Segurança Pública

POLÍCIA PENAL- Mão de obra de reeducandos presos do sistema prisional contribui na reforma de prédios públicos

A mão de obra qualificada dos presos da cadeia pública de Barra do Garças tem contribuído significativamente com reforma de escolas, igrejas, praças, associações e entidades sociais.

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Durante a presença da cúpula da segurança pública de Mato Grosso na cerimônia de inauguração e revitalização da Central de termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e da Delegacia Especializada da mulher em Barra do Garças, ocorrido na sexta-feira (10.09) o policial penal Maycon Costa de Oliveira, diretor da cadeia pública  concedeu entrevista exclusiva ao Notícia dos Municípios e falou da importância da mão de obra dos reeducandos na reforma de prédios públicos, da disciplina dentro do sistema e da expectativa do inicio da construção do presídio estadual que será construído em Barra do Garças.

O sucesso no projeto sob a liderança do delegado regional Wiliney Santana Borges Leal, contou com o apoio do MP, Defensoria, Judiciário, outros órgãos governamentais e prefeituras.

Outra boa contribuição foi à participação direta da Polícia penal que doou a mão de obra profissional de três reeducandos da cadeia pública local, eles trabalharam na execução e embelezamento da obra que passa a ser referência em todo o Vale do Araguaia.

A contribuição com parte da mão de obra anônima e qualificada desenvolvida pelos detentos chama atenção da população dos três municípios circunvizinhos e da região devido o empenho dedicação e a forma disciplinar que os presos conduziram o trabalho com bastante humildade e profissionalismo.

Reeducandos homenageados dividem o mesmo palco com a cúpula do judiciário e segurança pública

Durante a cerimônia, além do diretor do presídio que representou a Policia Penal, os três reeducandos também foram homenageados e tiveram a honra de dividirem o mesmo espaço no palco com a cúpula do judiciário, prefeitos, deputados e demais autoridades da segurança pública.

Essa não é a primeira vez que os presos atuam na reforma de prédios públicos, em outras ocasiões eles também trabalharam na reforma de escolas estaduais e municipais de Barra do Garças,  igrejas e templos religiosos, sede de entidades filantrópicas e associações da comunidade, como é o caso da APAE-Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionai, ocasião em que tiveram a oportunidade de mostrar seus talentos.

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No sistema prisional de Barra do Garças o reeducando que queira se profissionalizar é submetido a uma triagem para avaliação, que vai desde aptidão ao comportamento dentro do sistema.

Com esses principais quesitos ele pode ganhar uma oportunidade, seja para ler bons livros ou realizar cursos dentro do próprio sistema prisional, a exemplo de confecção de artesanatos, tapetes, uniformes ou outra ocupações,  graças a parcerias firmadas com o SESI, SENAI, Escolas e Faculdades.

Prédio da segurança totalmente revitalizado

Na prisão, o reeducando ainda poderá ter a chance de se matricular na rede pública de ensino, seja para ser alfabetizado ou para dar continuidade ao ensino médio ou fundamental, em alguns casos interrompidos após sua prisão.

Alguns pleiteantes conseguem inclusive ingressar em universidades e cursar ensino superior, para ganhar esse direito o preso precisa antes de tudo ter boa vontade de se reintegrar à sociedade e ter bom comportamento dentro do cárcere.

Para cada conclusão de cursos, leitura de livros ou fabricação conjunta de artesanatos dentro do sistema, o reeducando pleiteia a redução das suas respectivas penas amparados em leis.

Após as homenagens o diretor Maycon Oliveira agradeceu o reconhecimento da sociedade e da cúpula da segurança e enalteceu o trabalho dos presos e a importância deles na reinserção social, seja na construção civil ou em outras atividades estabelecidas. a presente data é especial para todos nós pelo fato de termos a satisfação de poder contribuir com mais uma obra tão importante para a sociedade através do trabalho humilde e disciplinado dos reeducandos da nossa cadeia publica. Disse o diretor do sistema prisional.

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Moderna e ampla revitalização da Delegacia da mulher

Para participar do projeto o reeducando precisa ter uma ficha exemplar de bom comportamento e ter alguma formação profissional na área.

NOVO PRESÍDIO PARA BARRA DO GARÇAS

Referente à superlotação enfrentada em todos os presídios de Mato Grosso, o diretor da cadeia pública reiterou a importância da construção do presídio estadual em Barra do Garças. “A obra é de grande importância e acreditamos que deverá ser iniciado o mais breve possível, o mais difícil já superamos, o novo presídio além de retirar definitivamente a cadeia pública do centro da nossa cidade também irá desafogar todo o sistema de vagas na região”. Disse Maycon ao revelar que o projeto arquitetônico já foi aprovado pelo DEPEN-Departamento Penitenciário Nacional.

Ao endossar as palavras de Mayke, o prefeito de Barra do Garças Adilson Macedo enalteceu o trabalho da polícia penal de Barra do Garças e destacou a união de todos para realizar esse sonho.

O prefeito disse também que o trabalho realizado pela policia penal na cadeia pública local é de grande valia e que a reinserção dos reeducandos no mercado de trabalho é muito importante porque visa a ressocialização do preso e que toda boa parceria é salutar para qualquer gestão.

Segundo o prefeito Adilson o inicio das obras da construção do presídio esta bem encaminhada e que toda a cúpula do governo e parlamentares estaduais e federais estão fazendo marcação cerrada em Brasília para que a obra seja iniciada o mais breve possível para suprir as demandas de vagas no sistema prisional. “A escolha do local e a doação do terreno já foi realizada pela Prefeitura e aprovado pelo estado, estamos dando toda assistência para dar celeridade do inicio da obra”. Finalizou o prefeito Adilson.

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Bustamante se preocupa com roubos de aeronaves e MT se une a outras estados e Bolívia contra facções

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O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, que participa do I Encontro de Segurança Fronteiriça Brasil/Bolívia, de 20 a 21 de outubro, em Rio Branco (AC), se mostrou bastante preocupa com os roubos/furtos de aeronaves no estado. A reunião tem como objetivo fazer com que estados brasileiros e a Bolívia se unam no combate ás facções criminosas, que passaram a se estabelecer no país vizinho, o que tem  refletido no acréscimo criminalidade.

Por meio de uma carta de intenções, em abril deste ano, o Estado do Acre firmou parceria com o Departamento de Pando, na Bolívia. Agora, se busca ampliar essa aliança contra as organizações criminosas com Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Bustamante comentou que um dos crimes que mais preocupa são os roubos e furtos de aeronaves e a necessidade do intercâmbio de informações.“A criminalidade não escolhe lugar, se esconde em Santa Cruz, Beni e Pando [estados bolivianos que eles se referem como Departamentos], e os criminosos têm um contato muito grande, têm vínculos e precisamos nos organizar. Aeronaves são furtadas em vários países, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também, e têm como destino a Bolívia e o Paraguai, para transporte de contrabando e tráfico de drogas. Precisamos do intercâmbio de informações para qualificar as nossas investigações”.

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Bustamante também lembrou que as autoridades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul trabalharam em conjunto durante as queimadas que atingiram o pantanal brasileiro e boliviano em 2020 e que a parceria na área do meio ambiente foi um sucesso e pode também trazer bons frutos na área da Segurança Pública.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, coronel Paulo César Rocha dos Santos, comentou que o Brasil não se orgulha de exportar o crime organizado para outros países. “O crime organizado não respeita fronteiras, não respeita soberania e organizar-se de forma diferenciada independente é necessário. Os Estados aqui representados criaram estruturas estaduais de combate aos crimes transfronteiriços. Percebemos que a fronteira é um desafio e insumo da violência”.

O vice-ministro de Segurança Cidadã da Bolívia, Roberto Ríos Sanjinés, disse que as facções brasileiras ainda não se estabeleceram no país como aqui no Brasil, mas há a presença de alguns emissários, mas que é necessário estabelecer ações preventivas para que de maneira conjunta possam lutar para que eles não possam ultrapassar a fronteira.

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“Os crimes na fronteira afetam a soberania e os direitos individuais e coletivos. O fluxo dessas pessoas merece atenção especial e, por isso, é necessário trabalhar em conjunto para fortalecer as relações bilaterais e implementar ações conjuntas de intercâmbio de informações, capacitação dos policiais e técnicos envolvidos na temática, para melhorar as condições de fiscalização e combate ao crime”.

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