em segundo (R$ 200 mil) e Primavera do Leste em terceiro lugar (R$ 150 mil).

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Ômicron: nova variante detectada na África do Sul já chegou a Israel, Bélgica e Hong Kong

No Brasil, a Anvisa recomendou que o governo adote restrições para voos e viajantes vindos de seis países da África: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

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Uma nova variante da Covid-19 detectada originalmente na África do Sul e agora batizada de omicron acendeu o alerta entre autoridades de saúde de todo o mundo. Casos da variante classificada como B.1.1.529 já foram identificados em ao menos três lugares do mundo para além do continente africano.

Na Europa, o primeiro caso foi confirmado na Bélgica, em um paciente que havia chegado do Egito no início de novembro. Além disso, já há casos confirmados em Israel, Hong Kong e Botsuana.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que o governo adote restrições para voos e viajantes vindos da África do Sul e cinco países vizinhos – Botsuana, Suazilândia (Eswatini), Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

Porém, a entidade afirma que “quaisquer restrições de deslocamento não são determinadas pela Anvisa, mas pelo grupo interministerial formado por Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Saúde e Ministério da Justiça”. A agência não informou se pretende recomendar restrições para viagens de outros países.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou nesta sexta-feira (26/11) uma reunião para tratar da nova variante, na qual a classificou como “variante preocupante” (variant of concern, o termo usado para descrever as variantes mais problemáticas até agora, como a delta, gama etc) e a batizou de omicron.

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Mas, mais cedo, advertiu que países não devem se apressar em impor restrições de viagens, pedindo que tenham uma “abordagem baseada no risco e na ciência”.

“Qualquer restrição de viagem deve ser pesada, e países já podem fazer muito em termos de vigilância e sequenciamento e trabalhar em conjunto com os países afetados ou globalmente “, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeyer.

A despeito disso, para tentar frear a disseminação da nova variante, diversos países também estão adotando restrições a voos saídos da África, como os Estados Unidos, Alemanha, Japão e Singapura.

Já a Comissão Europeia recomendou que países da União Europeia restrinjam emergencialmente voos originários da África Austral.

Sajid Javid, ministro da Saúde do Reino Unido, a descreveu a nova versão do coronavírus como uma “grande preocupação internacional”.

 

“Uma das lições desta pandemia foi que devemos agir rapidamente e o mais cedo possível”, disse ele.

 

Nos EUA, o médico Anthony Fauci, chefe da força-tarefa anti-coronavírus, disse que o veto a voos da África Austral era uma possibilidade, mas que ainda estava reunindo dados a respeito da nova variante.

A nova variante é mais perigosa?

 

Cientistas temem que essa nova versão do coronavírus, conhecida como B.1.1.529, seja ainda mais transmissível e “drible” o sistema imunológico. Por isso, há o temor na comunidade científica de que essa seja a “pior variante” do coronavírus identificada até o momento.

Em termos práticos, isso significa não só mais infecções, o que aumenta consequentemente as hospitalizações e mortes, mas a possibilidade de que as vacinas disponíveis hoje possam ser menos eficazes contra ela.

Essa grande preocupação se deve ao seu alto número de mutações. Vírus fazem cópias de si mesmos para se reproduzir, mas não são perfeitos nisso. Erros podem acontecer, resultando em uma nova versão ou “variante”.

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