Saúde

MP denúncia médicos não habilitados que atuavam na UTI do Hospital Regional de Agua Boa administrado pelo médico e prefeito Dr. Mariano

O promotor de justiça Luiz Alexandre Lima Lentisco, responsável pelo caso, denunciou três médicos formados na Bolívia não aptos para assumir a profissão. Entre os horrores cometidos estavam a reutilização de seringas em pacientes atendidos por eles na UTI com Covid-19 do hospital regional Paulo Alemão, alguns inclusive chegaram a acordar da intubação após o procedimento.

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Três médicos não habilitados pelas autoridades brasileiras foram denunciados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso por exercício ilegal da medicina no município de Água Boa (230 Km de Barra do Garças).

Os médicos Victor Gustavo Barja Oliva, Jéssica da Vera Cruz Sousa e Lydia da Vera Cruz Souza vão responder também por expor a vida ou a saúde de outras pessoas a perigo, associação criminosa e falsidade ideológica.

Além deles, foram acionados o médico Sebastião Siqueira de Carvalho Júnior e Raquel Guerra Garcia, sócios e administradores da empresa Cure Tratamento em Saúde Ltda, que era responsável até então pela prestação dos serviços de saúde na Unidade de Terapia Intensiva de Covid-19 do hospital onde os fatos ocorreram.

De acordo com o MP/MT, várias reclamações relacionadas à atuação dos denunciados chegaram ao Ministério Público e os fatos estão sendo apurados na esfera cível e criminal. Existe, inclusive, inquérito policial instaurado para apurar possíveis consequências criminais envolvendo a morte de duas pessoas.

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HOSPITAL REGIONAL PAULO ALEMÃO, ADMINISTRADO PELO CONSÓRCIO REGIONAL DE SAÚDE.

Consta na denúncia, que o grupo atuou entre os meses de abril e maio deste ano no Hospital Regional Paulo Alemão. Além de exercer a profissão de médico sem autorização legal, as investigações revelaram que eles inseriram declaração falsa com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.

O MPMT destaca ainda que por várias vezes o grupo atuou sem a supervisão do médico responsável local, prescrevendo medicamentos, avaliando pacientes e exames clínicos, bem como realizando procedimentos médicos, como dreno de tórax, acesso central, intubação e até massagem cardíaca.

Os administradores da unidade hospitalar na ocasião são acusados de substituir os medicamentos de primeira linha por outros que não tinham a mesma eficácia de sedação. Segundo o MPMT, existem relatos de pacientes que teriam passado pela experiência de acordar durante o período em que se encontravam intubados.

Para poupar gastos com materiais, insumos descartáveis como seringas, agulhas, frascos utilizados para as dietas e frascos de soro teriam sido reutilizados pela unidade hospitalar.

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Há registros, inclusive, de que um paciente da UTI chegou a ficar sem receber alimentação por até três dias. A denúncia foi oferecida na sexta-feira (19.11) pelo promotor de Justiça Luiz Alexandre Lima Lentisco.

 

Prefeito e presidente do Consórcio regional de saúde não atende a imprensa

MARIANO, PREFEITO DE ÁGUA BOA, MÉDICO, PRESIDENTE DO CONSÓRCIO REGIONAL DE SAÚDE E DIRETOR DO HOSPITAL PAULO ALEMÃO.

O OUTRO LADO

O jornalista Netão do Araguaia, do site Notícia dos Municípios, entrou em contato por telefone com o médico e prefeito de Agua Boa, Dr. Mariano (MDB) coincidentemente presidente do Consórcio Regional de Saúde e diretor responsável pelo Hospital Paulo Alemão para falar sobre o assunto, mas o mesmo não atendeu às nossas ligações.

Insistimos novamente via chamada através do aplicativo whatsapp, mas acabamos percebemos que o prefeito havia bloqueado nosso numero supostamente para não ser incomodado.

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Saúde

Ômicron: nova variante detectada na África do Sul já chegou a Israel, Bélgica e Hong Kong

No Brasil, a Anvisa recomendou que o governo adote restrições para voos e viajantes vindos de seis países da África: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

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Uma nova variante da Covid-19 detectada originalmente na África do Sul e agora batizada de omicron acendeu o alerta entre autoridades de saúde de todo o mundo. Casos da variante classificada como B.1.1.529 já foram identificados em ao menos três lugares do mundo para além do continente africano.

Na Europa, o primeiro caso foi confirmado na Bélgica, em um paciente que havia chegado do Egito no início de novembro. Além disso, já há casos confirmados em Israel, Hong Kong e Botsuana.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que o governo adote restrições para voos e viajantes vindos da África do Sul e cinco países vizinhos – Botsuana, Suazilândia (Eswatini), Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

Porém, a entidade afirma que “quaisquer restrições de deslocamento não são determinadas pela Anvisa, mas pelo grupo interministerial formado por Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Saúde e Ministério da Justiça”. A agência não informou se pretende recomendar restrições para viagens de outros países.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou nesta sexta-feira (26/11) uma reunião para tratar da nova variante, na qual a classificou como “variante preocupante” (variant of concern, o termo usado para descrever as variantes mais problemáticas até agora, como a delta, gama etc) e a batizou de omicron.

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Mas, mais cedo, advertiu que países não devem se apressar em impor restrições de viagens, pedindo que tenham uma “abordagem baseada no risco e na ciência”.

“Qualquer restrição de viagem deve ser pesada, e países já podem fazer muito em termos de vigilância e sequenciamento e trabalhar em conjunto com os países afetados ou globalmente “, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeyer.

A despeito disso, para tentar frear a disseminação da nova variante, diversos países também estão adotando restrições a voos saídos da África, como os Estados Unidos, Alemanha, Japão e Singapura.

Já a Comissão Europeia recomendou que países da União Europeia restrinjam emergencialmente voos originários da África Austral.

Sajid Javid, ministro da Saúde do Reino Unido, a descreveu a nova versão do coronavírus como uma “grande preocupação internacional”.

 

“Uma das lições desta pandemia foi que devemos agir rapidamente e o mais cedo possível”, disse ele.

 

Nos EUA, o médico Anthony Fauci, chefe da força-tarefa anti-coronavírus, disse que o veto a voos da África Austral era uma possibilidade, mas que ainda estava reunindo dados a respeito da nova variante.

A nova variante é mais perigosa?

 

Cientistas temem que essa nova versão do coronavírus, conhecida como B.1.1.529, seja ainda mais transmissível e “drible” o sistema imunológico. Por isso, há o temor na comunidade científica de que essa seja a “pior variante” do coronavírus identificada até o momento.

Em termos práticos, isso significa não só mais infecções, o que aumenta consequentemente as hospitalizações e mortes, mas a possibilidade de que as vacinas disponíveis hoje possam ser menos eficazes contra ela.

Essa grande preocupação se deve ao seu alto número de mutações. Vírus fazem cópias de si mesmos para se reproduzir, mas não são perfeitos nisso. Erros podem acontecer, resultando em uma nova versão ou “variante”.

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